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	<title>Arquivos Caio Fernando Abreu - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos Caio Fernando Abreu - Rota Cult</title>
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		<title>&#8220;Solidão de Caio F.&#8221; volta ao cartaz no Ateliê Alexandre Mello, em Laranjeiras</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jan 2025 13:34:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A busca pelo amor verdadeiro nas grandes metrópoles e a poesia extraída da dor de se sentir só permeiam os textos do jornalista, dramaturgo e escritor gaúcho Caio Fernando Abreu (1948-1996), que deixou uma extensa obra, composta por contos, romances, novelas e peças teatrais. O elogiado espetáculo &#8220;Solidão de Caio F.&#8221;, que volta ao cartaz, [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">A busca pelo amor verdadeiro nas grandes metrópoles e a poesia extraída da dor de se sentir só permeiam os textos do jornalista, dramaturgo e escritor gaúcho Caio Fernando Abreu (1948-1996), que deixou uma extensa obra, composta por contos, romances, novelas e peças teatrais. O elogiado espetáculo &#8220;Solidão de Caio F.&#8221;, que volta ao cartaz, dia 24 de janeiro, no Ateliê Alexandre Mello, em Laranjeiras, põe um foco nesse recorte. A peça une dois contos do autor sobre o tema (&#8220;Uma praiazinha de areia bem clara, ali, na beira do sanga&#8221; e &#8220;Dama da Noite&#8221;), além de cartas escritas entre 1987 e 1990. Com direção de Alexandre Mello e roteiro de Hilton Vasconcellos, a montagem evoca imagens de uma época de homofobia explícita por conta da desinformação sobre a Aids e da grande dor existencial desta geração que viveu o golpe militar e a decadência das artes e da cultura no país.</p>



<p class="has-text-align-center">Na trama, um único homem, o escritor, desdobra-se em dois personagens, que estão em um mesmo ambiente, mas não se encontram, por pertencerem a contos diferentes. Os atores Hilton Vasconcellos e Rick Yates são cérebro e coração do autor, num mesmo espaço-tempo, contracenando indiretamente. Quando um é autor, o outro é personagem e vice-versa. A encenação optou por explorar uma imagem bastante popular da famosa tela de Van Gogh, que retrata seu quarto, como suporte para a cena de Caio F. Os personagens habitam esse mesmo quarto, onde suas memórias e impressões do mundo e da vida se expressam através das imagens daqueles tempos. No espaço, também haverá uma exposição sobre o escritor, com textos, projeções e músicas de artistas citados em suas cartas e contos, de Maria Bethânia e Maysa a Fassbinder e Oscar Wilde.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Este monólogo-tributo foi escrito durante a pandemia, quando a palavra de Caio parecia &#8220;gritar pelos cantos&#8221;. Suas crônicas e cartas nos anos 1990 denunciavam a ignorância em torno de um vírus, também desconhecido, e desmascaravam a covardia dos que usavam a epidemia para impor o ódio e o preconceito. O universo de Caio é o mesmo dos que insistem em continuar, dos que tentam não sucumbir às mazelas diárias&#8221;, descreve Hilton Vasconcellos que, em 2012, ficou oito meses em cartaz na peça &#8220;Homens de Caio F.&#8221;, dirigida por Delson Antunes. &#8220;As palavras de Caio parecem ter sido feitas para as ações que nascem no coração. Tudo ali é à flor da pele e nos emociona. O que é descritivo nos seus textos é cinematográfico, gerando imagens que ativam todos os nossos sentidos. Minha paixão pela obra dele é de longa data&#8221;, acrescenta Rick Yates.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Caio Fernando Abreu é um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos. Se estivesse vivo completaria 77 anos em 2025. Inovador, Caio F imprimia em seus contos uma narrativa cinematográfica, detalhada, delicada e ácida. Caio integra uma geração, que vai dos hippies, passando pelos &#8220;punks&#8221; e &#8220;clubbers&#8221; até ser devorada pela Aids nos anos de 1980/90. Seus contos têm imagens potentes, são histórias cinematográficas da solidão de seus personagens na selva urbana. &#8220;Caio surge como autor, sob a censura moralista da decadente ditadura militar no Brasil. Embarca numa espiral de afã por liberdade e justiça, amor livre e luta contra a homofobia, mas sua obra segue uma &#8220;via negativa&#8221;. Seus personagens são anti-heróis urbanos, &#8220;loosers&#8221;. A obra de Caio F. responde com sensibilidade à demanda de liberdade de seu tempo e continua atualíssima&#8221;, reforça Alexandre Mello.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><u>Serviço:</u></strong> <strong>Temporada: </strong>29 de janeiro a 16 de fevereiro / <strong>Dias e horários</strong>: sexta e sábado às 20h30 e domingo, às 19h30. A casa abre 30 minutos antes das sessões e o bar funciona antes e depois do espetáculo. / Local: <strong>Ateliê Alexandre Mello: </strong>Rua Alice, 1.658/201 &#8211; Laranjeiras <strong>Classificação etária: </strong>12 anos / <strong>Venda de ingressos:</strong> no Sympla e no local sujeito à lotação </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Observações sobre o local do evento:&nbsp;</strong>O Ateliê Alexandre Mello fica na subida da Rua Alice, ponto de referência: bem em frente ao Residencial Redentor &#8211; lar de idosos. Pode-se subir de uber, táxi ou ônibus, linhas 133 e 507, saindo do Largo do Machado. O local não conta com estacionamento próprio, estando a cargo de quem for de carro estacionar na calçada. Para acessar o andar é necessário subir três lances curtos de escadas.</p>
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		<title>&#8220;Solidão de Caio F.&#8221; faz recorte sobre obra de Caio Fernando Abreu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
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<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2024/11/solidao-de-caio-f-faz-recorte-sobre-obra-de-caio-fernando-abreu/">&#8220;Solidão de Caio F.&#8221; faz recorte sobre obra de Caio Fernando Abreu</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
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<p class="has-text-align-center">A busca pelo amor verdadeiro nas grandes metrópoles e a poesia extraída da dor de se sentir só permeiam os textos do jornalista, dramaturgo e escritor gaúcho Caio Fernando Abreu (1948-1996), que deixou uma extensa obra, composta por contos, romances, novelas e peças teatrais. &#8220;Solidão de Caio F.&#8221; põe um foco nesse recorte ao unir dois contos do autor sobre o tema (&#8220;Uma praiazinha de areia bem clara, ali, na beira do sanga&#8221; e &#8220;Dama da Noite&#8221;), além de cartas escritas entre 1987 e 1990. </p>



