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	<title>Arquivos &quot;A Palavra que Resta&quot; - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos &quot;A Palavra que Resta&quot; - Rota Cult</title>
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		<title>&#8220;A Palavra que Resta&#8221; faz nova temporada no Teatro Laura Alvim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adulto]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As dores e os dilemas de um homem que precisou ocultar a própria sexualidade por décadas, para sobreviver em meio a uma sociedade provinciana e heteronormativa,  são levadas para o palco em &#8220;A Palavra que Resta&#8221;, versão para o teatro do premiado livro do escritor cearense Stênio Gardel. Sob a direção de Daniel Herz, a [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">As dores e os dilemas de um homem que precisou ocultar a própria sexualidade por décadas, para sobreviver em meio a uma sociedade provinciana e heteronormativa,  são levadas para o palco em &#8220;A Palavra que Resta&#8221;, versão para o teatro do premiado livro do escritor cearense Stênio Gardel. Sob a direção de Daniel Herz, a peça está indicada ao 19º Prêmio APTR nas categorias Direção (Daniel Herz) e Atriz em Papel Coadjuvante (Valéria Barcellos). </p>



<p class="has-text-align-center">O potente romance de estreia de Gardel percorre os conflitos familiares do protagonista, Raimundo Gaudêncio de Freitas, e as relações que ele estabeleceu depois de fugir de casa e cair na estrada, bem como as catarses e ressignificações impostas pelo destino. A encenação de Herz, que também assina a adaptação, inova na condução das vozes dos personagens: os seis atores em cena se revezam em todos os papéis. O espetáculo da Cia Atores de Laura, que celebra 32 anos de existência, traz no elenco&nbsp; Ana Paula Secco, Charles Fricks, Leandro Castilho, Paulo Hamilton e Verônica Reis — e a atriz convidada Valéria Barcellos.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Somos todos Raimundo. Tem uma roupa base do Raimundo, que é um macacão — entre os figurinos lindos que o Wanderley (Gomes) criou. Temos aqui uma pluralidade. Quando trabalhei na adaptação já fiz as divisões todas. Existe uma unidade em todos que o interpretam: a angústia. Raimundo experimenta a vida para poder adquirir coragem para vivê-la. Ele tem dificuldade de reconhecer o seu desejo, esconde a homossexualidade, tenta gostar de mulher, finge, trabalha com caminhoneiros, procura se proteger em meio a uma sociedade heteronormativa&#8221;, conta Daniel Herz. &#8220;A forma com a qual Stênio conta essa história e a descreve com suas palavras e metáforas é tocante, profunda. Há uma beleza na tragicidade&#8221;, observa o ator Paulo Hamilton.</p>



<p class="has-text-align-center">Nascido no sertão nordestino, Raimundo trabalha desde cedo na roça e não teve a oportunidade de ir à escola. Durante a fase de descoberta do sexo, na juventude, apaixona-se pelo melhor amigo, Cícero. Após serem flagrados juntos, são demonizados e separados pelas duas famílias. &#8220;Raimundo é chicoteado pelo pai e a mãe faz ainda pior: o coloca para fora de casa, contrariando o senso comum de que as mães são mais acolhedoras. Como somos uma companhia, e teatro é brincar de ser outro, o nosso rodízio exige uma atividade cerebral do público, até porque a história vai e volta no tempo&#8221;, continua Herz. &#8220;Desta forma, o revezamento ganha também uma agilidade que a trama precisa ter em cena&#8221;, acrescenta a atriz Verônica Reis.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Para o ator Charles Fricks, essa dinâmica cênica proposta pelo diretor humaniza a todos. &#8220;Podemos ser tanto o que oprime como o que é oprimido. Podemos ser a mão que afaga como também a que chicoteia, em nome de Deus. É importante contar histórias como essa: as pessoas precisam saber que não estão sozinhas no mundo&#8221;, avalia Fricks.</p>



