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	<title>Arquivos Manoel de Barros - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos Manoel de Barros - Rota Cult</title>
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		<title>&#8220;Delírio&#8221; é o pique-pega entre Jonas Bloch e a poesia de Manoel de Barros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Sep 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Jonas Bloch]]></category>
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<p class="has-text-align-center">No manual do supérfluo e do assessório que rege as instruções de sua leitura poética deste mundo, o bardo mato-grossense Manoel Wenceslau Leite de Barros (1916-2014) aprendeu que deve dar “respeito às coisas desimportantes”, pois é nos desvios que vive a surpresa. Ciente de andar “completo de vazios”, sem eternidades, o cuiabano, autor e “Meu Quintal É Maior Do Que O Mundo”, soube bem cedo do seu “desapetite para inventar coisas prestáveis”. Prestar atenção às “insignificâncias” foi sua arte. É a partir dela que Jonas Bloch nos leva ao “Delírio”.</p>



<p class="has-text-align-center">Assim chama o espetáculo do ator e artista plástico mineiro que fez das artes cênicas quintal e liceu. Aprendeu ali algo que Manoel escreveu: “a inércia vai crescer em nossa boca”. Se essa tal inércia for a das árvores, ok. Nelas estão “os vareios do dizer”, como dizia o forjador de versos como “Tem mais presença em mim o que me falta”. </p>



<p class="has-text-align-center">Um substantivo (o supracitado “Delírio”) basta, em colheradas de encanto, pra ultrassonografia que revela o sexo das vogais e das consoantes, revelar verdades. No palco do Teatro Vanucci, com um Bloch iluminado, cada palavra está grávida de um poema. O lirismo testou positivo. </p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, Bloch é obstetra de si mesmo ao dar à luz uma peça que se parece com circo, finge ser verso, lembra “La Strada” de Fellini, mas no fundo é apenas vida. Normal! Como Manoel escrevia: “o esplendor da manhã não se abre com faca”. Tampouco o do teatro. Viver é encenar.</p>



<p class="has-text-align-center">O menino em pele octogenária, Bloch, forte como um zebu em cena, diz pra gente, já de cara, que “a alegria da manhã é ter chovido à noite”. A fala é um aboio para as forças silvestres que hão de abrir sua gira. <br>O menino Bloch é <em>graaaande </em>à luz da ribalta, com um histórico de andanças invejável (também na TV e no cinema), mas se apequena para Manoel passar, num monólogo que é uma micareta para os verbos e seus piolhos, os adjuntos. Adjetivos recostados qual fossem remelas no olho da gente o inflam e o fazem gigante numa gramática de encenar poesia e dramatizar estrofe.  </p>



<p class="has-text-align-center">Sujeito homem, o predicado desafia o sexismo de seu nome para transcender em oração em cena, rodeado por objetos de cena, concebidos pelo próprio Bloch num ploc de si mesmo. O chiclete de bola da invenção que faz dele artesão, num devir Artur Bispo do Rosário, inunda o Vanucci num efeito 3D de volume, de ranhuras, das cicatrizes que matérias esculpidas têm. </p>



<p class="has-text-align-center">Ali ele fala. O que diz é puro Manoel. Do Barros vieste ao Barros voltará: “Ao lado de um pardal o dia dorme antes”, escreveu o Walt Whitman de Cuiabá e é da escrita dele que Bloch faz homilia para rezar o evangelho da Natureza e tomar a hóstia do alumbramento. Brincando entre versos, seu pique-pega nos liberta do esconde-esconde do moralismo e nos devolve à infância. </p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2025/08/jonas-bloch-estreia-deliriocom-textos-de-manoel-barros/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>
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		<title>&#8220;O Maior Quintal do Mundo&#8221; leva o poeta Manoel de Barros ao palco do Teatro EcoVilla Ri Happy</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 11:58:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel de Barros]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Um quintal onde cabem passarinhos, pedras falantes e palavras plantadas no chão, é nesse território encantado que se passa “O Maior Quintal do Mundo”, espetáculo musical inspirado no universo poético de Manoel de Barros.</p>



<p class="has-text-align-center">Com direção de Guilherme Quadrado e Luis Fernando Bruno, dramaturgia de Yke Leon e músicas originais de Fabrício Zava e do próprio autor, o espetáculo propõe uma travessia pela infância como território sagrado. Em cena, os atores Yasmin Tozzi, Isabele Riccart, Guilherme Quadrado e Yke Leon dão vida a quatro narradores brincantes que transitam entre memória, imaginação e fabulação.</p>



<p class="has-text-align-center">A narrativa mergulha nas aventuras de Manoel, um menino que descobre grandeza no ínfimo e poesia no que é considerado inútil. “Não se trata de adaptar uma obra específica, mas de passear pelo quintal onde a poesia de Manoel de Barros nasce”, explica Yke Leon. </p>



<p class="has-text-align-center">“O Maior Quintal do Mundo” é uma travessia delicada pela infância como território sagrado. Um convite a desaprender o olhar utilitarista do mundo e redescobrir a lógica do encanto, afinal, como dizia Manoel de Barros, “tudo que a gente não inventa, é falso”.</p>



<p class="has-text-align-center">Todas as sessões desta temporada contam com recursos de acessibilidade integral: Libras, audiodescrição e legendagem.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Serviço</strong>: Datas: 13 de setembro a 5 de outubro  / Local: Teatro EcoVilla Ri Happy &#8211; Rua Jardim Botânico, 1008 &#8211; Jardim Botânico / Ingressos à venda no <a href="http://ingresso.com">ingresso.com</a> </p>
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