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	<title>Arquivos Documentario - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos Documentario - Rota Cult</title>
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		<title>Documentário sobre Andy Warhol faz uso da formula convencional para contar sua história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Giacobbo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Andy Warhol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já pararam para pensar que se não fosse por causa da Segunda Guerra, Andy Warhol, o maior representante da Pop Art, talvez não existisse como o artista que foi? Filho de Ondrej e Júlia, Andrew Warhola (nome de batismo), só nasceu nos Estados Unidos porque o pai fugiu para a América com medo de ser [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Já pararam para pensar que se não fosse por causa da Segunda Guerra, Andy Warhol, o maior representante da Pop Art, talvez não existisse como o artista que foi? Filho de Ondrej e Júlia, Andrew Warhola (nome de batismo), só nasceu nos Estados Unidos porque o pai fugiu para a América com medo de ser convocado para lutar no grande conflito bélico mundial. Grávida, a mãe ficou para trás e só se juntou ao marido mais tarde, depois do nascimento da filha que, infelizmente, faleceu com apenas seis meses de vida. Esses fatores fizeram com que o artista e os seus dois irmãos mais velhos, John e Paul, nascessem, ele em 1928, longe da antiga Tchecoslováquia. Em solo americano, Andy cresceu no seio de uma sociedade que o bombardeou com todas as influências culturais necessárias para a sua formação artística. </p>



<p class="has-text-align-center">O documentário <em>Andy Warhol &#8211; Um Sonho Americano</em>, do cineasta eslovaco Lubomir Ján Slivka, é, certamente, um exercício de investigação dessas influências. Realizado da forma mais clássica possível, o documentário constrói sua linha narrativa a partir de um compilado de depoimentos e de imagens de arquivo. Entre os depoentes estão dois sobrinhos de Warhol, além de Donald e John, um amigo de infância, John Zavacky, e Steven Watson, um professor universitário e crítico de arte que mais se assemelha a um fã de primeira hora. </p>



<p class="has-text-align-center">Por meio de falas e lembranças, o público é levado a conhecer a casa em que Andy Warhol viveu na infância, em Pittsburgh, Pensilvânia, e a cidade de onde vieram seus pais (Ondrej, em 1913, Júlia, em 1921): Mikova, localizada, hoje, na atual Eslováquia. Na entrada do município, uma placa estampa, orgulhosamente, que ali estão as raízes do artista. Os dizeres foram pintados com traços e cores inspirados na arte de Warhol. </p>



<p class="has-text-align-center">Durante a investigação das influências que formaram o ícone artístico, <em>Andy Warhol &#8211; Um Sonho Americano</em> mostra que o sucesso do protagonista pode ser explicado por uma junção de ética e disposição para o trabalho, herdadas do pai com criatividade, essa oriunda da mãe. Com Ondrej, Warhol aprendeu a não jogar nenhum objeto fora. Mesmo falecendo aos 53 anos, o genitor deixou lições profundas, que impactariam na arte que o filho desenvolveria depois, e impressões arraigadas, já que a morte se tornaria um tema recorrente ao longo da carreira do artista. E, de alguma forma, os pais tinham consciência de que o filho poderia fazer muito sucesso no futuro. Andy foi o único dos três irmãos a estudar em uma universidade. O filho caçula chegou à Carnegie Tech University como um estudante tímido e se tornou uma estrela das artes plásticas. Além disso, a história conta que os professores admiravam o seu talento natural para o desenho. </p>



