<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Luc Besson - Rota Cult</title>
	<atom:link href="https://rotacult.com.br/tag/luc-besson/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://rotacult.com.br/tag/luc-besson/</link>
	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 05 Aug 2025 12:14:51 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.1</generator>

<image>
	<url>https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/01/cropped-Favicon_3-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Luc Besson - Rota Cult</title>
	<link>https://rotacult.com.br/tag/luc-besson/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Drácula: Uma História de Amor Eterno, de Luc Besson, traz personagem mais sedutor</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2025/08/dracula-uma-historia-de-amor-eterno-de-luc-besson-traz-personagem-mais-sedutor/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=dracula-uma-historia-de-amor-eterno-de-luc-besson-traz-personagem-mais-sedutor</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2025/08/dracula-uma-historia-de-amor-eterno-de-luc-besson-traz-personagem-mais-sedutor/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Giacobbo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Drácula: Uma História de Amor Eterno]]></category>
		<category><![CDATA[Luc Besson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=191551</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em uma rápida consulta ao Letterboxd, rede social que congrega críticos e cinéfilos, ao digitarmos a palavra Drácula, encontramos referências a 19 filmes. Já se procurarmos por Nosferatu, personagem criado pelo alemão Friedrich Wilhelm Murnau para não pagar direitos autorais aos herdeiros de Bram Stoker, o autor do romance de 1897 que é a origem [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2025/08/dracula-uma-historia-de-amor-eterno-de-luc-besson-traz-personagem-mais-sedutor/">Drácula: Uma História de Amor Eterno, de Luc Besson, traz personagem mais sedutor</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">Em uma rápida consulta ao Letterboxd, rede social que congrega críticos e cinéfilos, ao digitarmos a palavra Drácula, encontramos referências a 19 filmes. Já se procurarmos por Nosferatu, personagem criado pelo alemão Friedrich Wilhelm Murnau para não pagar direitos autorais aos herdeiros de Bram Stoker, o autor do romance de 1897 que é a origem de tudo, achamos mais 20 filmes. Ou seja, são quase 40 versões contando com o novo <em>Drácula: Uma História de Amor Eterno</em>, do francês Luc Besson. Por sinal, foi na cabine deste último que eu escutei aquela frase, citada no primeiro parágrafo da minha crítica de <em>O Ritual,</em> sobre o excesso de produções com uma mesmíssima temática. A razão para elas continuarem sendo feitas é quase sempre a mesma: o lucro que temas populares podem gerar. Porém, para isso as novas versões devem ser boas. A de Besson é? Veremos! </p>



<p class="has-text-align-center">Assim como o seu primo-irmão mais famoso,&nbsp;<em>Dracula de Bram Stoker</em>, de 1992, dirigido pelo norte-americano Francis Ford Coppola, o longa-metragem de Besson é uma adaptação do livro. Em sua trama, que começa no ano de 1489, Vlad (Caleb Landry Jones) é o Príncipe Regente de um reino nos Cárpatos, na Europa Ocidental. Membro da Ordem de Dracul (dragão, em romeno), ele está em constante guerra com o Império Turco Otomano para defender o cristianismo do islamismo. Em uma destas batalhas, o monarca pede a um bispo que interceda junto à Deus pela vida da sua amada, a princesa Elisabeta (Zoë Bleu). Sem ela, diz ele, não conseguiria viver. Só que as preces não são ouvidas e ela acaba sendo assassinada. E é desta forma que começa a saga do Conde Drácula. Ao renegar Deus, Vlad é condenado a viver eternamente.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, é importante lembrar, adaptação nunca é indicativo de fidelidade total à obra original. Essa é a primeira coisa que a maioria dos cinéfilos precisa lembrar e não seria diferente aqui. Na versão roteirizada de Besson, o cientista e caçador de vampiros Abraham Van Helsing, que foi interpretado em 1992 por um ótimo Anthony Hopkins, deu lugar a um padre vivido por um também ótimo Christopher Waltz. A troca que pode soar para alguns como um sacrilégio, ao meu ver, contribui para reforçar a questão religiosa da história. Outrora, Vlad era um cristão devoto, mas tão devoto, que matava em nome da Igreja. Ao ser condenado à danação eterna, em vida, por blasfemar contra Deus, é a sua alma que se perde. E com uma alma em jogo, faz mais sentido que Drácula seja confrontado por alguém capaz de redimir essa. Outra mudança é a cidade onde o conde encontrará a reencarnação de seu amor: sai Londres, entra Paris. </p>



