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	<title>Arquivos Euclides da Cunha - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos Euclides da Cunha - Rota Cult</title>
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		<title>Fabiana Corrêa lança releitura de &#8220;Os sertões&#8221;, de Euclides da Cunha</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2025 11:03:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Euclides da Cunha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Guerra de Canudos, um dos episódios mais marcantes da história do Brasil, ganha nova vida em &#8220;Era uma vez uma guerra na Caatinga&#8221;, livro da escritora e educadora fluminense Fabiana Corrêa. Diferente de uma adaptação, a obra é uma narrativa autônoma que se passa dentro do universo de &#8220;Os sertões&#8221;, de Euclides da Cunha, [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">A Guerra de Canudos, um dos episódios mais marcantes da história do Brasil, ganha nova vida em &#8220;Era uma vez uma guerra na Caatinga&#8221;, livro da escritora e educadora fluminense Fabiana Corrêa. Diferente de uma adaptação, a obra é uma narrativa autônoma que se passa dentro do universo de &#8220;Os sertões&#8221;, de Euclides da Cunha, e tem como protagonista e narrador um inusitado personagem: o calango Sertanejo, que testemunhou e agora conta tudo o que viu.  </p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O livro nasceu de um desejo de contar histórias, temperado com a saudade de contar esta história em particular&#8221;, revela Fabiana, que durante anos levou o tema para suas aulas de Ciências e Biologia. &#8220;Para substituir minha persona de professora contadora de histórias, escolhi um representante da fauna da Caatinga baiana, o calango Sertanejo, aquele que tudo ouviu, viu e tudo irá contar&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center">A obra acompanha a trajetória de Antônio Conselheiro, chamado de &#8220;Peregrino&#8221;,&nbsp; e a fundação do arraial de Belo Monte, nome dado pela comunidade àquele que a história oficial registrou como Canudos. Pela perspectiva do pequeno calango, o leitor é conduzido pelo cotidiano, pela fé e pela resistência de um povo que buscou construir uma vida mais justa e igualitária no coração do sertão.</p>



<p class="has-text-align-center">Um dos momentos mais intensos do livro é a narrativa da batalha em que a própria Caatinga se torna aliada dos sertanejos. &#8220;Os galhos e espinhos ressecados trançavam barreiras impenetráveis aos soldados, mas abriam uma rede de caminhos possíveis aos moradores da terra&#8221;, descreve a autora, destacando a força do bioma como personagem central.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Cada capítulo é precedido e finalizado com trechos selecionados de &#8220;Os sertões&#8221;, criando uma ponte natural entre a narrativa de Fabiana e a linguagem complexa de Euclides da Cunha. &#8220;Preciso ressaltar que essa não é uma adaptação do texto original, mas uma história contada que conduzirá o leitor à leitura da obra do escritor em seu próprio tempo&#8221;, explica. &#8220;Pelo menos, é esse o meu desejo: que essa seja uma história chamariz do desejo do leitor pelas palavras escritas por Euclides da Cunha&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center">Ilustrado por Arthur Abreu, o livro também é um convite a enxergar a Caatinga como organismo vivo, seguindo a visão euclidiana. &#8220;Euclides da Cunha foi capaz de perceber a relação da sociedade com o ambiente natural com olhos críticos e embasamento científico&#8221;, reflete Fabiana. &#8220;Ele foi rigorosamente o primeiro intelectual brasileiro a cultivar e externar preocupações com o meio ambiente, inclusive fazendo da ecologia um tema político&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>&#8220;Era uma vez uma guerra na Caatinga&#8221;</strong> representa o registro de uma metodologia pedagógica desenvolvida pela autora ao longo de anos em sala de aula. &#8220;Este livro é importante por vários aspectos. É contar uma história que tem que ser lembrada sempre, contar para não esquecer&#8221;, afirma.</p>
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		<title>&#8220;A luta&#8221;, com Amaury Lorenzo, volta ao Rio de Janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adulto]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[A Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Euclides da Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[monólogo]]></category>
		<category><![CDATA[Os sertões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há dois anos em turnê de sucesso pelo país, &#8220;A luta&#8221;, com Amaury Lorenzo, volta ao Rio de Janeiro para duas apresentações no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea. Com direção de Rose Abdallah e dramaturgia de Ivan Jaf, o monólogo teatral é baseado na terceira parte do livro &#8220;Os sertões&#8220;, de Euclides da Cunha [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Há dois anos em turnê de sucesso pelo país, &#8220;A luta&#8221;, com Amaury Lorenzo, volta ao Rio de Janeiro para duas apresentações no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea. Com direção de Rose Abdallah e dramaturgia de Ivan Jaf, o monólogo teatral é baseado na terceira parte do livro &#8220;<em>Os sertões</em>&#8220;, de Euclides da Cunha (1866-1909), que transforma o ator Amaury Lorenzo em um rapsodo.</p>