<p class="has-text-align-center">Se a influência do pai foi marcante, a da mãe não fica nada atrás. Júlia era bastante religiosa e o documentário ilustra isso com muita clareza ao utilizar gravações dela rezando em determinadas cenas. Além disso, a matriarca tinha uma vasta coleção de crucifixos bizantinos, que temos a chance de ver graças a algumas imagens de arquivo de valor inestimável. Andy Warhol orava com a genitora todas as noites, ao longo de toda a sua vida, e professou uma fé cristã ligada à Igreja Ortodoxa Grega. Essa crença perpassou a sua arte. Ele adorava folhear revistas de cinema e, constantemente, associava as imagens que via nessas com representações sacras que encontrava nas igrejas. Só para exemplificar, uma foto do ator James Dean carregando um rifle de forma horizontal, por cima dos ombros, de certo modo se parece com a de Jesus Cristo crucificado.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Em 1950, a arte expressionista abstrata estava em voga, mas Andy Warhol nadou contra a corrente. Ele cresceu perto de um museu em Pittsburgh que tinha obras de artistas do mundo todo. Grandes mestres como Monet, Van Gogh e Picasso, entre outros. No entanto, não foi nenhum desses que o seduziu. O brilho de seus olhos eram mesmo para Marcel Duchamp. O pintor e escultor francês, que primava pela intervenção da realidade, foi outra grande influência para a sua Pop Art. Aliás, o documentário faz questão de mostrar o tempo todo como seu personagem era um gênio inovador. Isso fica claro tanto na utilização da serigrafia como arte (até aquele momento ela tinha somente uso comercial), como na criação de um ambiente colaborativo e de efervescência cultural como o estúdio Factory, montado em uma velha fábrica. </p>



<p class="has-text-align-center">Um dos grandes expoentes da Pop Art, autor de insights mordazes e de impacto como, por exemplo, &#8220;comprar é bem mais americano do que pensar&#8221;, Andy Warhol foi um artista completo que transitou da pintura à serigrafia, passando pela escultura, pela fotografia, pelo cinema, pela musica e pela publicidade.</p>



<p class="has-text-align-center">Mais para perto do final da sua vida, se tornou produtor  da banda &#8220;Velvet Underground&#8221;. Os shows do grupo reuniam, em uma única apresentação, um pouco de quase todas as artes pelas quais ele transitava. Foi em 1987 que o artista faleceu e de forma inesperada, quando se recuperava de uma cirugia de vesícula. Tinha só 58 anos de idade. Uma daquelas surpresas inesperadas e desagradáveis. </p>



<p class="has-text-align-center">Andy Warhol foi um personagem midiático adulado, controverso, em tudo que fazia. Assumiu várias vertentes das Artes, criou um universo underground, onde no fundo, ele se protegia da sua fragilidade que o tornou um mito e responsável pela revolução da Arte Moderna. Porém com uma concepção estranha de cuidar da saúde e uma intimidade possessiva pela morte, tudo isso foi exposto em sua arte, de alguma maneira e o tornou símbolo e ícone cultural. </p>



<p class="has-text-align-center">Desliguem os celulares e ótima diversão.</p>



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<div class="youtube-embed" data-video_id="BHK7nxxfxT0"><iframe title="Andy Warhol - Um Sonho Americano (trailer)" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/BHK7nxxfxT0?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Ritas faz um mergulho visceral sobre Rita Lee</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Talvez não tenha acontecido na música brasileira algo mais próximo a influência, ao talento e ao poder aglutinador da criação de David Bowie, que Rita Lee. Em 75 anos de pura genialidade, Rita ultrapassou cinquenta anos de História construindo relevância musical e pessoal, com uma personalidade que poucos artistas brasileiros tiveram. Tudo o que fez reverberou, seja nos incontáveis sucessos radiofônicos, seja como pensadora moderna, seja abrindo as portas do país para um verbete inédito, que ela cunhou: a mulher roqueira. <em>Ritas </em>estreia essa semana sem querer mapear todas as muitas mulheres identificadas pelo plural do títulos, seria virtualmente impossível. Ao invés disso, Oswaldo Santana nos guia por um mergulho visceral em tudo que ousou modificar, com o sucesso que a acompanhou ininterruptamente. </p>



<p class="has-text-align-center">Santana e sua co-diretora, Karen Harley, invadem a presença de Rita através da própria: em sua casa, em sua mente, em seus arquivos, em sua voz. No olhar raro para uma produção documental brasileira, os autores por trás do projeto tiveram a sensível escolha de cooptar tudo que se passava por sua cabeça e seu corpo para povoar as imagens e os cortes. Não apenas vemos Rita Lee, a artista à frente de seu tempo (ou de todos os tempos) em imagens de arquivo e contemporâneas, coletadas ao longo de 10 anos;&nbsp;<em>Ritas&nbsp;</em>também é um recorte inspirado na energia de sua personagem, e isso perpassa todos os aspectos da obra. Na montagem do próprio Santana, a essência da protagonista está intacta e é celebrada pela própria.</p>



