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Andrei Gavrilov recria os heróis da Marvel, em versão russa em “Os Guardiões”

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Sem dúvida um dos trailers que mais chamaram a atenção do público brasileiro em 2016 é do filme Os Guardiões. O longa russo chamou atenção por ser uma espécie de Vingadores soviéticos, onde um grupo de heróis precisa enfrentar um grande vilão. O trailer logo ganhou destaque na internet e o filme conseguiu ter o seu lançamento oficial nas salas de cinema. Mas agora que ele finalmente chegou aos cinemas fica a pergunta, será que Os Guardiões se mantem como um bom longa de ação ou será apenas um bom viral na internet?

A premissa mostra que durante a Guerra Fria, uma organização chamada “Patriotas” criou um esquadrão de super-heróis que incluía diversos membros da União Soviética, que inclui representantes das diferentes nacionalidades da URSS, refletindo suas forças e tradições. Por anos esses heróis tiveram que esconder suas identidades, mas agora eles terão que se revelar para salvar o mundo de uma perigosa ameaça.

Lógico que devemos tirar o chapéu para o cinema russo ter realizado uma obra desse tipo, afinal vivemos em um mercado saturado de filmes de super-heróis e não é sempre que vemos outros países arriscando nesse gênero. Com isso em mente podemos perceber que de cara o filme sofre de uma grande dificuldade, tentar ser uma espécie de Os Vingadores. O roteiro de Andrei Gavrilov inclusive recria diversas cenas do filme dos heróis da Marvel. Os problemas surgem quando nenhum dos personagens mostra carisma, muito pelo contrário, todos passam a sensação de serem os “bad ass” da equipe, reforçando assim a frieza na equipe e a dificuldade de empatia com o público.

Mesmo com o primeiro ato servindo apenas para apresentar os membros da equipe, fica claro a falta de um aprofundamento maior nos personagens que estão sendo apresentados ao público pela primeira vez, além disso, falta uma real motivação para o encontro da equipe, pois em nenhum momento Kuratov, o grande vilão mostra ser uma ameaça fora do comum.

O diretor Sarik Andreasyan não mostra um trabalho muito seguro, conseguindo atuações fracas de seu elenco, não conseguindo executar boas cenas de ação e apresentando diversos erros de continuidade que são claros até para os mais despercebidos do cinema.
No fim Os Guardiões acaba sendo uma promissora e necessária aposta dentro do circuito fora de Hollywood, uma pena que o resultado seja mais um enlatado daqueles típicos produzidos na capital mundial do cinema, só que feito para a TV e com selo do canal SyFy.

 

 

 

Renato Maciel
Renato Maciel
Carioca e tijucano, viciado em filmes, séries e tudo envolvendo cultura pop, roteirista e estudante de cinema, podcaster no Ratos de Cinema

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