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	<title>Arquivos Berlinale - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos Berlinale - Rota Cult</title>
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		<title>Berlinale: O Último Azul assegura o Grande Prêmio do Júri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Feb 2025 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Berlinale]]></category>
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		<category><![CDATA[Grande Prêmio do Júri]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de entregar o Urso de Ouro de 2025 ao painel geracional norueguês &#8220;Dreams (Sex Love)&#8221;, de Dag Johan Haugerud, a Berlinale 2025 consagrou o Brasil ao conceder seu Grande Prêmio do Júri a O Último Azul, do pernambucano Gabriel Mascaro. No enredo desse river movie filmado por Mascaro na Amazônia, o governo brasileiro passa a transferir [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Antes de entregar o Urso de Ouro de 2025 ao painel geracional norueguês &#8220;Dreams (Sex Love)&#8221;, de Dag Johan Haugerud, a Berlinale 2025 consagrou o Brasil ao conceder seu Grande Prêmio do Júri a <em>O Último Azul</em>, do pernambucano Gabriel Mascaro. No enredo desse <em>river movie</em> filmado por Mascaro na Amazônia, o governo brasileiro passa a transferir idosos para uma colônia habitacional para &#8220;desfrutarem&#8221; seus últimos anos de vida em isolamento. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, uma mulher de 77 anos (vivida por Denise Weinberg, numa colossal atuação), embarca em uma jornada para realizar seu último desejo: ter dignidade&#8230; para com ela ser livre. Para isso, vai se enfiar numa jornada fluvial com direito a um barqueiro de coração partido (papel de Rodrigo Santoro) e uma vendedora de Bíblias digitais (a cubana Miriam Socorrás). O longa conquistou ainda o Prêmio do Júri Ecumênico e a láurea do Público Leitor do jornal &#8220;Berliner Morgenpost&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Esta história sobre corpos desejantes aposta na fé que existe no coração das personagens e brinca com a nossa noção de espaço e tempo&#8221;, disse Mascaro ao Rota Culta na capital alemã. &#8220;Grandes diretores com Yasujiro Ozu e Michael Haneke fizeram filmes sobre a velhice e as dificuldades impostas ao corpo idoso. O que eu busquei fazer foi falar de uma mulher que, depois dos 70, ensaia uma nova possibilidade de vida para si&#8221;.<br>Ganhador do troféu principal da festa, dulcíssimo &#8220;Dreams (Sex Love)&#8221; é parte de um projeto de trilogia que o diretor escandinavo desenvolveu a fim de entender modos de amar, de gozar e de temer o querer. A trama faz uma ode à literatura ao narrar o processo de escrita de uma adolescente no registro (em prosa) de suas fantasias sentimentais por uma mulher mais velha. &#8220;Escrevendo, reinventamos o que somos&#8221;, disse Dag ao Rota.<br></p>



<p class="has-text-align-center">Quem presidiu as escolhas das produções vencedoras foi o realizador americano Todd Haynes (de &#8220;Carol&#8221;), ícone da produção <em>indie</em> e <em>queer</em> dos EUA. Seu colegiado de juradas e jurados foi composto por três cineastas (a alemã Maria Schrader, que também é atriz; o marroquino Nabil Ayouch; e o argentino&nbsp;Rodrigo&nbsp;Moreno); a figurinista Bina Daigeler, egressa de Munique; a crítica de cinema Amy Nicholson, do &#8220;Los Angeles Times&#8221;; e a estrela chinesa Fan Bingbing. Esse coletivo atribuiu o prêmio de Melhor Roteiro a &#8220;Kontinental &#8217;25&#8221;, do romeno Radu Jude, produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira. É um estudo sobre culpa a partir do fardo que uma oficial de justiça carrega depois de ser indiretamente responsável por um suicídio.<br>Julgado por um júri paralelo, que incluiu a diretora mineira Petra Costa, o prêmio de Melhor Documentário da Berlinale ficou com &#8220;Holding Liat&#8221;, de Brandon Kramer. É a saga de uma família afoita por notícias de uma parente desaparecida em meio a um atentado terrorista.&nbsp; Terminada a Berlinale, o circuito dos grandes festivais segue com Cannes, que realiza sua 78ª edição de 13 a 24 de maio, com Juliette Binoche presidindo a escolha da Palma de Ouro.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>PREMIAÇÃO DA BERLINALE 2025</strong></p>