<p class="has-text-align-center">Nesse caminho de pedras, Raimundo conhece o acolhimento justamente ao desenvolver uma amizade com uma mulher trans, vivida por Valéria Barcellos, e também por Verônica Reis e Ana Paula Secco. &#8220;Ele é transfóbico inicialmente, mas se permite se aproximar dessa pessoa. Tenho muito em comum com a Susany: já fui agredida assim como ela – inclusive. Mas nunca lancei mão da prostituição&#8221;, conta Valéria. &#8220;Acredito que a mensagem que fica é: não tenha medo de se aproximar, permita-se olhar para o outro, mas não por cima do muro. Convide-o para tomar um café. Saia dessa superficialidade&#8221;, propõe.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Ana Paula Secco festeja o reencontro da Cia Atores de Laura, que há 6 anos não se encontrava completamente em cena, nesta montagem cuja direção de produção é uma parceria da CultConsult Produções com a Escudero Produções. &#8220;A experiência de estarmos contando essa história está sendo muito boa. A adaptação do Daniel Herz ficou muito fiel ao livro. Sinto que a peça é, no fundo, uma história de família e, por isso, nos faz passearmos pelas nossas próprias origens&#8221;, diz.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Depois que são defenestrados e separados na trama, Cícero desaparece, deixando apenas uma carta a Raimundo, que era analfabeto. Uma vez expulso de casa pela mãe, ele passa mais de 50 anos sem saber ler ou escrever. Aos 71 anos, resolve ser alfabetizado para poder saber o que, enfim, o seu amado do passado havia lhe escrito.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Infelizmente, ainda vivemos em meio a uma sociedade homofóbica e racista. O que mais me encantou nesta obra do Stênio é que ela fala de pessoas à margem da sociedade, da ideia de que a diferença produz o medo que, por sua vez, acaba levando ao ódio. Fiquei muito arrebatado ao ler o livro. Se o espetáculo mostrar quanta dor desnecessária a gente produz na sociedade, se a gente tivesse mais empatia para lidar com o outro, já valeu&#8221;, torce o diretor Daniel Herz.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Serviço</strong>: De 7 de março a 30 de março / Sexta e sabado, às 20h. Domingo, às 19h. / Local: Teatro Laura Alvim. Av. Vieira Souto 176, Ipanema / Ingressos na bilheteria </p>
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		<title>&#8220;A Palavra que Resta&#8221;, da Cia Atores de Laura, no Teatro dos Correios Léa Garcia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adulto]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA["A Palavra que Resta"]]></category>
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<p class="has-text-align-center">As dores e os dilemas de um homem que precisou ocultar a própria sexualidade por décadas, para sobreviver em meio a uma sociedade provinciana e heteronormativa são levadas para o palco em &#8220;A Palavra que Resta&#8221;, versão para o teatro do premiado livro do escritor cearense Stênio Gardel, vencedor do National Book Awards na categoria literatura traduzida.  </p>



<p class="has-text-align-center">O potente romance de estreia de Gardel percorre os conflitos familiares do protagonista, Raimundo Gaudêncio de Freitas, e as relações que ele estabeleceu depois de fugir de casa e cair na estrada, bem como as catarses e ressignificações impostas pelo destino. A encenação de Herz, que também assina a adaptação, inova na condução das vozes dos personagens: os seis atores em cena se revezam em todos os papéis. O espetáculo &#8220;A Palavra que Resta&#8221; celebra 32 anos de existência da Cia Atores de Laura.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Somos todos Raimundo. Tem uma roupa base do Raimundo, que é um macacão — entre os figurinos lindos que o Wanderley (Gomes) criou. Temos aqui uma pluralidade. Quando trabalhei na adaptação já fiz as divisões todas. Existe uma unidade em todos que o interpretam: a angústia. Raimundo experimenta a vida para poder adquirir coragem para vivê-la. Ele tem dificuldade de reconhecer o seu desejo, esconde a homossexualidade, tenta gostar de mulher, finge, trabalha com caminhoneiros, procura se proteger em meio a uma sociedade heteronormativa&#8221;, conta Daniel Herz. &#8220;A forma com a qual Stênio conta essa história e a descreve com suas palavras e metáforas é tocante, profunda. Há uma beleza na tragicidade&#8221;, observa o ator Paulo Hamilton.</p>