<p class="has-text-align-center">Passados 400 anos do prólogo de&nbsp;<em>Drácula: Uma História de Amor Eterno</em>, a Cidade Luz está empolvorosa com a aproximação do centenário da Revolução Francesa. É neste cenário que vive Mina Murray (Zoë Blue), noiva do advogado Jonathan Harker (Ewens Abid), sem saber que é a cara de uma antiga princesa dos Cárpatos. Assim como no longa-metragem de 1992, o seu caminho cruzará com o do vampiro quando o seu noivo for ao encontro desse, acreditando que está apenas negociando com um velho nobre. Ao descobrir que sua amada reencarnou, o Conde Drácula irá até Paris disposto a seduzi-la.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">É claro que a troca de Londres pela capital da França foi motivada, principalmente, pelo fato de Besson ser francês. Todavia, há uma particularidade bastante interessante aí: na trama, lá pelas tantas, o padre diz que cortar a cabeça é uma das maneiras mais eficazes de se matar um vampiro. Esta informação pode até passar batida e soar irrelevante para uma grande parte do público, mas nada poderia ser tão emblemático em uma cidade que, 100 anos antes, condenava os seus nobres à guilhotina. Nesse contexto, Vlad pode ser o próximo em uma extensa lista que tem nomes ilustres como Luis, Maria Antonieta e Danton, entre outros personagens históricos. </p>



<p class="has-text-align-center"> Luc Besson entrega aqui uma obra muito diferente de <em>Dracula de Bram Stoker</em> ou do último <em>Nosferatu</em>, dirigido pelo norte-americano Robert Eggers e lançado no ano passado. Enquanto esses dois filmes primam por um visual dark, sempre soturno, independentemente de um usar cores e o outro ser preto e branco, <em>Drácula: Uma História de Amor Eterno</em> é praticamente um balé com bastante movimento, gracejos à vontade e uma aura, digamos assim, um tanto quanto inusitada. </p>



<p class="has-text-align-center">Há algumas cenas que podem exemplificar o que escrevo. O Drácula vivido pelo ator Caleb Landry Jones é um sedutor, bem mais, diga-se de passagem, do que os de outras versões. Viajando em busca da reencarnação de Elisabeta, ele exerce toda essa sedução em bailes pelas cortes da Europa afora, ao longo de algumas tomadas sequenciais. Há uma cena também em que ele invade um convento em busca de sangue para rejuvenescer, em que toda a movimentação com as freiras é cuidadosamente coreografada. Isso tudo, visto em conjunto com a personalidade do protagonista, confere ao filme uma aura de drama romântico e não de terror. Nenhum absurdo, já que Vlad, com sua fixação na mulher amada e a sua dor dilacerante, é um autêntico e incorrigível romântico pelo qual o público corre o risco de torcer dede o inicio, quando o vemos em ação numa batalha.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><em>Drácula: Uma História de Amor Eterno</em>&nbsp;não é nem de longe muito parecido com os seus predecessores, especialmente o de 1992. Essa constatação serve, por si só, para validar uma nova adaptação de uma história tantas vezes contada no cinema. Mas eu sei que ainda não respondi a pergunta que fiz no final do primeiro parágrafo: a versão de Luc Besson é boa? Se você quer algo diferente, se não está em busca somente de mais um filme de terror, a resposta é um sonoro e prazeroso sim. Do contrário, o melhor talvez seja rever uma das antigas versões, afinal, são tantas, né? Logo, o que não falta são opções.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Desliguem os celulares e excelente diversão.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="_tM4eSMqPwU"><iframe title="Drácula - Uma História de Amor Eterno | Trailer Oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/_tM4eSMqPwU?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2025/08/dracula-uma-historia-de-amor-eterno-de-luc-besson-traz-personagem-mais-sedutor/">Drácula: Uma História de Amor Eterno, de Luc Besson, traz personagem mais sedutor</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2025/08/dracula-uma-historia-de-amor-eterno-de-luc-besson-traz-personagem-mais-sedutor/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Drácula – Uma História de Amor Eterno, de Luc Besson, ganha trailer</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2025/06/dracula-uma-historia-de-amor-eterno-de-luc-besson-ganha-trailer/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=dracula-uma-historia-de-amor-eterno-de-luc-besson-ganha-trailer</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2025/06/dracula-uma-historia-de-amor-eterno-de-luc-besson-ganha-trailer/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 16:04:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Drácula]]></category>
		<category><![CDATA[Luc Besson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=190182</guid>