<p class="has-text-align-center">URSO DE OURO: &#8220;Dreams (Sex Love)&#8221;, de Dag Johan Haugerud (Noruega)</p>



<p class="has-text-align-center">GRANDE PRÊMIO DO JÚRI: &#8220;O Último Azul&#8221;, de Gabriel Mascaro (Brasil)</p>



<p class="has-text-align-center">PRÊMIO DO JÚRI: &#8220;El Mensaje&#8221;, de Iván Fund (Argentina)</p>



<p class="has-text-align-center">MELHOR DOCUMENTÁRIO: &#8220;Holding Liat&#8221;, de Brandon Kramer (EUA, Israel), com menções honrosas para &#8220;La Memoria de Las Mariposas&#8221; (Peru) e &#8220;Canone Effimero&#8221; (Itália)</p>



<p class="has-text-align-center">PRÊMIO PERSPECTIVES: &#8220;El Diablo Fuma&#8221;, de Ernesto Martinez Bucio (México), com menção especial para &#8220;On Vous Croit&#8221; (França)</p>



<p class="has-text-align-center">CURTA-METRAGEM: &#8220;Lloyd Wong, Unfinished&#8221;, de Lesley Loski Chan (Canadá)</p>



<p class="has-text-align-center">PRÊMIO ESPECIAL DE CURTA: &#8220;Ordinary Life&#8221;, de Yoriko Mizushiri (Japão)</p>



<p class="has-text-align-center">DIREÇÃO: Huo Mong (&#8220;Living The Land&#8221;)</p>



<p class="has-text-align-center">MELHOR INTERPRETAÇÃO EM PAPEL PRINCIPAL: Rose Byrne (&#8220;If I Had Legs I Would Kick You&#8221;)</p>



<p class="has-text-align-center">MELHOR INTERPRETAÇÃO EM PAPEL COADJUVANTE: Andrew Scott, em &#8220;Blue Moon&#8221;</p>



<p class="has-text-align-center">ROTEIRO: Radu Jude por &#8220;Kontinental &#8217;25&#8221;</p>



<p class="has-text-align-center">CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA:&nbsp;<a>&#8220;La Tour De Glace&#8221;, de Lucile Hadžihalilović</a></p>



<p class="has-text-align-center">PRÊMIO DA ANISTIA INTERNACIONAL: &#8220;The Moelln Letters&#8221;, de Martina Priessner</p>



<p class="has-text-align-center">PRÊMIO DA CRÍTICA: &#8220;Dreams (Sex Love)&#8221;</p>



<p class="has-text-align-center">TEDDY: &#8220;Lesbian Space Princess&#8221;, de Emma Hough Hobbs e Leela Varghes</p>



<p class="has-text-align-center">PRÊMIO DO JÚRI ECUMÊNICO: &#8220;O Último Azul&#8221;&nbsp;</p>



