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Marcello Quintanilha fala sobre a adaptação de Tungstênio para o cinema

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No dia 17 de maio chega às salas de cinema Tungstênio, dirigido pelo cineasta Heitor Dhalia. O longa é baseado no quadrinho homônimo do autor brasileiro Marcello Quintanilha, que venceu com a obra o Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, na França, na categoria thriller. Ambientada em Salvador, a narrativa é transportada agora em um filme de 1h20, numa adaptação que surpreendeu o quadrinista: “Eu fiquei maravilhado com o resultado. A maior surpresa, dentre tantas maravilhosas, talvez seja a fidelidade à obra original”, afirma Quintanilha.

Tungstênio explora as tensões que permeiam as relações humanas, em que ações aparentemente banais são capazes de refletir consequências absolutamente imprevisíveis.

Inspirada numa notícia de rádio, a HQ de Quintanilha tem como fio condutor o crime ambiental cometido por dois pescadores, que promoviam a pesca ilegal com utilização de bombas no Forte de Monte Serrat. A situação foi capaz de efervescer a cabeça do quadrinista, que partiu desse fato isolado para apresentar quatro histórias: Richard, um policial movido por seus instintos; Keira, esposa, presa na empreitada de tentar abandonar o seu intempestivo marido; Caju, pequeno traficante de drogas, que só pensa em como sobreviver mais um dia; e Seu Ney, um ex-sargento saudosista, preso nas memórias do passado num quartel. Munidas de tensão, as trajetórias individuais dos personagens se cruzam em uma história de ritmo eletrizante.

O autor, que havia recusado ofertas anteriores para transformar sua obra em filme, se sentiu seguro para permitir que Heitor Dhalia transportasse o universo de Tungstênio para as telonas: “Não houve nenhuma outra razão a não ser a admiração que já nutria pelo trabalho do Heitor e receber sua proposta foi extremamente gratificante”. Segundo ele ainda “é fantástico quando você tem a experiência de que atores agreguem elementos de sua mitologia pessoal para dar vida a personagens que anteriormente estavam concebidos para existirem somente no papel’’. Sucesso da crítica, o quadrinho Tungstênio, agora como obra cinematográfica, aparece como uma experiência “viva” e “mutável’’, de acordo o autor. As expectativas de Quintanilha em relação a obra são positivas, já que segundo ele “tudo contribuiu para que se obtivesse a melhor atmosfera daquilo que estava concebido como quadrinho’’.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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