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	<title>Arquivos Charles Möeller &amp; Claudio Botelho - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos Charles Möeller &amp; Claudio Botelho - Rota Cult</title>
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		<title>‘VICTOR OU VICTORIA’ faz temporada no Teatro Claro Mais RJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[‘VICTOR OU VICTORIA’]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8216;Victor ou Victoria&#8217; ganha nova versão brasileira com direção de Charles Möeller &#38; Claudio Botelho. Miguel Falabella, Alessandra Verney, Maria Clara Gueiros e Junno Andrade lideram o elenco do musical que estreia em junho no Teatro Claro Mais RJ. Em &#8216;Victor ou Victoria&#8217;, Victoria Grant é uma cantora desempregada que, na Paris dos anos 30, [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">&#8216;Victor ou Victoria&#8217; ganha nova versão brasileira com direção de Charles Möeller &amp; Claudio Botelho. Miguel Falabella, Alessandra Verney, Maria Clara Gueiros e Junno Andrade lideram o elenco do musical que estreia em junho no Teatro Claro Mais RJ. </p>


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<figure class="alignright size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="201" height="251" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Victor-ou-Victoria.jpeg" alt="Victor ou Victoria" class="wp-image-199710" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Victor-ou-Victoria.jpeg 201w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Victor-ou-Victoria-150x187.jpeg 150w" sizes="(max-width: 201px) 100vw, 201px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Em &#8216;Victor ou Victoria&#8217;, Victoria Grant é uma cantora desempregada que, na Paris dos anos 30, precisa se reinventar para sobreviver no meio artístico. Ao assumir uma identidade masculina, ela experimenta um sucesso instantâneo ao se transformar Victor, um homem que se apresenta como mulher no palco e conquista as plateias com sua potente voz feminina. A partir desta farsa, ‘Victor ou Victoria’ dá origem a uma série de tramas e situações hilárias e também debate temas como gênero, liberdade e preconceito.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Lançado pelo diretor&nbsp;Blake Edwards&nbsp;em 1982, o filme homônimo teve uma bem-sucedida trajetória mundial, recebeu sete indicações ao&nbsp;Oscar&nbsp;e passou a fazer parte do imaginário de diversas gerações. Em 1995, o longa ganhou a sua versão no&nbsp;Teatro Musica<strong>l</strong>&nbsp;e seguiu uma jornada de imenso sucesso na Broadway, em montagem também estrelada por Julie Andrews que chegou a incríveis 734 apresentações.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Em 2001, o musical ganhou sua primeira exibição em palcos brasileiros, com Marília Pêra em uma célebre atuação como Victoria/Victor. Claudio Botelho já era o responsável pela tradução e a versão das letras de Leslie Bricusse (música de Henry Mancini), em criação que será devidamente atualizada para a montagem de 2026. Charles Möeller assinará a Direção de Arte, assim como em recentes sucessos da dupla, como ‘Mamma Mia!’, ‘A Noviça Rebelde’, ‘Rock in Rio 40 anos, o Musical’ e ‘Hair’. </p>



<p class="has-text-align-center">‘Victor ou Victoria’ marca ainda o retorno da parceria da dupla Möeller &amp; Botelho com Miguel Falabella e Alessandra Verney após ‘Kiss me, Kate’, de Cole Porter, que selou o reencontro do quarteto em 2023.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Serviço: De 4 a 28 de junho /  Teatro Claro Mais RJ / Os ingressos já estão à venda em<a href="https://uhuu.com/evento/rj/rio-de-janeiro/victor-ou-victoria-o-musical-16151" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;uhuu.com</a> </p>
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		<title>&#8216;Os Saltimbancos Trapalhões – In Concert&#8217; no Teatro Opus Città</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 11:33:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Concertos]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Möeller & Claudio Botelho]]></category>
		<category><![CDATA[Renato Aragão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos artistas mais populares do Brasil, Renato Aragão dispensa apresentações. Ícone da comédia brasileira, recordista de bilheteria no cinema e de audiência na televisão, ele receberá uma homenagem à altura de seu currículo no dia em que completa 91 anos, com o &#8216;Os Saltimbancos Trapalhões – In Concert&#8217;. O espetáculo é dirigido pela dupla [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Um dos artistas mais populares do Brasil, Renato Aragão dispensa apresentações. Ícone da comédia brasileira, recordista de bilheteria no cinema e de audiência na televisão, ele receberá uma homenagem à altura de seu currículo no dia em que completa 91 anos, com o &#8216;Os Saltimbancos Trapalhões – In Concert&#8217;.</p>



<p class="has-text-align-center">O espetáculo é dirigido pela dupla Charles Möeller &amp; Claudio Botelho.  que reunirá Renato com Orquestra Sinfônica sob regência do maestro Leonardo Randolfo. Em cena, eles terão a companhia de Dedé Santana, Malu Rodrigues, Marcelo Serrado, Adriana Garambone, Fernando Caruso, Rafael Aragão, Grupo Dó Ré Mi e um grande elenco.</p>



