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“Uma velha canção, quase esquecida” faz temporada no Teatro Fashion Mall

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Depois de uma temporada de sucesso de crítica e público no Sesc Pompeia, em São Paulo, “Uma velha canção, quase esquecida” da dramaturga irlandesa Deirdre Kinahan, chega ao Rio de Janeiro para curtíssima temporada no Teatro Fashion Mall. A montagem é uma produção da Cia Ludens em parceria com o Teatro de Jardim SP, e tem patrocínio do Consulado Geral da Irlanda em São Paulo.

Com direção e tradução de Domingos Nunez, o espetáculo reúne os atores Genezio de Barros, indicado ao Prêmio Shell de Teatro de Melhor Ator por este trabalho, e Iuri Saraiva (ator já premiado por outros trabalhos com os Prêmios APCA e Bibi Ferreira) em torno de um mesmo personagem em diferentes momentos da vida: James O’Brien, um ator que, já na velhice, percorre as lembranças de uma vida dedicada ao teatro enquanto convive com o avanço do Alzheimer.

“Uma velha canção, quase esquecida” é uma peça sobre o tempo. Sobre o que a memória leva, mas também sobre o que não se apaga. Foi concebida para dois atores que representam diferentes fases de um mesmo homem. O encontro entre os dois tempos – passado e presente – faz da memória não apenas tema, mas também estrutura da própria narrativa. A autora observa a demência progressiva não apenas como perda, mas como processo de transformação da percepção, da linguagem e da relação do indivíduo com sua própria história.

“O que me motiva neste texto é o cuidado, a generosidade, a leveza com que a autora trata de um assunto tão difícil e ao mesmo tempo tão perto, tão presente na vida de todos nós. Quem não tem um parente, um amigo, um conhecido com uma doença degenerativa? Com muita delicadeza ela nos conduz através da personagem a meditar sobre a fragilidade humana, sobre a finitude e principalmente sobre o amor.”, diz Genezio de Barros.

“É um trabalho muito especial pra mim porque é a peça que coroa um projeto de pesquisa da Cia Ludens em torno da representação de “deficiências” físicas no teatro irlandês desde o começo do século passado até o tempo presente. E neste texto, de forma inusitada e muito inspirada, o tema do Alzheimer é tratado com imensa delicadeza, poesia e humor. Espero que os espectadores do Rio saiam tocados pelo espetáculo, como aconteceu em São Paulo.” completa o diretor e tradutor, Domingos Nunez.

A dramaturgia constrói uma relação entre o homem e sua versão mais jovem, através do cruzamento de diferentes tempos e personagens que vão se encontrando e se sobrepondo.  O palco está tomado por grandes fardos de papel, simbolizando o acúmulo de uma existência e também a tentativa de armazenamento de uma memória que insiste em escapar. 

A música – violão, violino e acordeom – composta e executada ao vivo pelo violonista brasileiro Mário da Silva, em cena ao lado dos músicos Gabriel Paixão e Joyce Sales, simboliza uma projeção da mente do personagem que, junto com seus escritos, tenta organizar e reter as lembranças e distinguir o presente do passado. 

Serviço: dia 31 de outubro até 15 de novembro / Teatro Fashion Mall / Sala Mauro Mendonça Estrada da Gávea, 899/2° piso, São Conrado/  https://bileto.sympla.com.br/event/127085 ou na bilheteria de 3ª a dom das 14h às 20h / 

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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