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“Os contos que trago” no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas

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Espetáculo, que é uma adaptação do livro homônimo, fala das ações miúdas acontecendo nesse exato momento que dificilmente percebermos, até que elas ocorram conosco. Num formato do teatro do absurdo, “Os Contos que Trago” tem como característica unir comicidade ao sentimento de perda de referências do homem.

A filha sempre chegava da escola ao meio dia e isso acalentava e enchia de orgulho o coração dos pais, acreditando que estavam fazendo a coisa certa. O mesmo sentimento tinha Antônio em relação a Lisa, sua dedicada esposa. Até que, ao tomar banho após um quente dia de trabalho, encontrou um negro e crespo pelo em seu sabonete branco. E Antônio, que não tem pelo algum em todo o seu corpo por causa de um trauma de infância, passou a desconfiar da santa esposa. Também temos Artemisa que é o orgulho da mãe extremamente religiosa, mas que sonhava em pular seu primeiro carnaval e conhecer a festa da carne. Um macro universo chamado Baixada Fluminense onde convivemos com o lixo e o luxo, com pretos velhos e pastores, racistas e militantes, tarados assumidos e hipócritas covardes. O certo e o errado que existe dentro de todos nós.

Ao escrever o livro, Humberto Assumpção desejava se expressar. “Depois de anos dentro em uma bolha depressiva, a saída encontrada foi a escrita e assim nasceu o livro e, posteriormente, a peça. E para o palco o autor/diretor leva esse conceito: as diferentes formas de se comunicar, de tocar as pessoas através das histórias encenadas.”, afirma Humberto Assumpção.

“Os Contos Que Trago” marca a primeira experiência na direção de um espetáculo teatral. Um processo tortuoso, irritante e ao mesmo tempo iluminado. Com o auxílio generoso Julio Luz, as portas da minha imaginação se abriram e pude sentir a liberdade de experimentar e desbravar o desconhecido. Tinha, infelizmente, o tempo como inimigo, mas tudo foi se encaixando e consegui estabelecer uma linha de raciocínio contínua, sempre contando com a opinião de todos mas defendendo meus pontos de vista. É incrível como um bastão metafórico pode te tirar o sono e criar pesadelos. Mas a experiência é emocionante e dá vontade de começar a criar novas ideias, novos conceitos, novos momentos.

Serviço
“Os contos que trago”
Temporada: 06 a 21 de abril de 2019.
Sábado e Domingo, às 19h
Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa)
Duração: 65 minutos
Capacidade: 86 lugares

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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