<p class="has-text-align-center">É uma versão em concerto (em que a história é cantada e contada) do clássico &#8216;Os Saltimbancos Trapalhões&#8217;, filme de 1981 que marcou gerações e eternizou hits como &#8216;Piruetas&#8217;, &#8216;História de uma Gata&#8217;, &#8216;Minha Canção&#8217; e &#8216;Hollywood&#8217;. O longa foi inspirado na peça &#8216;Os Saltimbancos&#8217;, dos italianos Sergio Bardotti e Luis Enriquez, compositores das canções que ganharam letras em português de Chico Buarque.</p>



<p class="has-text-align-center">Em 2014, Charles Möeller &amp; Claudio Botelho transformaram um espetáculo de Teatro Musical que marcou a primeira vez de Renato Aragão em um espetáculo teatral aos 79 anos. Desta vez, a montagem ganha uma nova versão em que um narrador (Claudio Botelho) irá contar toda a história e as aventuras do eterno personagem Didi em um circo cujo dono se incomoda com seu sucesso popular.</p>



<p class="has-text-align-center">Serviço: De 13 a 18 de janeiro de 2026 / Teatro Opus Città &#8211; Barra da Tijuca  </p>
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		<title>&#8216;Hair&#8217; penteia as lêndeas da intolerância e enxagua a cultura hippie em águas políticas </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Jul 2025 16:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Möeller]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Möeller & Claudio Botelho]]></category>
		<category><![CDATA[Claudio Botelho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Voraz, a alvorada woke que pasteuriza a tolerância usando empatia como desculpa não teve peito para dispersar o colorido lisérgico de &#8220;Hair&#8221;, na releitura de Charles Möeller &#38; Claudio Botelho. A força política na gênese do musical, certamente, permanece, sem ceder aos modismos atuais, galvanizada numa montagem de múltiplas destrezas, a começar pelo afluente do riso, aberto [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Voraz, a alvorada <em>woke </em>que pasteuriza a tolerância usando empatia como desculpa não teve peito para dispersar o colorido lisérgico de &#8220;Hair&#8221;, na releitura de Charles Möeller &amp; Claudio Botelho. A força política na gênese do musical, certamente, permanece, sem ceder aos modismos atuais, galvanizada numa montagem de múltiplas destrezas, a começar pelo afluente do riso, aberto com a escalação de Tati Lopes, e pelo vulcão <em>easy rider </em>chamado Rodrigo Simas, em erupção.  </p>



<p class="has-text-align-center">Zé-pereira ao quadrado do teatro canoro, a dupla Möeller e Botelho contextualiza hits como &#8220;<em>Let the Sunshine In&#8221;</em> ao planeta pós Covid-19. Aliás, a nova montagem é mais (e melhor) do que tradução, trazendo sintonia com as exigências comportamentais do Presente. É o bom e velho &#8220;Hair&#8221; na lupa de 2025, com uma deslumbrante cenografia de Nicolás Boni que não o desterra. A realidade está lá.</p>



<p class="has-text-align-center">Perfumado a agente laranja, o mundo que gerou &#8220;Hair&#8221;, cinquenta  oito anos atrás, acompanhava pela TV e rádio as investidas fardadas dos Estados Unidos nas selvas vietnamitas, entre 1965 e 1973, amadurecendo a rajadas de balas os garotos que amavam os Beatles e os Rolling Stones. Hoje não se fala mais em napalm. Os Quatro Rapazes de Liverpool estão virando filme pelas mãos de Sam Mendes. Mick Jagger, super pop, já rolou suas pedras nas areias de Copacabana, em shows por aqui. Ainda assim, a peça que analisou antropologicamente o hipismo voltou. </p>



<p class="has-text-align-center">Enquanto metralhadoras cuspirem, &#8220;Hair&#8221; há de voltar. O Rio de Janeiro que lastimou a morte de Marielle Franco, em 2018, precisa dela, pois chora dia a dia as baixas inerentes à metástase das milícias e ao alastramento do tráfico. Áreas que eram dos Comandos da droga hoje são tomadas pela farda da corrupção. Mundo adentro, o choro ensurdecedor da Ucrânia e da faixa sem gazes de Israel e Palestina faz eco planetário. Daí a urgência dos versos de &#8220;Aquarius&#8221;&nbsp;<em>&#8220;Harmony and understanding/ Sympathy and trust abounding&#8221;,&nbsp;</em>adaptados por Botelho. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">As letras de Gerome Ragni (1935-1991) e James Rado (1932-2022), embaladas por Galt MacDermot (1928-2018), são como penicilina no contágio institucional da violência. Durante o reinado de&nbsp;<em>minions</em>&nbsp;no Palácio do Planalto, antes da pandemia, nas polarizações de 2018 a 2022 no país, essas canções ficariam perdidas. Agora, elas voltam a ser um hinário de paz e um clamor de alerta, revisitadas em modulações vocais inspiradas como a de Estrela Blanco e Drayson Menezes e no Exu chamado Berger, papel de Simas. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Que o ator andava por aquela fase profissional que separa as promessas das certezas, &#8220;Prazer, Hamlet&#8221;, encenada por ele em 2022, já não deixava dúvida. O Beto da novela &#8220;Boogie Woogie&#8221; (2014) e o Chitão da minissérie &#8220;As Aventuras de José &amp; Durval&#8221; (2023) foram importantes para sua estrada, mas ficaram para trás, num processo evolutivo – bonito de ver – aberto ao risco.</p>