<p class="has-text-align-center">Com direção de Alexandre Mello e roteiro de Hilton Vasconcellos,  &#8220;Solidão de Caio F.&#8221; evoca imagens de uma época de homofobia explícita por conta da desinformação sobre a Aids e da grande dor existencial desta geração que viveu o golpe militar e a decadência das artes e da cultura no país.</p>


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<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="678" height="500" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Solidao-de-Caio-F-Hilton-Vasconcellos-esq-e-Rick-Yates-Fotos-Felipe-O_Neill-2-2.jpg" alt=" &quot;Solidão de Caio F.&quot;" class="wp-image-183627" style="width:543px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Solidao-de-Caio-F-Hilton-Vasconcellos-esq-e-Rick-Yates-Fotos-Felipe-O_Neill-2-2.jpg 678w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Solidao-de-Caio-F-Hilton-Vasconcellos-esq-e-Rick-Yates-Fotos-Felipe-O_Neill-2-2-300x221.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Solidao-de-Caio-F-Hilton-Vasconcellos-esq-e-Rick-Yates-Fotos-Felipe-O_Neill-2-2-570x420.jpg 570w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Solidao-de-Caio-F-Hilton-Vasconcellos-esq-e-Rick-Yates-Fotos-Felipe-O_Neill-2-2-80x60.jpg 80w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Solidao-de-Caio-F-Hilton-Vasconcellos-esq-e-Rick-Yates-Fotos-Felipe-O_Neill-2-2-150x111.jpg 150w" sizes="(max-width: 678px) 100vw, 678px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fotos Felipe O_Neill </figcaption></figure>
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<p class="has-text-align-center">Na trama, um único homem, o escritor, desdobra-se em dois personagens, que estão em um mesmo ambiente, mas não se encontram, por pertencerem a contos diferentes. Os atores Hilton Vasconcellos e Rick Yates são cérebro e coração do autor, num mesmo espaço-tempo, contracenando indiretamente. Quando um é autor, o outro é personagem e vice-versa. Aliás, a encenação optou por explorar uma imagem bastante popular da famosa tela de Van Gogh, que retrata seu quarto, como suporte para a cena de Caio F. </p>