<p class="has-text-align-center">O filme não se furta (e nem teria como fazê-lo) em comentar o período onde Rita esteve envolvida com Os Mutantes, banda que a lançou ao sucesso; tal período durou 6 anos. A importância do grupo não foi minimizada, mas o trabalho desse momento é mais descrito que ouvido, provavelmente por questões envolvendo os direitos autorais das gravações originais. Isso não diminui a potência da obra, até porque a cantora e compositora tem seu auge justamente ao se desligar do grupo original. É a partir do lançamento dos primeiros álbuns solo que sua carreira passa a não apenas ter autoralidade, mas principalmente seu olhar independente cresce. A partir desse momento, das apresentações dos musicais no &#8216;Fantástico&#8217; e de sua explosão pelas rádios, é que a verdadeira gênese de Rita vaza para a tela.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><em>Ritas&nbsp;</em>é uma obra febril em sua tentativa de alcançar um registro quente de uma profissional. Ele se contamina de falas potentes da artista, que representam uma quebra de expectativa com o que se vê, porque não é escolhido apenas um olhar para contar essa história; Santana agarra todas, as principais e possíveis. A forma texturizada com que cada imagem aparece para o espectador, e a maneira como tais planos funcionam na comunicação do que é audível da sua obra, explode a cabeça de quem assiste. De uma maneira peculiar, é como se estivéssemos a par de uma visão de Rita Lee mais do que aprovada pela mesma, mas concebida por ela. De maestrina espiritual de um projeto que ela assistiu quase pronto, o filme se move com amor e fúria por tudo que tal personagem firmou.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Não tinha mesmo como ser um documentário tradicional, tendo em vista o tanto de representatividade de ruptura que Rita legou em sua passagem. Ou seja, além de tudo,&nbsp;<em>Ritas&nbsp;</em>não é necessariamente um projeto original, mas uma homenagem fiel a uma figura exemplar da arte. Além disso, algo que infelizmente é comum em filmes assim, não é acometido aqui: as músicas tocam quase na íntegra. Dona de um dos mais ricos repertórios da música, Rita Lee merecia ter também sua obra de maneira frontal aqui. E temos grande parte dos clássicos também interferindo na construção da narrativa, onde os discursos e diálogos são costurados ou realçados pelas letras de cada uma daquela lista de canções que esperamos ouvir, e ouvimos.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O toque final é dado pela Rita da vida real, aquela que as redes conheceram nos seus últimos anos. A mulher inteligentíssima que ela sempre foi, com o advento da tecnologia, ganhou um aspecto ainda mais sagaz. Filmando a si, seu cotidiano e declarando seu eterno amor a Roberto de Carvalho, Rita nunca deixou de ser uma criatura espontânea e ainda brilhante. O que se descortinou nas redes, e que&nbsp;<em>Ritas&nbsp;</em>rememora, é como ainda cabia uma última versão sua a ser descoberta pelo espectador. Sem abrir mão de conjurar tantas mulheres e apresentá-las em estados diferenciados, Santana e Harley ouviram sua protagonista com atenção e desvelo, para então montar a delicada homenagem que também representa sua alma ainda viva, pulsante e inquieta. Viva Rita!</p>