<p class="has-text-align-center">Nessa terceira e última parte de &#8220;<em>Os Sertões&#8221;, </em>Euclides criou uma simbologia poderosa, abandonando a linguagem acadêmica para traduzir jornalisticamente uma guerra de ideias: a luta entre as forças republicanas, que traziam a modernidade, contra o obscurantismo religioso, que alicerçava a monarquia; os brasileiros do litoral contra os do interior; as elites contra o povo; a fé contra a razão, para concluirmos que os dois lados acabaram se unindo pela intolerância e a violência. </p>



<p class="has-text-align-center"> O personagem conta, em uma longa prosa épica, as batalhas ocorridas em Canudos, em 1896, entre os homens e mulheres chefiados por Antônio Conselheiro e as forças militares da República, recém-proclamada no Brasil (1889). Aliás, Lorenzo foi indicado aos prêmios Cesgranrio e Fita de Melhor Ator pelo trabalho.</p>



<p class="has-text-align-center">Os rapsodos cantavam a&nbsp;<em>Ilíada&nbsp;</em>e a&nbsp;<em>Odisseia,&nbsp;</em>de Homero, mantendo essas longas epopeias vivas pela fala e a memória, antes de poderem ser escritas. Da mesma maneira, podemos imaginar a Guerra de Canudos, segundo a visão de Euclides da Cunha, sendo narrada por um &#8220;contador de história&#8221; diante de uma plateia. Um só ator, usando a fala e o corpo, conta as sucessivas investidas do exército brasileiro contra o arraial e a reação de seus habitantes.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Este texto fala da construção da identidade brasileira. O que me impressiona na obra do Euclides da Cunha é a riqueza de detalhes. É como se você sentisse o cheiro daquela guerra, você sentisse o cheiro daquelas pessoas. E nossa adaptação tem o objetivo de levar essa narrativa poderosa a mais gente. Muitos vão ao teatro porque me conhecem pela televisão, mas acabam tendo uma aula de história, e se emocionam. Quando a gente entende de onde veio, tem mais possibilidades de construir um futuro melhor&#8221;, analisa Amaury Lorenzo.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O espetáculo &#8220;A Luta&#8221; retrata um momento em que duas narrativas que sempre permearam nossa história entraram em conflito: o obscurantismo religioso e a prepotência militarista. É uma guerra arquetípica, mitológica, portanto será sempre atual para entender a formação do Brasil. É uma peça para nos questionar enquanto sociedade. O retumbante fracasso dos dois lados, a violência sem sentido de ambas as partes, é o resultado da nossa triste ignorância, que infelizmente perdura&#8221;, descreve a diretora Rose Abdallah.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><u>Serviço:</u></strong> <strong>Datas:</strong> 11 e 12 de janeiro. / <strong>Dias e horários:</strong> sábado, às 21h, e domingo, às 20h30 / <strong>Local:</strong> Teatro Clara Nunes (<strong>Endereço:</strong> Shopping da Gávea, Rua Marquês de São Vicente, 53, loja 370) / <strong>Classificação: </strong>14 anos/ <strong>Duração: </strong>1h  /I<strong>ngressos: </strong><a href="https://bileto.sympla.com.br/event/101439/d/292990" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://bileto.sympla.com.br</a>  e na bilheteria / <strong>Instagram:</strong> @a.luta.espetaculo</p>
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