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	<title>Arquivos Chatô e os Diários Associados - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos Chatô e os Diários Associados - Rota Cult</title>
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		<title>&#8216;Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão&#8217;: o Carnaval de Stepan Nercessian</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 14:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Chatô e os Diários Associados]]></category>
		<category><![CDATA[musical]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Apesar de toda a reverência que tem pelos&nbsp;<em>tropos</em>&nbsp;da História, como disciplina do saber, &#8220;Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão&#8221; não se propõe a ser uma aula,&nbsp;<em>à la</em>&nbsp;cuspe e giz, ainda que a gente saia do espetáculo mais bem informado do que entrou. Quem dirige é Tadeu Aguiar. Se você já viu aquilo em que ele põe a mão, seja para produzir/traduzir (como a delícia de &#8220;Baby, o Musical&#8221;) ou para dirigir (como &#8220;Quatro Faces do Amor&#8221; e o memorável &#8220;Oscar e a Senhora Rosa&#8221;), tem a noção de que o didatismo não é sua praça.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Encantamento (ainda que crítico) é, certamente, o seu terreno. E a recriação de época de seu regresso aos palcos encanta e alerta. Assis Chateaubriand (1892-1968), fundador do império midiático que transformou a imprensa brasileira na criação múltiplos veios de comunicação, é o agente narrativo responsável pela movimentação em cena&#8230; as realistas e as metafísicas. </p>



<p class="has-text-align-center">O foco desse novo trabalho (com cara de superprodução, sempre viçoso), contudo, é o mundo que Chatô criou, em contraposição ao mundo (pleno) com que ele sonhou. Ou seja, ilusão e despertar se alternam na montagem, sob a iluminação melíflua de Paulo Cesar Medeiros. </p>



<p class="has-text-align-center">Aguiar não faz um verbete de Wikipedia. Não é um &#8220;ah&#8230; então Chatô nasceu aqui; depois, foi ali; daí, fez isso&#8221;. Não é a vertente estética do encenador. Seu teatro é &#8220;fenotípico&#8221;: ou seja, fala de pessoas, mas sob o vetor dos universos a que pertencem, numa radiografia de territórios.</p>



<p class="has-text-align-center">Talvez por isso, a lembrança de um filme colossal (imperfeito, mas imperdível), &#8220;O Último Magnata&#8221; (&#8220;The Last Tycoon&#8221;, 1976), fratura exposta de seu diretor, Elia Kazan (1909-2003), belisque tanto nossa memória diante da montagem que Aguiar fez, a partir de um texto de Fernando Morais e Eduardo Bakr. O tal longa-metragem esquadrinhava a falência anunciada de um projeto de cinema de estúdio que não coube mais no momento em que a arte audiovisual ficou moderna. Os magnatas de Hollywood se achavam fariseus. A economia os atropelou. &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Chateaubriand modernizou o Brasil, sobretudo ao pavimentar a televisão entre nós. Só que o <em>ethos </em>(ultra)romântico dele não se conjugava, em nada, com o <em>páthos</em> da nação colonizada sob o cabresto da exploração que ele sonhou emancipar&#8230; e alfabetizar. Assim como o épico torto de Kazan prenunciava uma queda (de um empresário&#8230; e de um tempo), o carnaval que Tadeu Aguiar faz no palco é a crônica de um fim anunciado.  A diferença é que ele ressalta o legado deixado por esse fim. É um inventário das dádivas de Chatô.</p>



<p class="has-text-align-center">Kazan tinha Robert De Niro. Aguiar tem Stepan Nercessian, o James Dean de Goiás, que tem a chance de estrelar, no palco, como Chatô, seu próprio &#8220;Assim Caminha a Humanidade&#8221;, no Brasil. Vulcão de carisma, ele entra em erupção no fogo da ironia, afim de poder estruturar um Chateaubriand mítico, calcado nos resquícios de seus feitos e nas apurações levantadas pelo já citado Fernando Morais numa biografia de leitura obrigatória. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br><br>No audiovisual, Stepan é figura cativa desde 1969, data de sua estreia, numa arrancada já em posto de protagonista, à frente do&nbsp;<em>cult</em>&nbsp;&#8220;Marcelo Zona Sul&#8221;, dirigido por Xavier de Oliveira. Dali, passou a década de 1970 a participar defilmes inflamáveis, como &#8220;Rainha Diaba&#8221; (1974) e &#8220;A Gargalhada Final&#8221; (1979), tendo encarnado o Querô de Plínio Marcos (1935-1999) no &#8220;Barra Pesada&#8221; (1977), de Reginaldo Faria.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Fez TV à pampa nas décadas seguintes e, a partir dos anos 2010, virou o divo do diretor Andrucha Waddington, que o transformou no Abelardo Barbosa do filme &#8220;Chacrinha: O Velho Guerreiro&#8221; (2018) e no Doutor Samuel da série &#8220;Sob Pressão&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Esse Stepan&nbsp;<em>larger than life&nbsp;</em>entope as coronárias do Claro Mais RJ de afetuosidade, ao compor um Chatô cheio de projetos, em confronto com a&nbsp;<em>burrocracia</em>&nbsp;estatal deste país. Entra em cena, ludicamente, como um espectro, a flutuar nas franjas do tempo, a fim de ajudar o aspirante a jornalista Fabiano (Marcelo Alvim, em delicada atuação) a conhecer uma nação para além das&nbsp;<em>fake news.</em></p>