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		<title>Super/Man: A História de Christopher Reeve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Oct 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Super/Man: A História de Christopher Reeve]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante&#160;Super/Man: A História de Christopher Reeve, algumas vezes elaboramos mentalmente questões que serão verbalizadas pela narração em off da produção em seu encaminhamento para o desfecho. Afinal, o que é ser um herói? Ainda que o filme cometa o pecado de tentar responder (ou de responder, factualmente) tais reflexões, é difícil não embarcar em suas [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Durante&nbsp;<em>Super/Man: A História de Christopher Reeve</em>, algumas vezes elaboramos mentalmente questões que serão verbalizadas pela narração em off da produção em seu encaminhamento para o desfecho. Afinal, o que é ser um herói? Ainda que o filme cometa o pecado de tentar responder (ou de responder, factualmente) tais reflexões, é difícil não embarcar em suas respostas como as únicas possíveis. Não é exatamente necessário conhecer a história por trás do homem que viveu Clark Kent originalmente e seu alter-ego&nbsp;nos cinemas. Ou melhor, não existe quem não conheça sua história, mas parece que ele encarnou tão intensamente tais palavras, até que não houve outra alternativa, a não ser tornar-se a definição de cada uma delas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Não é apenas através das imagens que Christopher Reeve remeterá eternamente ao filho de Krypton &#8211; e, de verdade, tenho pena de quaisquer que sejam os futuros donos do manto vermelho; Reeve é, cada vez mais, o rosto absoluto do Homem de Aço. Através de uma humildade a toda prova e de uma entrega absoluta em estar no lugar onde esteve e ser a pessoa que foi preciso ser, o ator de teatro se tornou maior que a profissão que escolheu, para tornar-se muitos símbolos em profusão.&nbsp;<em>Super/Man&nbsp;</em>nos lembra de cada detalhe que o levou a chegar onde chegou, saindo de um anonimato que jovens atores clássicos já estiveram, para representar o rosto mais representativo de Hollywood durante uma geração.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><em>Super/Man</em>, contudo, não é apenas um desfiar de valores moralmente respeitáveis pelos quais deveríamos encarar como meta enquanto indivíduos. Por trás deste conto da vida real a respeito de um ator que recusou ser engolido pelo personagem que lhe deu fama, existe um documentário ansioso por ser maior que seu formato. Não apenas no que representa, mas em como tal moldura é conseguida, o filme tem consciência da conexão popular que representa. A ameaça do lugar quadrado que um documentário almeja existe; a estrutura de &#8216;cabeças falantes&#8217; não é uma prisão para o filme. Isso acontece porque a montagem inspirada da produção eleva o que vemos, e utiliza-se da observação entre dois tempos separados por 20 anos é capaz de montar para o cinéfilo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O filme se situa, em grande parte do tempo, entre a descoberta de Reeve durante os testes de&nbsp;<em>Superman: O Filme</em>, sua vida exatamente anterior a isso e o momento igualmente exato onde ele deixa de ser um promissor ator dos palcos para tornar-se o rosto mais famoso do Cinema, e o acidente trágico que o deixou tetraplégico. Otto Burnham é o responsável pela montagem do filme dirigido por Ian Bonhôte e Peter Ettedgui, e transforma a experiência que acompanhamos através de uma conexão muito aguçada a respeito do tempo. São dois momentos distintos, mas essa edição os torna parte de um mesmo pensamento narrativo &#8211; o homem prestes a dar um salto inimaginável para tornar-se uma lenda, e um salto acidental que ressignifica nosso olhar.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O lugar tradicional onde o filme é inserido, das entrevistas emocionadas de cada um dos três filhos, o depoimento de amigos do naipe de Glenn Close, Jeff Daniels, Susan Sarandon e Whoopi Goldberg, e os bastidores de um clássico precursor, transformam&nbsp;<em>Super/Man&nbsp;</em>em algo tão emocionante quanto funcional. Se essa proximidade com o material não deixa de ser sensorial sempre, a análise técnica mostra que o material em mãos se situa no fio da navalha. Se o saldo acaba por ser positivo, é porque o equilíbrio emocional da produção acaba permitindo que a conexão seja universal. Enquanto os acertos de ritmo e a presença dessa emoção desbragada apontam para um lado, do outro lado encontra-se a fórmula empregada no filme, que aqui é vestida com suavidade.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Graças ao vasto material que o filme amealha a respeito de um dos maiores heróis do nosso Cinema, <em>Super/Man: A História de Christopher Reeve </em>se parece muitas vezes com os extras de um DVD, sendo a montagem o principal ponto de atração do filme. No fim da observação, estamos diante de um projeto reverente a esse astro de primeira grandeza que infelizmente ficou marcado por um único tipo, mas cuja imortalidade foi definida pela forma como se relaciona com os outros. É a base do que é ser um herói que é esmiuçada aqui, e cujo resultado é daqueles onde a sala de cinema inteira está viva, unidos pelos sonoros soluços que ecoam, graças à descoberta de um homem maior do que se imaginava, há 45 anos. </p>



