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Café Lamas reabre as portas e retoma seu lugar na boemia carioca

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Fundado há 152 anos e reconhecido como patrimônio cultural carioca, o Café Lamas reabre as portas ao público na quarta-feira (21). A casa estava fechada desde de junho, quando um incêndio comprometeu parte da sua estrutura. Diante da dificuldade em receber o ressarcimento do seguro, nasceu o movimento #JuntosPeloLamas, liderado por Ricardo Garrido, sócio-fundador da Cia. Tradicional de Comércio, e por Mariana Rezende, do Bar da Frente. A iniciativa reuniu 25 bares e restaurantes do Rio e de São Paulo, que destinaram a arrecadação de pratos e drinques selecionados às obras de reforma da cozinha. 

Com a reabertura, o Lamas , certamente, retoma seu lugar na boemia carioca. São mais de 150 anos de conversas atravessando a madrugada, encontros de amigos na calçada, chopes de fim de expediente no balcão e famílias que passaram de geração em geração o hábito do almoço de domingo na casa. Foi essa clientela fiel que acompanhou de perto os quatro meses de portas fechadas e torceu ao lado de todos que se mobilizaram pela volta do Lamas. Agora, ela reencontra as mesas como deixou, com os clássicos que contam a história do Rio no prato, como o filé à Oswaldo Aranha, o filé à francesa e o filé à parmegiana (R$ 180 cada). Para abrir a noite, seguem obrigatórios o bolinho de bacalhau (R$ 90, dez unidades) e o chope Brahma bem tirado (R$ 13). 

Se o fogo fechou as portas do Lamas, também fez nascer uma corrente de solidariedade que a boemia carioca poucas vezes viu. A ajuda veio de quem, em qualquer outra noite, disputa o mesmo cliente. Bares e restaurantes que dividem a clientela decidiram tratar o Lamas como a casa de todos. “Como um apaixonado pelo Rio de Janeiro, tenho certeza que bares centenários como o Lamas não podem fechar, porque eles são a própria história da cidade”, afirma Ricardo Garrido, sócio-fundador do Bar Pirajá e da Bráz Pizzaria e um dos articuladores da ação. Para Mariana Rezende, dona do Bar da Frente, a mobilização foi uma resposta necessária diante do risco que o Lamas enfrentou. “O fechamento de um bar tão antigo e importante para a cidade seria uma perda irreparável para o Rio e para o nosso setor. A prontidão de todos os bares nessa ação mostra que um setor unido é um setor mais forte”, completa. 

“Em 152 anos, o Lamas nunca tinha ficado tanto tempo fechado. Foi difícil ver a casa parada, mas a gente nunca se sentiu sozinho. Os clientes ligavam, passavam na porta para perguntar quando íamos voltar, e os bares da cidade fizeram por nós o que ninguém imaginava. Agora é abrir as portas e voltar a fazer o que sabemos, servir comida boa e  ver as histórias acontecendo nas nossas mesas”, diz Milton Brito, proprietário do Lamas. 

O Café Lamas fica na Rua Marquês de Abrantes, 18A, Flamengo.

*Valores sujeito à alteração

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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