<p class="has-text-align-center">&nbsp;&#8220;Hair&#8221; é o atestado de vitalidade de Simas, já vislumbrado no filme &#8220;Viva a Vida&#8221;. Passa o xampu da ousadia numa cabeça que pensa as representações do masculino num momento de abalo sísmico para os arquétipos clássicos. Daí a importância de Berger, homem que é bicho.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">É ele quem conduz &#8220;Hair&#8221; em sua mirada antiaderente (a acomodações) sobre a microfísica do ódio praticada na meiuca da década de sessenta (e ainda vigente), quando os galetos ao belo canto da juventude dos EUA eram convocados ao alistamento. Seu parceiro entre os malucos-beleza da América, o existencialista Claude (Eduardo Borelli, em fina atuação), recebe uma carta dessas e precisa partir, para lutar. Ali, o bode de uma geração faz marola. Ao retomar esse fumacê histórico, Möeller e Botelho não batem cabeça para catarses clássicas do Pop, eles abraçam o trágico e amargam o caldo. O ácido da História bate.         </p>



<p class="has-text-align-center">A versão deles é vívida e autoral. Fará gosto aos que esperarem as canções consagradas, mas posiciona Berger num flanco mais reflexivo, arejando o arranjo com as tiradas de Tati. São felizes ainda em driblar nós que o cinema embolou em &#8220;Hair&#8221;, preservando o brado: &#8220;Faça amor, não faça guerra!&#8221;.     </p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Hair&#8221; nasceu teatro, off-Broadway, em 1967, doze anos antes de ganhar as telas. Surgiu como um espasmo do <em>zeitgeist </em>antimilitarista que cercou as campanhas americanas pela Ásia, desde a Guerra da Coreia, nos anos 1950, até as ofensivas em Saigon na década de 1960. </p>



<p class="has-text-align-center">Apesar de seu êxito (comercial, inclusive) sob as ribaltas, até as da Broadway, acabou ficando mais famoso pela transposição para longa-metragem dirigida pelo tcheco naturalizado estadunidense Jan Tomás Milos Forman (1932-2018), o mesmo que, há cinquenta anos, presenteou a Terra com &#8220;Um Estranho No Ninho&#8221;. Seu cinema pensava inadequações, sempre, quiçá a falta de adequação dos <em>hippies </em>à pátria que se abriria aos <em>yuppies</em>, às custas do World Trade Center. <br><br>Idealizada em 1964 e estruturada ao longo de três anos, &#8220;Hair&#8221; estreou em 17 de outubro de 1967, no Public Theater de produtor Joseph Papp (1921-1991), no ardor dos protestos <em>flower power</em>. O já citado Gerome Ragni era Berger e Walker Daniels viveu Claude. Ficaram seis semanas em cartaz e, em 1968, os teatrões da Rua Larga absorveram o projeto. </p>



<p class="has-text-align-center">Quando virou filme, a sanha revisionista de Hollywood, à esquerda do histórico político daquela nação, já estava arrefecida. Ainda assim, o desempenho de um Treat Williams (1951-2023) cabeludo e doidão como Berger no écran se superpõe a tudo o que as artes cênicas fizeram da matéria-prima &#8220;bicho-grilo&#8221; que inspirou a peça.</p>



<p class="has-text-align-center">Treat serenou faz pouco, mas sua atuação ficou nas retinas. Malandramente, Simas não se deixa intimidar por ela, apoiado na direção musical ribombada por Marcelo Castro, numa cena que conta com a coreografia dionisíaca de Alonso Barros, sob o desenho de luz coruscante de Vinícius Zampieri. Dá gosto de ver! Além disso, o pente fino de Möeller e Botelho varreu as lêndeas do politicamente correto e enxaguou as madeixas da geopolítica, fazendo jus à genealogia brasileira, que fez &#8220;Hoje Ainda É Dia De Rock&#8221; (de José Vicente, encenada em 1971) no mesmo leite de rosas do <em>flower power</em>.</p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2025/06/hair-ganha-nova-versao-brasileira/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2025/07/hair-penteia-as-lendeas-da-intolerancia-e-enxagua-a-cultura-hippie-em-aguas-politicas/">&#8216;Hair&#8217; penteia as lêndeas da intolerância e enxagua a cultura hippie em águas políticas </a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
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