<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos A Cuca - Rota Cult</title>
	<atom:link href="https://rotacult.com.br/tag/a-cuca/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://rotacult.com.br/tag/a-cuca/</link>
	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
	<lastBuildDate>Mon, 16 Feb 2026 11:43:18 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/01/cropped-Favicon_3-32x32.png</url>
	<title>Arquivos A Cuca - Rota Cult</title>
	<link>https://rotacult.com.br/tag/a-cuca/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>&#8216;A Cuca&#8217; mescla vídeo, dança e carnaval na micareta da ancestralidade</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2026/02/a-cuca-mescla-video-danca-e-carnaval-na-micareta-da-ancestralidade/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-cuca-mescla-video-danca-e-carnaval-na-micareta-da-ancestralidade</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2026/02/a-cuca-mescla-video-danca-e-carnaval-na-micareta-da-ancestralidade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Feb 2026 13:41:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[A Cuca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=197489</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ao registrar a folia de Rei Momo numa mistura sem fronteira entre documentário e fábula, o filme &#8220;Amor, Carnaval e Sonhos&#8221; (1972), de Paulo Cezar Saraceni (1933-2012), atomizou signos (dos blocos cariocas) amalgamando observação e invenção numa matéria indistinta. No ano seguinte, o artista visual Arthur Omar radicalizou ainda mais esse amálgama, ao iniciar a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2026/02/a-cuca-mescla-video-danca-e-carnaval-na-micareta-da-ancestralidade/">&#8216;A Cuca&#8217; mescla vídeo, dança e carnaval na micareta da ancestralidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">Ao registrar a folia de Rei Momo numa mistura sem fronteira entre documentário e fábula, o filme &#8220;Amor, Carnaval e Sonhos&#8221; (1972), de Paulo Cezar Saraceni (1933-2012), atomizou signos (dos blocos cariocas) amalgamando observação e invenção numa matéria indistinta. No ano seguinte, o artista visual Arthur Omar radicalizou ainda mais esse amálgama, ao iniciar a série de experimentos que, em 1997, viria a se tornar o projeto &#8220;Antropologia da Face Gloriosa&#8221;, já exibido em galeria e celebrizado em livro da Cosac &amp; Naify. &#8220;A Cuca&#8221;, hoje no palco, é uma nova etapa radical desse carro alegórico sociocultural da História, que agora toma as vias do teatro. &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Sozinho num palco que, por alguns minutos, vira a Sapucaí (em versão pocket) e vira ainda uma Amazônia em formato mignon, Renato Rocha constrói um ritual performático sob a bênção de Dionísio. Calça-se na fricção entre as ancestralidades do Brasil e a percepção universal da permanência (e sua gêmea, a finitude). O ponto de partida de sua gira é uma pergunta.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Pelos idos da pandemia, quando era uma criança ainda em tempo de colo, de dentes de leite, a filha de Renato, Julieta, indagou o multiartista (respeitado por seus devires na direção): &#8220;Papai, quando eu crescer, o mundo ainda vai existir?&#8221;. Havia ali um gatilho.</p>



<p class="has-text-align-center">Engatilhou-se uma inquietude: de que maneira o futuro ainda pode ser uma hipótese num período de medo, onde o mundo tosse e perde o ar? O módulo de tensão: depois que se é pai, o verbo morrer deixa de ser uma possibilidade, pois o amparo é um dever familiar.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Esgueirando-se por diferentes vértices criativos em &#8220;A Cuca&#8221; (da dramaturgia à encenação, nas raias de uma atuação performática vívida), Renato Rocha dá conta da curiosidade de Julieta num rito de antropomorfismo. Vira jacaré (ou&nbsp;<em>jacaroa</em>) para buscar sua essência de gente. &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Usa figurinos com feições de réptil, mas faz da iluminação Paulo Denizot, combinada ao videografismo de Plínio Hit e Breno Buswell, uma armadura extra, para escudar-se do mundano e talhar um caminho até a transcendência. Sob a luz que quica selvagem nos olhos da plateia, ele transcende pelas vias da floresta. Vai à toca de uma mulher que é ente, que é bicho, que é orixá, que é profecia, que é caminho.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Reconhecida por folcloristas como uma bruxa aterrorizante de cantigas de ninar, Cuca já foi Global, ao dar pinta no Plim-Plim do império Roberto Marinho no &#8220;Sítio do Pica Pau Amarelo&#8221;. Teve ainda lugar na Netflix, na série de Carlos Saldanha &#8220;Cidade Invisível&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Na travessia antropológica e histórica de Renato Rocha no Futuros, a Cuca que lhe interessa não é vilã, e, sim, guardiã. É um&nbsp;<em>Visage</em>, termo usado para definir entidades ancestrais presentes em povos indígenas, invocadas em rituais de transmissão de saber e memória. A forma de jacaré é só um significante. O significado é o verde&#8230; o perene&#8230; o infinito. Tudo o que o performer deseja (de bom) para sua Julieta.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Com uma trilha sonora pontuada de músicas de Daniel Castanheira e Felipe Habibi, &#8220;A Cuca&#8221; não dispensa palavras. A certo momento, o pai diz para Julieta: &#8220;eu precisei ser chão para que você pudesse ter casa&#8221;. Tal fala vale o ingresso, somada a um jorro potente de reflexões sobre o aprendizado que homens como Renato têm com as mulheres. Daí a dimensão de denúncia (mais do que bem-vinda) da peça contra o feminicídio, contra violências de gênero.A Cuca tá de olho. E o espetáculo que a celebra é vivo.</p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2026/02/a-cuca-invoca-a-personagem-iconica-da-cultura-brasileira-em-uma-obra-sensorial/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2026/02/a-cuca-mescla-video-danca-e-carnaval-na-micareta-da-ancestralidade/">&#8216;A Cuca&#8217; mescla vídeo, dança e carnaval na micareta da ancestralidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2026/02/a-cuca-mescla-video-danca-e-carnaval-na-micareta-da-ancestralidade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