<p class="has-text-align-center">Um Chatô cansado de guerra vai ajudar o rapaz a decifrar os códigos do amor, na relação com Juliana (Aline Serra). Cada passo dessa jornada tem Dona Janete, secretária do comunicador, como testemunha, deixando o rouxinol Sylvia Massari livre para soltar o gogó.</p>



<p class="has-text-align-center">Hinos do amor estão em cena, sob a supervisão de Guto Graça Mello, na direção musical de Thalyson Rodrigues, responsável pelos arranjos vocais e instrumentais, com Diógenes de Souza. A direção de coreografia e movimento de Carlinhos de Jesus aquece a temperatura dionisíaca da cena. Nela, Stepan fica livre para ponderar sobre o Brasil que temos e divagar sobre o Brasil que queremos.A impecável produção de Naura Schneider (atriz que deveria ser convocada para atuar com mais frequência do que o habitual, por sua precisão inabalável) assegura uma suntuosidade a um painel de época capaz de nos elucidar muito sobre o Presente. É um estudo sobre o que almejamos ser&#8230; sobre o que nos derrubou na marca do pênalti&#8230; sobre um sonhador. Stepan nos ajuda a sonhar com lirismo, confete e serpentina.</p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2026/03/chato-e-os-diarios-associados-100-anos-de-paixao-faz-nova-temporada-em-copacabana/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>
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		<title>“Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão” no MIS RJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 13:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Exposições]]></category>
		<category><![CDATA[Assis Chateaubriand]]></category>
		<category><![CDATA[Chatô e os Diários Associados]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[MIS RJ]]></category>
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<p class="has-text-align-center">A exposição “Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão” estreia no dia 24 de abril no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS RJ), na Lapa. A exposição oferece uma imersão inédita na trajetória e no legado de Assis Chateaubriand, magnata das comunicações e dono dos Diários Associados, entre o fim dos anos 1930 e o início dos anos 1960. A entrada é gratuita. </p>



<p class="has-text-align-center">Mais do que uma retrospectiva histórica, a exposição convida o público a refletir sobre o que permanece da trajetória de Chatô e da própria evolução da comunicação no Brasil. A proposta da mostra é fragmentar a narrativa tradicional e permitir que o visitante reconstrua a figura de Chateaubriand ao longo do percurso. Sua imagem e biografia completas só surgem ao final, num ciclo que reforça a continuidade da história. Se a missão de Chateaubriand era expandir a comunicação no país, ele cumpriu com êxito. Agora, sua trajetória é contada em um novo tempo e por novos meios. A comunicação que começou no papel impresso passou pelo rádio, pela televisão e, agora, encontra na inteligência artificial um novo capítulo. A história não acabou – ela continua, de forma interativa e sensorial.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A exposição é dividida em cinco estações temáticas, cada uma recriando um marco da comunicação no Brasil. A cenografia é vibrante, fotogênica e convida à participação ativa do visitante, que pode tocar, ouvir, ler e até criar conteúdo.  </p>



<p class="has-text-align-center">A exposição traz uma experiência inovadora com inteligência artificial, batizada de Orion Nova. A IA relacional interage com o público e não se limita a informar: ela faz perguntas, escuta o silêncio e instiga o visitante a conhecer mais. A instalação propõe uma reflexão inédita sobre memória, linguagem e futuro, posicionando a IA não como ferramenta, mas como coautora de sentido. O espaço simboliza a era da informação hiperconectada. Alunos e grupos escolares contam com mediação educativa. </p>



<p class="has-text-align-center">“Orion Nova” não é um chatbot comum: é uma guardiã simbólica da memória coletiva, levantando a reflexão sobre o papel da inteligência artificial na preservação e reinvenção da história. </p>



<p class="has-text-align-center">“Orion Nova é o elo entre o passado e o que vem depois. Ele não representa o fim da exposição, mas o início de uma nova narrativa onde a memória é viva, ativa, e responde com ética e escuta”, afirma Marcos Nauer, curador e diretor artístico da exposição. </p>



<p class="has-text-align-center">A exposição é, certamente, resultado de um extenso trabalho de pesquisa e criação que busca ressignificar a trajetória de Assis Chateaubriand por meio de uma experiência sensorial e interativa. Reconhecida por sua atuação inovadora na interseção entre cultura, tecnologia e impacto social, a Graviola assina também a concepção da mostra, que alia recursos digitais, memória e design para provocar reflexões sobre o passado, o presente e o futuro da comunicação, potencializando assim a experiência do visitante. </p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, a exposição faz parte do projeto <em>“Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão”</em>, que também inclui um espetáculo musical homônimo em cartaz no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, até o dia 27 de abril. Com direção de Tadeu Aguiar, o musical leva ao palco a trajetória de Assis Chateaubriand.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Serviço</strong>: <strong>Visitação: </strong>25 de abril a 24 de setembro de 2025, das 9h às 17h  / <strong>Local: </strong>Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (Rua Visconde de Maranguape, 15)  / <strong>Entrada: </strong>Gratuita </p>
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