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Clássico do cinema mudo brasileiro é exibido gratuitamente em Bangu

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Filmado há mais de 100 anos e considerado o “santo graal do cinema mudo brasileiro”, pelo jornal inglês The Guardian, o filme Amazonas, o Maior Rio do Mundo, de 1920, faz parte da programação da primeira edição do cineclube Cinema de Cima, no dia 20 de agosto (quinta-feira), às 18h30. Em sua primeira edição, o evento bimestral acontece no Areninha, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ) e apresenta também o documentário “Alexandrina – um relâmpago”, de 2022. Após as exibições dos filmes que contarão com legendas descritivas, o público poderá participar da sessão de debate com a professora de História, Keila Gomes, que será acompanhada por um intérprete de LIBRAS. A entrada é gratuita com classificação etária livre.

O média-metragem “Amazonas, o Maior Rio do Mundo” (1920, 66 min.), dirigido por Silvino Santos, é um dos primeiros registros da Amazônia. Feito por encomenda do Estado do Amazonas e de comerciantes locais desejosos em mostrar o potencial exploratório e comercial da região. Filmado em 1918 e finalizado em 1920, ficou perdido durante a década de 30 para ser encontrado somente em 2023, em Praga (CZE). Nas filmagens, são destacadas o trabalho realizado pelos indígenas na extração do látex, na caça de peixes-boi, e ainda, a exploração dos costumes e modos dos povos Uitotos.

Em seguida, será exibido o documentário “Alexandrina – um relâmpago” (2022, 11 min.), com direção e produção de Keila Sankofa. O curta-metragem conta a história desta mulher negra amazônica, sem sobrenome, filha de negros escravizados mas que nasceu livre. Trabalhou como empregada do casal Agassiz, adepto de teorias racistas, em Tefé (AM), no século XIX. A partir da vídeo-performance, o filme busca trazer Alexandrina de volta à vida, recontando a história da “aprendiz de naturalista”, como era chamada pelo casal de naturalistas estadunidenses.

O filme “Alexandrina” traz em seu currículo honrarias como o Prêmio de Aquisição do 13º Diária Contemporâneo de Fotografia (2024); vencedora do prêmio de Melhor Direção no 5º Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte (2023); e reconhecida pelos prêmios Leda Maria Martins – Ancestralidade (2023) e Pretas Potências – Produção Coletiva (2023). 

Como debatedora desta primeira edição, o cineclube recebe Keila Gomes, professora de História da rede pública e mestranda em Ensino de História. Atua também como escritora, pesquisadora e percussionista. É gestora do evento “Aquilombarzo”, onde desenvolve pesquisas que buscam novas narrativas sobre a zona oeste carioca, com foco no protagonismo africano e indígena.

O cineclube Cinema de Cima é fruto de uma iniciativa do site Cine Set, com base em Manaus (AM), que privilegia a cobertura do cinema amazônico e durante a iniciativa do cineclube exibirão somente filmes do Norte e Nordeste do país. O cineclube é apoiado pela RioFilme, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), de Fomento à Cultura.

O cineclube Cinema de Cima traz em sua ficha técnica: Marcos Gabriel Faria (produtor e mediador); Caio Pimenta (programador e editor-chefe do Cine Set); Micaella Martins (produtora assistente, responsável pelo Coletivo Espiral); Anna Brandão (designer e ilustradora) e Rosita Schaefer (social media).

Serviço Data: 20/08/2026 (quinta-feira) Horário: 18h30 Local: Sala de oficinas – Areninha Carioca Hermeto Pascoal / Endereço: Praça Primeiro de Maio, s/nº – Bangu / Telefone: (21) 2437-2651 

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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