<p class="has-text-align-center">Nascido no sertão nordestino, Raimundo trabalha desde cedo na roça e não teve a oportunidade de ir à escola. Durante a fase de descoberta do sexo, na juventude, apaixona-se pelo melhor amigo, Cícero. Após serem flagrados juntos, são demonizados e separados pelas duas famílias. &#8220;Raimundo é chicoteado pelo pai e a mãe faz ainda pior: o coloca para fora de casa, contrariando o senso comum de que as mães são mais acolhedoras. Como somos uma companhia, e teatro é brincar de ser outro, o nosso rodízio exige&nbsp;uma atividade cerebral do público, até porque a história vai e volta no tempo&#8221;, continua Herz. &#8220;Desta forma, o revezamento ganha também uma agilidade que a trama precisa ter em cena&#8221;, acrescenta a atriz Verônica Reis.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Para o ator Charles Fricks, essa dinâmica cênica proposta pelo diretor humaniza a todos. &#8220;Podemos ser tanto o que oprime como o que é oprimido. Podemos ser a mão que afaga como também a que chicoteia, em nome de Deus. É importante contar histórias como essa: as pessoas precisam saber que não estão sozinhas no mundo&#8221;, avalia Fricks.</p>



<p class="has-text-align-center">Nesse caminho de pedras, Raimundo conhece o acolhimento justamente ao desenvolver uma amizade com uma mulher trans, vivida por Valéria Barcellos, e também por Verônica Reis e Ana Paula Secco. &#8220;Ele é transfóbico inicialmente, mas se permite se aproximar dessa pessoa. Tenho muito em comum com a Susany: já fui agredida assim como ela – inclusive. Mas nunca lancei mão da prostituição&#8221;, conta Valéria. &#8220;Acredito que a mensagem que fica é: não tenha medo de se aproximar, permita-se olhar para o outro, mas não por cima do muro. Convide-o para tomar um café. Saia dessa superficialidade&#8221;, propõe.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Ana Paula Secco festeja o reencontro da Cia Atores de Laura, que há 6 anos não se encontrava completamente em cena, nesta montagem cuja direção de produção é uma parceria da CultConsult Produções com a Escudero Produções. &#8220;A experiência de estarmos contando essa história está sendo muito boa. A adaptação do Daniel Herz ficou muito fiel ao livro. Sinto que a peça é, no fundo, uma história de família e, por isso, nos faz passearmos pelas nossas próprias origens&#8221;, diz.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Depois que são defenestrados e separados na trama, Cícero desaparece, deixando apenas uma carta a Raimundo, que era analfabeto. Uma vez expulso de casa pela mãe, ele passa mais de 50 anos sem saber ler ou escrever. Aos 71 anos, resolve ser alfabetizado para poder saber o que, enfim, o seu amado do passado havia lhe escrito.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Infelizmente, ainda vivemos em meio a uma sociedade homofóbica e racista. O que mais me encantou nesta obra do Stênio é que ela fala de pessoas à margem da sociedade, da ideia de que a diferença produz o medo que, por sua vez, acaba levando ao ódio. Fiquei muito arrebatado ao ler o livro.&nbsp;Se o espetáculo mostrar quanta dor desnecessária a gente produz na sociedade, se a gente tivesse mais empatia para lidar com o outro, já valeu&#8221;, torce o diretor Daniel Herz.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Serviço</strong>: Teatro Correios Léa Garcia (Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro)<br>De 10 de outubro a 30 de novembro / Quinta a sábado, às 19h. 14 anos. Ingressos na bilheteria.</p>
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