<p class="has-text-align-center">Os personagens que habitam &#8220;Solidão de Caio F.&#8221;, apresentam suas memórias e impressões do mundo e da vida se expressam através das imagens daqueles tempos. Além disso, no espaço, também haverá uma exposição sobre o escritor, com textos, projeções e músicas de artistas citados em suas cartas e contos, de Maria Bethânia e Maysa a Fassbinder e Oscar Wilde.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Este monólogo-tributo foi escrito durante a pandemia, quando a palavra de Caio parecia &#8220;gritar pelos cantos&#8221;. Suas crônicas e cartas nos anos 1990 denunciavam a ignorância em torno de um vírus, também desconhecido, e desmascaravam a covardia dos que usavam a epidemia para impor o ódio e o preconceito. O universo de Caio é o mesmo dos que insistem em continuar, dos que tentam não sucumbir às mazelas diárias&#8221;, descreve Hilton Vasconcellos que, em 2012, ficou oito meses em cartaz na peça &#8220;Homens de Caio F.&#8221;, dirigida por Delson Antunes. &#8220;As palavras de Caio parecem ter sido feitas para as ações que nascem no coração. Tudo ali é à flor da pele e nos emociona. O que é descritivo nos seus textos é cinematográfico, gerando imagens que ativam todos os nossos sentidos. Minha paixão pela obra dele é de longa data&#8221;, acrescenta Rick Yates.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Caio Fernando Abreu é um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos. Se estivesse vivo completaria 76 anos em 2024. Inovador, Caio F imprimia em seus contos uma narrativa cinematográfica, detalhada, delicada e ácida. </p>



<p class="has-text-align-center">Integrante de uma geração, que vai dos hippies, passando pelos &#8220;punks&#8221; e &#8220;clubbers&#8221; até ser devorada pela Aids nos anos de 1980/90, os contos de Caio Fernando Abreu têm imagens potentes, são histórias cinematográficas da solidão de seus personagens na selva urbana. </p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Caio surge como autor, sob a censura moralista da decadente ditadura militar no Brasil. Embarca numa espiral de afã por liberdade e justiça, amor livre e luta contra a homofobia, mas sua obra segue uma &#8220;via negativa&#8221;. Seus personagens são anti-heróis urbanos, &#8220;loosers&#8221;. A obra de Caio F. responde com sensibilidade à demanda de liberdade de seu tempo e continua atualíssima&#8221;, reforça Alexandre Mello.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><u>Serviço:</u></strong> <strong>Temporada: </strong>29 de novembro a 22 de dezembro de 2024 / <strong>Dias e horários</strong>: sexta e sábado às 20h30 e domingo, às 19h30. A casa abre 30 minutos antes das sessões e o bar funciona antes e depois do espetáculo. Local: <strong>Ateliê Alexandre Mello: </strong>Rua Alice, 1.658/201 &#8211; Laranjeiras / <strong>Classificação etária: </strong>12 anos / <strong>Ingressos:</strong> no<a href="https://www.sympla.com.br/"> Sympla</a> e no local sujeito à lotação </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Observações sobre o local do evento:&nbsp;</strong>O Ateliê Alexandre Mello fica na subida da Rua Alice, ponto de referência: bem em frente ao Residencial Redentor &#8211; lar de idosos. Pode-se subir de uber, táxi ou ônibus, linhas 133 e 507, saindo do Largo do Machado. O local não conta com estacionamento próprio, estando a cargo de quem for de carro estacionar na calçada. Para acessar o andar é necessário subir três lances curtos de escadas.</p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2024/11/solidao-de-caio-f-faz-recorte-sobre-obra-de-caio-fernando-abreu/">&#8220;Solidão de Caio F.&#8221; faz recorte sobre obra de Caio Fernando Abreu</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
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