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	<title>Arquivos MARGINAL GENET - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos MARGINAL GENET - Rota Cult</title>
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		<title>&#8220;Marginal Genet&#8221; faz visceral retrato da juventude de um autor maldito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jan 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Cine Teatro Joia]]></category>
		<category><![CDATA[Francis Mayer]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Genet]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Ao escrever &#8220;pior do que não realizar os sonhos de sua juventude seria ter sido jovem e nunca ter sonhado&#8221;, Jean Genet (1910-1986) libertou sua legião de leitores (como prosador e poeta) e de espectadores (nos teatros que lotou) para uma utopia cujo único plano de metas é o querer (e, com ele, o gozar). A partir dos versos de &#8220;Le Condamné à Mort&#8221; e de um romance, &#8220;Nossa Senhora das Flores&#8221; (1944), ele fez de seu viver a mediação de uma dramaturgia (literária e teatral) à flor da pele, em que o desejo era a estrela de Belém de personagens em tempo de danação. Aliás, a canção &#8220;Cada homem mata aquilo que ama&#8221; (<em>&#8220;Each man kills the thing he loves&#8221;),</em> entoada pela atriz Jeanne Moreau na adaptação para telas de seu &#8220;Querelle&#8221; (dirigida por Rainer Werner Fassbinder, e lançada em 1982), traduz seu olhar para as estratégias do gostar em sua obra. É essa sanha destrutiva que norteia o diálogo feito pelo encenador Francis Mayer com seu legado na peça &#8220;Marginal Genet&#8221;, que abriu o circuito de estreias cênicas cariocas em 2025, no Cine Teatro Joia. É uma peça de imersão no que há de inflamável o olhar <em>genetiano</em>.    </p>



<p class="has-text-align-center">Cerca de um ano depois do visceral &#8220;Pasolini No Deserto da Alma&#8221; (capaz de mesclar o hit &#8220;Iron Man&#8221; de Ozzy Osbourne à poética do diretor de &#8220;Pocilga&#8221;), Mayer prossegue na sua cartografia de &#8220;malditos&#8221;, concentrando-se sobre os anos de formação de Genet. Arrisca um retrato do autor quando jovem, contando com a entrega radical do ator Thiago Brugger no papel título. A linha central de seu espetáculo é a educação sentimental (pela pedra) do escritor, a partir dos fatos narrados em seu &#8220;Diário de um Ladrão&#8221; (1949), editado aqui pela Nova Fronteira.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Além disso, as páginas escolhidas por Mayer comportam as experiências de Genet com a marginalidade, no relato dos crimes em que se envolveu para sobreviver e na imolação de seu corpo ao &#8220;deus dinheiro&#8221;, na prática da prostituição. Filho de uma garota de programa que o abandonou à adoção, ele escreve sobre a opção em viver nas (e das) ruas, experimentando o prazer nos braços e nos beijos de homens por vezes hostis. Bernardini (interpretado com viço por Vinícius Moizés) é um desses amantes. </p>



<p class="has-text-align-center">Existe lugar para a amizade em seus dias de mocidade também, vide o acolhimento por parte da diva da noite Charlotte Renaux (Samuel Godois, em tocante atuação). É desse seu tempo de moço que brotam as cicatrizes que servirão como tinta ao repertório narrativo a ser construído por Genet a partir dos anos 1940, o que fez dele um porta-voz do fino da fossa. Mayer, habilidoso na construção de cenas claustrofóbicas, certamente, elabora uma encenação nervosa, que nos leva a refletir sobre a solidão que precede um beijo roubado, uma escolha, uma renúncia. Mais feroz do que ela é a solidão de abandono. Essa é a solidão sobre a qual Genet mais e melhor escreveu.       </p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2024/12/marginal-genet-biografia-do-escritor-frances-jean-genet-no-cine-teatro-joia/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>



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		<title>“MARGINAL GENET”, biografia do escritor francês Jean Genet, no Cine Teatro Joia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Dec 2024 12:34:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adulto]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Genet]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Paul Sartre]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Após o polêmico “PASOLINI NO DESERTO DA ALMA”, o diretor Francis Mayer faz incursão na biografia do polêmico escritor francês Jean Genet, em “MARGINAL GENET”. Aliás, a peça é livremente inspirado nas obras “Diário de um ladrão” de Jean Genet e “Saint Genet” de Jean-Paul Sartre. O texto destaca o relacionamento de Jean Genet com quatro personagens, dentre todos citados na sua obra autobiográfica “Diário de um ladrão” que continua a gerar polêmica até hoje. &#8220;MARGINAL GENET&#8221; é, certamente, um convite ao submundo dos marginalizados. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="367" height="550" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/MARGINAL-GENET.foto-2-2.jpg" alt="MARGINAL GENET" class="wp-image-184870" style="width:282px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/MARGINAL-GENET.foto-2-2.jpg 367w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/MARGINAL-GENET.foto-2-2-200x300.jpg 200w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/MARGINAL-GENET.foto-2-2-280x420.jpg 280w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/MARGINAL-GENET.foto-2-2-150x225.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/MARGINAL-GENET.foto-2-2-300x450.jpg 300w" sizes="(max-width: 367px) 100vw, 367px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">No espetáculo, o espectador terá acesso a intimidade de um personagem transgressor com recorte focado nos seus momentos mais intensos, regados a momentos de lirismo. Com linguagem poética e visceral, o texto propõe uma conversa com o seu público, a quem o protagonista autoriza uma imersão em seu universo particular abrindo o seu diário, compartilhando histórias de seus encontros e amores com seres que costumavam viver à margem da sociedade, elevando-os à categoria de heróis.&nbsp; </p>



<p class="has-text-align-center">Considerado dono de uma imaginação febril e alegórica, Jean Genet cultuava a valorização do prazer, da beleza e do humano. E recriou em peças e romances a mesma marginalidade radical que caracterizou a sua vida, como, “As criadas”, “Querelle”, “O balcão”, “Nossa Senhora das Flores”, “Alta Vigilância”, “Os negros”, . Sendo um escritor de combate despertou admiração em um grupo de intelectuais como Jean-Paul Sartre, Albert Camus e Jean Cocteau, que com sua intervenção, salvou-o de uma prisão perpétua que o levaria à morte.</p>



<p class="has-text-align-center">Serviço: TEMPORADA  &#8211; De 02 de janeiro a 27 de fevereiro  / Local: CINE TEATRO JOIA (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 680) / Ingressos na bilheteria/ Classificação: 18 anos </p>
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