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	<title>Arquivos filme de terror - Rota Cult</title>
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		<title>Entrevista com o Demônio é um terror envolvente com charme ininterrupto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jul 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
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<p class="has-text-align-center">É muito salutar que os dois melhores representantes de gênero de 2024 até agora estejam batendo na porta dos nossos cinemas em semanas consecutivas. Ambos também estão interessados em referendar o audiovisual de 40 e 50 anos atrás, e não se tornar refém deles, mas em tomar para si as narrativas que pretendem desenvolver a fim de montar um mosaico amplo sobre o tempo do cinema e da TV, e de todos os tempos. Enquanto <em>MaXXXine </em>extrapola o cinema dos anos 80 com uma saturação ímpar, <em>Entrevista com o Demônio</em> pega o que seria o primeiro tomo de programas de entrevistas televisivos para refrescar uma tipificação do cinema que contempla tantos fãs quanto tem de material desgastado.</p>



<p class="has-text-align-center">Os irmãos Cameron e Colin Cairnes estão em seu terceiro longa-metragem, mas estavam afastados do cinema há oito anos. Se suas obras anteriores não chegaram até aqui, a partir de <em>Entrevista com o Demônio</em> se faz obrigatório acompanhar seus próximos passos. Não podemos atacar o terror (ou o cinema fantástico, por assim dizer) com as mesmas acusações de sempre, de falta de imaginação ou repetição de fórmulas consagradas. Isso existe, evidentemente, mas quando algo como o que é oferecido aqui aparece, é necessário mesmo zerar as discussões para que tenhamos uma nova observação a respeito do formato. Sem ligar para o que vinha sendo feito até então, o filme arrisca sua própria degustação em apenas noventa minutos, em um talk-show decadente de 1977 &#8211; e só mostrar isso.</p>



<p class="has-text-align-center">Brincando com o esquema hoje saturado das &#8216;found footages&#8217; (aquele estilo de filme que <em>A Bruxa de Blair </em>lançou, onde assistimos ao que foi achado dos eventos apresentados),<em> Entrevista com o Demônio</em> ainda comete o delicioso desvario de manter o espectador assistindo basicamente a um programa de TV. Além de surtar com o formato, os irmãos Cairnes, por lançarem uma produção absolutamente independente dos meios tradicionais, puderam arriscar nesses elementos. O que vemos é uma produção sem um traço sequer de medo, que enfrenta as possibilidades que apresenta de peito aberto e um coração pulsante o tempo inteiro.</p>



<p class="has-text-align-center">Com um visual fascinante deslocado no tempo para quase cinquenta anos atrás, <em>Entrevista com o Demônio</em> é acima de tudo um filme que não abre mão de um charme ininterrupto. É muito envolvente praticamente tudo que está em cena, das chamadas de reclame do &#8216;Night Owls&#8217; até o olhar absolutamente comprometido de Rhys Auteri, um desses coadjuvantes que deveriam ter um filme próprio, e que conversa demais com a unicidade das coisas. Não se trata, no entanto, exclusivamente de algo sedutor que salta aos olhos, mas da construção de um grupo nada reduzido de personagens, para o escopo tão reduzido do projeto. Temos pelo menos seis tipos dotados de personalidade e dimensão complexa, que se mostram dentro de um espaço que respeita suas integridades individuais.</p>



<p class="has-text-align-center">Paira acima de todas as coisas apresentadas com maestria por essa combinação única que os irmãos Cairnes apresentaram em direção e roteiro, uma consciência de falar para além de 1977. Chegamos em 2024 no assombro das tentativas de galgar os caminhos para encontrar um status que seja perene e não descartável. <em>Entrevista com o Demônio</em> (e igualmente <em>MaXXXine)</em> é, surpreendentemente, uma obra a respeito de um posto intangível que hoje pode ser ocupado por qualquer um, a qualquer momento. Seja a fama, e suas consequências, e o quanto você estaria disposto a tê-la, e mantê-la. Do que ouvimos falar a respeito de nosso protagonista, ao observar seu derradeiro abraço a tudo que pode representar o futuro, existe muito carinho por ele e muita segurança no desenvolvimento de seu arco.</p>



<p class="has-text-align-center">Não é comum o que vemos ser apresentado, e com tamanha solidez, aqui em <em>Entrevista com o Demônio,</em> porque os riscos apresentados eram absolutos. É uma ideia que ultrapassa as barreiras do cinema, para encampar uma área que volta hoje a ser considerada concorrência direta &#8211; a força do hábito construído dentro de casa. A estética que encerra 90% das imagens em reproduções de um programa de TV antigo poderia afastar o espectador, mas, pelo contrario, é o que cria uma válvula fascinante entre os acontecimentos. Não há a perda dessa chave de feitura em nenhum momento, e a radicalidade com que isso é encenado, incluindo a apoteose do arco de desfecho, garantem um caráter de experimentação a um projeto muito especial.</p>



<p class="has-text-align-center">Tudo estaria perdido se não estivesse em cena alguém menos enigmático que David Dastmalchian. Ele esteve presente tanto em <em>Oppenheimer</em> quanto em <em>Duna</em> e perambulou por muitos filmes de gênero nos últimos anos. Seu talento não era desconhecido, mas tudo parece ter sido moldado para o que ele apresenta aqui. Um desses momentos únicos em uma filmografia, onde vemos o profundo talento em consonância com o veículo que está ocupando, com a leitura mais acertada possível do homem que vive. Jack Delroy vive intensamente porque Dastmalchian é uma figura uniformemente atenta a todos os elementos que o filme apresenta, como o apresentador que ele de fato incorpora aqui. Se saímos tão condoídos de uma experiência visceral quanto a apresentada em Entrevista com o Demônio, a alma, a inquietação e o poder hipnótico do todo vem do impressionante trabalho desse ator em domínio de sua arte.</p>



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