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		<title>Não Vamos Sucumbir sobre os desfiles das escolas de samba cariocas, estreia nos cinemas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Documentario]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não Vamos Sucumbir&#8217;, documentário de Miguel Przewodowski, sobre os desfiles das escolas de samba cariocas, chega aos cinemas. Documentário fazem um retrato social e político do Brasil e não há como olhar uma escola sem reconhecer a diversidade cultural e de realidades quem existem no país. Os desfiles fazem o processo histórico, mas também são [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Não Vamos Sucumbir&#8217;, documentário de Miguel Przewodowski, sobre os desfiles das escolas de samba cariocas, chega aos cinemas. Documentário fazem um retrato social e político do Brasil e não há como olhar uma escola sem reconhecer a diversidade cultural e de realidades quem existem no país. Os desfiles fazem o processo histórico, mas também são feitos por ele. Celebram assim as tensões e forças desta pluralidade em seu momento histórico e são espelhos das dinâmicas sociais e comportamentais de cada época.</p>



<p class="has-text-align-center">Mostrando os barracões, a força e o significado político e social que faz deste evento uma manifestação singular de arte coletiva, talvez o maior do planeta, &#8216;Não Vamos Sucumbir&#8217;, produzido pela 3 Tabela Filmes, faz uma viagem nos bastidores das escolas de samba através do olhar de seus mais importantes pensadores e realizadores da atualidade, e traz por esta ótica uma visão sobre o universo político e resiliente destas agremiações, tantas vezes ameaçadas por conjunturas econômica e políticas.</p>



<p class="has-text-align-center">Desde sua origem no final dos anos 20, as escolas de samba deram voz a setores artísticos e culturais das camadas afrodescendentes do Rio de Janeiro que buscavam espaços de legitimidade. Elas trouxeram neste caminho olhares e narrativas próprias e deram a populações marginalizadas um sentido de pertencimento. Enfrentaram a resistência da elite e de instâncias políticas adversas para chegarem aos dias de hoje. Surgem assim como instituições de negociação resultantes desta tensão, oscilando entre a conivência com políticas de Estado ou a crítica e a ruptura, interagindo desta forma com o contexto governamental em que estão inseridas.</p>