<p></p>
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		<title>Um Completo Desconhecido: Bob Dylan fala por meio de sua música&#8217;, diz Timothée Chalamet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 15:17:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Berlinale]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Indicado a oito Oscars, sob a fervura de uma bilheteria de US$ 97,5 milhões, <em>Um Completo Desconhecido</em> (&#8220;A Complete Unknown&#8221;) faz um ponte entre a 75. Berlinale e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, num empenho anual do evento alemão de se aproximar da festa mais Pop do cinema. Não por acaso, a produção orçada em cerca de US$ 70 milhões entrou numa grade fora de concurso da maratona cinéfila germânica, com projeções nesta sexta. A presença de seu protagonista, Timothée Chalamet, fez de sua exibição na capital alemã um evento. Uma fila quilométrica de jornalistas se formou à cata de uma poltrona na coletiva do ator sobre a cinebiografia do compositor, cantor e prêmio Nobel Bob Dylan. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="640" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Um-Completo-Desconhecido-1024x640.jpg" alt="Um Completo Desconhecido" class="wp-image-186170" style="width:481px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Um-Completo-Desconhecido-1024x640.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Um-Completo-Desconhecido-300x188.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Um-Completo-Desconhecido-768x480.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Um-Completo-Desconhecido-672x420.jpg 672w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Um-Completo-Desconhecido-150x94.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Um-Completo-Desconhecido-696x435.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Um-Completo-Desconhecido-1068x668.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Um-Completo-Desconhecido.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">&#8220;Por sorte, meu processo de ouvir música não mudou, mas fico feliz por ainda estar descobrindo muita coisa na obra dele, sobretudo o que existe por trás dela&#8221;, disse Chalamet ao Rota Cult, numa conversa no hotel Hyatt, centro nervoso da Berlinale.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Sou um grande fã de filmes, estudo o que os números dizem. Meu coração está no lugar certo com os filmes que estou fazendo. Este é um filme sobre os anos 1960&#8221;, disse Chalamet.</p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, tocar gaita e cantar fez parte do processo criativo de Chalamet sob a direção de James Mangold. O cineasta teve uma apoteótica passagem por telas berlinenses em 2017, com &#8220;Logan&#8221;, atração de encerramento do festival naquele ano. No passado, ele filmou &#8220;Johnny &amp; June&#8221; (2005), também centrado no universo das gravadoras, falando do casal de aves canoras June Carter (1929-2003) e Johnny Cash (1932-2003), com Reese Whiterspoon e Joaquin Phoenix. Aliás, Cash faz uma participação em &#8220;Um Completo Desconhecido&#8221;, interpretado pelo habitual parceiro de Mangold, Boyd Holbrook (de &#8220;Narcos&#8221;).</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O que fizemos não foi um processo intelectual, acadêmico, foi uma criação por osmose&#8221;, diz o ator, que passou pela Berlinale em 2017 com <em>Me Chame Pelo Seu Nome</em>, produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira e sua RT Features. &#8220;Dylan foi rotulado como o salvador de sua geração, mas não posso falar por ele, que está vivo. Sua música fala por ele&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center">Com estreia no Brasil no dia 27 de fevereiro, <em>Um Completo Desconhecido</em> se ambienta entre 1961 e 1965, quando o letrista por trás dos hits &#8220;Blowin&#8217; in the Wind&#8221; e &#8220;The Times They Are a-Changin'&#8221; chega a Nova York, ainda moleque, para ensair uma carreira como artista. </p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Não chamaria Dylan de herói, mas foi alguém que seguiu seus instintos&#8221;, disse Chalamet ao Rota Cult, em entrevista via Zoom, quando disputou o Globo de Ouro. &#8220;Trabalhar com alguém como James dá segurança, pois ele sabe muito de biopics musicais&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center">Além disso, Uua série de vocalistas e instrumentistas icônicos são citados na trama do livro &#8220;Dylan Goes Electric!&#8221;, de Elijah Wald. O ás do violão Pete Seeger (1919-2014) é um deles. O papel é encarnado por um Edward Norton em estado de graça.  </p>



<p class="has-text-align-center">Existe um pavimento romântico potente em <em>Um Completo Desconhecido</em> que envolve a relação de Dylan com a cantora e compositora Joan Baez. O desempenho de Monica Barbaro, ao revivê-la, comoveu espectadores, rendendo à atriz uma indicação ao Oscar de Coadjuvante.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Todo mundo, certamente, trouxe algo para esse filme &#8230; Sou muito grato a Mangole. Muito grato ao Festival de Berlim. Muito grato a Bob Dylan&#8221;, completa.</p>



<p class="has-text-align-center">A Berlinale segue até o dia 23 de fevereiro. Na véspera de terminar, o júri presidido pelo cineasta Todd Haynes anuncia os ganhadores.</p>
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