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	<title>Arquivos Jacques Audiard - Rota Cult</title>
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		<title>Emilia Pérez, um musical para grandes plateias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Oct 2024 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Em treze anos de atuação profissional como crítico de cinema, sinto que o gênero que sofre mais resistência do grande público é o musical. De certa forma, eu acho compreensível, pois trata-se do gênero que mais exige a suspensão de descrença do espectador — acostumado a encarar os filmes como uma reprodução da realidade, e não como uma peça de arte moderna, passível de ser artificial, performática e quebrar a quarta parede&#8230; cantando. Para essas pessoas, eu dedico este texto e indico <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> como um musical capaz de conquistar grandes plateias.</p>



<p class="has-text-align-center">O diretor Jacques Audiard utiliza muito bem o formato a serviço de seu cinema, que é justamente marcado pelo contrário: uma abordagem realista, tendo como foco questões sociais como marginalidade (<em><strong>O Profeta</strong>,</em> 2009), imigração <em>(<strong>Dheepan</strong></em>, 2015), trauma e resiliência (<strong><em>Ferrugem e Osso</em></strong>, 2013). O tema principal de Emilia Pérez é comum em todos esses filmes — identidade. Mas abordado de um jeito ainda mais frontal, contando a história de um traficante mexicano que decide mudar de país, de vida e de sexo. Assim, de certo modo, é coerente que o cineasta francês adote um gênero frontal como o musical. E é interessante como ele leva isso para os números do longa-metragem.</p>



<p class="has-text-align-center">Todas as canções têm foco no texto, complementando bem o roteiro, de modo que algumas são menos musicais, mais declamadas, servindo bem ao tom da cena e ao humor e personalidade dos personagens. Já as sequências mais musicais de <em><strong>Emilia Pérez</strong> </em>costumam fazer dos riffs da guitarra e  das coreografias enfáticas, uma combinação através da tensão da trama. Nesse sentido, aliás, muitas palmas para Zoë Saldaña, que lidera as coreografias dando um banho de dança e interpretação.</p>



<p class="has-text-align-center">A bem da verdade, todo o seu quarteto feminino, premiado no último Festival de Cannes, está de parabéns. Apesar de seu pouco de tela, Adriana Paz tem o mérito de sustentar suas cenas (maravilhosas) com Karla Sofía Gascón, que é uma força da natureza como Emilia Pérez e, pasme, como o traficante Manitas Del Monte. Selena Gomez também vem lembrar que eu preciso rever <strong>S<em>pring Breakers</em></strong> (2012) e encarar, finalmente, &#8220;<strong>Only Murders in the Building</strong>&#8221; (2021—), pela ótima atriz que é. São quatro atuações muito fortes, que mantém a dignidade e coerência de suas personagens em todas as chaves em que o filme atua: o musical, o suspense, a comédia e o melodrama.</p>



<p class="has-text-align-center">Se os musicais sofrem resistência, o termo melodrama é ignorantemente usado com uma conotação pejorativa, como sinônimo de drama aguado, meloso, de baixa qualidade. Jacques Audiard desconhece esse olhar limitado e insere um tom kitsch almodovariano na personalidade de Emilia Pérez, em suas roupas, sua casa, na comunicação de sua ONG, em sua relação com os filhos&#8230; enfim, ele afunda a obra em melodrama. E faz isso bem. Mesmo quando seus versos ou linhas de diálogos soam expositivos demais sobre o tema do filme e as contradições de sua protagonista, como &#8220;Não questione as transformações das pessoas&#8221;.<br><em><strong>Emilia Pérez</strong> </em>é o encontro improvável (e bem-vindo) do cinema realista de Jacques Audiard com a estética exagerada dos musicais e melodramas. E funciona porque eu nunca antes vira o diretor francês, um homem engajado politicamente, em forma tão engajada esteticamente. De modo que eu nem percebo, se for o caso, vícios de abordagem típicos de um homem branco europeu ao falar de crime na América Latina e sobre mulheres, sendo uma delas transsexual. A narrativa pulsante e emocionada de <em><strong>Emilia Pérez</strong> </em>me hipnotizou do início ao fim.</p>



<p>Filme visto no Festival do Rio 2024</p>
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