					<description><![CDATA[<p> A Paris Filmes acaba de divulgar o trailer de Drácula – Uma História de Amor Eterno (Dracula: A Love Tale), terror e romance gótico escrito e dirigido por Luc Besson, que estreia em 07 de agosto nos cinemas.  Baseado no personagem clássico de Bram Stoker, o elenco traz Christoph Waltz, Caleb Landry Jones, Matilda De Angelis e Zoë Bleu.  Após a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2025/06/dracula-uma-historia-de-amor-eterno-de-luc-besson-ganha-trailer/">Drácula – Uma História de Amor Eterno, de Luc Besson, ganha trailer</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"> A <strong>Paris Filmes</strong> acaba de divulgar o trailer de <em>Drácula – Uma História de Amor Eterno (Dracula: A Love Tale),</em> terror e romance gótico escrito e dirigido por Luc Besson, que estreia em 07 de agosto nos cinemas.</p>



<p class="has-text-align-center"> Baseado no personagem clássico de Bram Stoker, o elenco traz Christoph Waltz, Caleb Landry Jones, Matilda De Angelis e Zoë Bleu.  </p>



<p class="has-text-align-center">Após a morte de sua esposa, um príncipe do século XV renuncia a Deus e se torna um vampiro. Séculos depois, na Londres do século XIX, ele vê uma mulher parecida com sua falecida esposa e a persegue, selando seu próprio destino.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A produção é da LBP Productions, EuropaCorp e Actarus e os produtores são Virginie Besson-Silla e Philippe Corrot.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="_tM4eSMqPwU"><iframe title="Drácula - Uma História de Amor Eterno | Trailer Oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/_tM4eSMqPwU?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2025/06/dracula-uma-historia-de-amor-eterno-de-luc-besson-ganha-trailer/">Drácula – Uma História de Amor Eterno, de Luc Besson, ganha trailer</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2025/06/dracula-uma-historia-de-amor-eterno-de-luc-besson-ganha-trailer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>June e John conta história sobre o poder transformador do amor</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2025/06/june-e-john-conta-historia-sobre-o-poder-transformador-do-amor/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=june-e-john-conta-historia-sobre-o-poder-transformador-do-amor</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2025/06/june-e-john-conta-historia-sobre-o-poder-transformador-do-amor/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[June e John]]></category>
		<category><![CDATA[Luc Besson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=189587</guid>

					<description><![CDATA[<p>Podemos dizer que Luc Besson já viveu dias melhores e mais prestigiosos, mas ao mesmo tempo o cineasta raras vezes foi tão prolífico quanto agora. Lançou um filme ano passado (Dogman), nos próximos meses lança sua própria versão adaptada do Príncipe das Trevas (Drácula: Uma História de Amor), e nesse Dia dos Namorados apresenta seu [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2025/06/june-e-john-conta-historia-sobre-o-poder-transformador-do-amor/">June e John conta história sobre o poder transformador do amor</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">Podemos dizer que Luc Besson já viveu dias melhores e mais prestigiosos, mas ao mesmo tempo o cineasta raras vezes foi tão prolífico quanto agora. Lançou um filme ano passado (<em>Dogman</em>), nos próximos meses lança sua própria versão adaptada do Príncipe das Trevas (<em>Drácula: Uma História de Amor</em>), e nesse Dia dos Namorados apresenta seu mais novo filme, <em>June e John</em>. Como quantidade não é sinônimo de qualidade, já fazem alguns filmes que o cineasta de <em>Imensidão Azul</em> não acerta. <em>June e John</em> apresenta uma quantidade tão absurda de clichês, que não resta outra coisa ao espectador que não elencá-los, um a um, e tentar prever quando e de onde sairão os próximos. Dica: será logo, e em profusão. Tanto que fica a impressão de tratar-se de uma comédia pastelão onde, em algum momento, tudo isso se revelará como piada.</p>