<p class="has-text-align-center">Miguel Przewodowski conta como surgiu a ideia do documentário: &#8220;Na minha cabeça este filme foi um novelo que desenrolei e teci após assistir o impactante desfile da Mangueira no carnaval de 2019. Esse desfile foi um sopro de esperança num momento politicamente abissal da cidade e do país.&#8221; E completa: &#8220;Como documentarista busquei para abordar este vasto e complexo tema a voz e a experiência daqueles que respiram, vivem, fazem e pensam as Escolas de Samba. Um espaço de resistência de origem e cultura negra e também um generoso ponto de integração e celebração da nossa diversidade cultural e humana, sempre tão rica e maravilhosa.&#8221;</p>
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		<title>O Dilema das Redes</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2020 20:21:41 +0000</pubDate>
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<p style="text-align: center;">Como você faria um recorte temporal do mundo moderno? A internet, talvez, seja um divisor de águas do século 21. Por ela, o homem passou a acessar o grande mundo com um pequeno clique. Os benefícios conhecidos são muitos, mas e os malefícios? <strong>O Dilema das Redes</strong> (2020) traz à tona um problema mais profundo do que o culto à celebridades instantâneas, preconizadas por Andy Warhol. Parte considerável da humanidade incorporou as ferramentas online, como as redes sociais, no dia a dia. Elas são poderosas. E, tudo indica, manipuladas, praticamente, para o mal. Como? Com um sistema que faz mau uso das informações de usuários e dá preferência às informações falsas: as famigeradas <em>Fake News</em>. Com argumentos sólidos, essa obra chega com potencial para incendiar diálogos, mesmo que virtuais em tempos de pandemia.</p>
<p><figure id="attachment_121637" aria-describedby="caption-attachment-121637" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-121637 size-full" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-3.jpg" alt="o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020" width="1920" height="796" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-3.jpg 1920w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-3-300x124.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-3-1024x425.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-3-768x318.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-3-1536x637.jpg 1536w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-3-696x289.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-3-1068x443.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-3-1013x420.jpg 1013w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><figcaption id="caption-attachment-121637" class="wp-caption-text">(O Dilema das Redes / The Social Dilemma &#8211; 2020)</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: center;">Produzido pela <a href="https://www.netflix.com/br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Netflix</a>, <strong>The Social Dilemma</strong> (no original) tem no formato docudrama, ou docuficção, um tempero adicional ao misturar um núcleo dramatúrgico com um volume considerável de depoimentos. Entre os entrevistados, alguns da alta cúpula, todos trabalharam em gigantes da tecnologia e da informação, como Google, Uber, Pinterest, Twitter, Facebook, Instagram, Reddit, NVidia, entre outros. Aparentemente, questões éticas botaram esses profissionais para fora do jogo. Suas revelações, apertem os cintos e abram os olhos, são assustadoras e mostram que todas as informações de cada internauta são usadas maliciosamente para interferir nas emoções, quase que em tempo real. A interferência no cenário social e político que, segundo mais de um deles, aponta para um possível caos virou uma grande preocupação.</p>
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<p><figure id="attachment_121633" aria-describedby="caption-attachment-121633" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-121633 size-full" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-2.jpg" alt="o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020" width="1024" height="540" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-2.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-2-300x158.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-2-768x405.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-2-696x367.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-2-796x420.jpg 796w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-121633" class="wp-caption-text">Tristan Harris, ex-funcionário da Google (O Dilema das Redes / The Social Dilemma &#8211; 2020)</figcaption></figure></p>
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<p style="text-align: center;">Para os ex-funcionários, a tecnologia agressiva de persuasão empregada por essas companhias é absurda. Quando se percebe que para as corporações pouco importa se o que está sendo divulgado é verdadeiro, a produção deixa claro que a mentira não &#8220;tem perna curta&#8221; e sim uma perigosa &#8220;cauda longa&#8221;. Entre as curiosidades, presença do ótimo Vincent Kartheiser (da série <strong>Mad Men</strong>), em um papel curiosamente ligado ao mundo da &#8220;propaganda&#8221;. Na edição moderna, cenas de <strong>Réquiem Para Um Sonho</strong> (2000) e <strong>O Exterminador do Futuro </strong>(1984), fazem um paralelo entre ficção (a futura relação com as máquinas) e a realidade (a presente relação doentia dos &#8220;usuários&#8221; com essas ferramentas). É quando a tecnologia passa a ser uma arma.</p>
<p><figure id="attachment_121632" aria-describedby="caption-attachment-121632" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-121632 size-full" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-1.jpg" alt="o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020" width="1600" height="900" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-1.jpg 1600w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-1-300x169.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-1-1024x576.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-1-768x432.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-1-1536x864.jpg 1536w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-1-696x392.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-1-1068x601.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-dilema-das-redes-the-social-dilemma-netflix-2020-1-747x420.jpg 747w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-121632" class="wp-caption-text">(O Dilema das Redes / The Social Dilemma &#8211; 2020)</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: center;">Dirigido pelo americano Jeff Orlowski, já premiado pelos docs <strong>Em Busca dos Corais</strong> (2017) e <strong>Chasing Ice</strong> (2012), <strong>O Dilema das Redes</strong>, de um modo geral, é um filme impactante. Perde um pouco do brilho quando parece denotar um viés político, mas a denúncia &#8211; urgente &#8211; segue cristalina e reluzente. É preciso deixar de lado o modo &#8220;zumbi&#8221;, de acreditar em tudo, sem pesquisar, e assim evitar a destruição da natureza humana. Afinal, o mau uso das informações pessoais pode beneficiar os extremos da polarização. E isso nunca será bom. As revelações vão até os créditos finais. Como sinal de alerta e de que ainda dá tempo, o filme torna-se obrigatório.</p>
<p>Assista, abaixo, o trailer legendado&#8230;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O Dilema das Redes | Trailer | Legendado (Brasil) [HD]" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/7X54fS0SQyw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>#ODilemaDasRedes #FakeNews #Pandemia #JeffOrlowski #TheSocialDilemma</p>
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