<p class="has-text-align-center">Na trama, um rapaz repleto de fobias da atualidade (todas as síndromes possíveis) sobrevive em um emprego onde é seguidamente massacrado, recebendo o escárnio dos colegas e o desprezo de um chefe irritante. Um dia, bate de frente com uma jovem no metrô &#8211; não necessariamente bate, eles se veem através de vagões &#8211; e ao descobrir seu contato pela internet, permita que invada sua vida um furacão. Ela rouba o banco onde ele trabalha e eles fogem juntos rumo a lugar nenhum, e rapidamente ele saberá que não há futuro para eles. O que vale então é viver o agora, cheio de adrenalina e paixão, ao longo das estradas estadunidenses. Ou seja, já vimos <em>June e John</em> algumas muitas vezes, e definitivamente não vale a pena ver de novo. Ao menos não a versão que Besson pensou para esse amontoado de repetições.</p>



<p class="has-text-align-center">É bom deixar claro que&nbsp;<em>June e John</em>&nbsp;é um filme sem qualquer capricho, e isso vai além desse roteiro mal ajambrado, ou de um campo que buscaria uma assinatura despretensiosa. Estamos diante de uma direção preguiçosa, que concebeu um filme que, na ânsia de ser cru e parecer indie e descolado, soa apenas como uma produção feia. Não sei como é possível que um cineasta gabaritado como Besson, que já entregou títulos cuja beleza estética era um predomínio e uma busca, possa se contentar em encontrar beleza em algo tão artificial, com aparência desleixada. Seu propalado cuidado, dessa vez, não está em cena, e o resultado do que é mostrado incomoda tanto quanto o resto do que se vê, ou se sente, ou se lê daquela ambiência. Em suma, não há credibilidade no que é apresentado.</p>



<p class="has-text-align-center">Se tem algo especificamente que incomoda bastante no filme de Besson é o fato de que, apesar de pedir o tempo inteiro para não ser levado a sério, o diretor o faça. Essa é uma crítica que pode ser feita ao próprio diretor, que poucas vezes sabe rir de si mesmo. Por exemplo, um filme como&nbsp;<em>Joana D&#8217;Arc</em>, sua incursão no épico protagonizada por Milla Jovovich em 1999; feito nas raias do absurdo, o grande problema encarado aqui era sua seriedade extrema, quando as fissuras da comédia estavam dispostas em cena, quase o tempo todo. Isso se repete em&nbsp;<em>June e John</em>, que como já foi dito, é tão assolado de lugares comuns, com tantas provocações típicas de uma sátira, que decepciona que ele não abra mão de uma seriedade e de um senso de tragédia absolutamente cafona.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Lá pelas tantas, quando não há mais qualquer esperança ou chance de redenção, acontece enfim uma cena&nbsp;que acende um resquício de verdade em&nbsp;<em>June e John</em>. Depois de tantas encenações raquíticas, de um texto bastante pobre proferido sem qualquer interesse (e verdade seja dita, não podemos culpar seus atores por tal), esse arremedo de&nbsp;<em>Bonnie &amp; Clyde&nbsp;</em>ilumina-se. Com o perigo de proferir um spoiler, os personagens resolvem se casar, em mais um arroubo de falta de criatividade do projeto. Mas, do fim desse poço, surge um lampejo: June se sente abandonada e acaba encontrando refúgio em uma figura que conhece na rua, provavelmente uma prostituta em fim de estágio. John, por sua vez, esbarra em um morador de rua, e do encontro desse quarteto, aliados a um padre latino em cenário desconcertante, algo vive na tela. Um arrepio fugidio mostra que esse cineasta tão imaginativo não está morto, e ainda é capaz de um ato solitário de beleza e inspiração.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Isso unido ao derradeiro plano do filme, o faz escapar da pecha de &#8216;pior filme do ano&#8217;. Nesse momento final, o que faz diferença é o corte, feito de maneira tão aguda quanto certeira; não há o que dizer além daquilo, é o final possível e pronto. Redime uma produção tão caótica, essa colcha de remendos puída e de mal gosto? Não. Mas jaz em um lugar escondido que as capacidades de Luc Besson podem ser ressuscitadas a qualquer momento, prontas para um novo round de cinema. De longe do que vemos aqui, restarão esses momentos muito fugazes de uma verdade perdida entre o aborrecimento e a preguiça ininterrupta. Melhor que nada? Fica a critério de cada um.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="U-Bfsbs5XKo"><iframe title="JUNE E JOHN | Trailer Oficial Legendado" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/U-Bfsbs5XKo?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2025/06/june-e-john-conta-historia-sobre-o-poder-transformador-do-amor/">June e John conta história sobre o poder transformador do amor</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2025/06/june-e-john-conta-historia-sobre-o-poder-transformador-do-amor/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
