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	<title>Arquivos meu caro amigo - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos meu caro amigo - Rota Cult</title>
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		<title>&#8220;Meu Caro Amigo&#8221; arrebata corações pelos acordes da brandura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2025 16:45:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Que ouse atirar a primeira pedra contra &#8220;Meu Caro Amigo&#8221; quem nunca deu um beijo na boca ao som de Chico Buarque. Que se encrespe contra sua leveza quem nunca levou (ou deu) um xêro no cangote com a estrofe &#8220;na desordem do armário embutido/ meu paletó enlaça o teu vestido&#8221; numa FM ou AM [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Que ouse atirar a primeira pedra contra &#8220;Meu Caro Amigo&#8221; quem nunca deu um beijo na boca ao som de Chico Buarque. Que se encrespe contra sua leveza quem nunca levou (ou deu) um xêro no cangote com a estrofe &#8220;na desordem do armário embutido/ meu paletó enlaça o teu vestido&#8221; numa FM ou AM qualquer. Que zangue contra essa colagem de afetos (meio peça; meio <em>pocket show</em>) com Kelzy Ecard, quem nunca segurou a mão do ser amado ouvindo &#8220;meu corpo é testemunha do bem que ele me faz&#8221;. <br><br>Quem nunca chorou um pé na bunda na batida dos versos &#8220;Deixe em paz meu coração/ Que ele é um pote até aqui de mágoa&#8221; poderia até ficar indiferente ao desempenho de Kelzy. Mas olha que é difícil. É tarefa árdua achar uma alma brasileira que nunca escutou o menestrel por trás de &#8220;A Banda&#8221; no rádio, na vitrola, na TV, no Spotify, nas fossas e nas bossas do querer. Seu legado traduziu as incertezas de toda uma nação acerca daquele abraço que parece abrigo. Até porque, Chico Buarque já caiu no vestibular, já virou questão do Enem, inspirou dissertações e teses, foi assunto de mostra de filmes (baseados em seus livros e letras) e cimentou múltiplos musicais. Alguns tinham produção GG; outros tinham engenharia <em>mignon</em>. Cada qual no seu quadrado, com Chico por todo lado. Ele ganhou esta pátria na própria voz ou pelo gogó de outrem, em seu mar de intérpretes. Kelzy é uma delas. Em sua goela, Chico soa mais doce.<br>  <br>Há 15 primaveras, a <em>cantatriz </em>arriscou revisitar o repertório do bardo num monólogo cheio de canto. O efeito analgésico gerado por esse experimento, batizado de &#8220;Meu Caro Amigo&#8221;, deixou saudade. A aspereza dos tempos de hoje abriu brecha para que ele voltasse, renovado, com o esplendor cênico que Kelzy depurou ao longo dos anos de serviços prestados aos palcos.</p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, o maior acerto desse regresso é a opção da dramaturgia de Felipe Barenco em promover um estudo aprofundado de personagem. A estrutura de jukebox de seu texto é a forma que a gente tem de comungar sentimentos com Norma, uma professora de História cujo entusiasmo pelo cancioneiro buarquiano começa em seus dias de menina, ao largo do Golpe 64. Vivida por uma Kelzy toda pimpona, Norma é uma amadora profissional: ama as amigas; ama o pai; ama o magistério; ama as Ciências Sociais; ama o namorado que lhe faz companhia por anos a fio, num grude doido; mas ama sobretudo seus LPs. <br><br>Frases melódicas como &#8220;e pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz&#8221; fizeram com que ela amasse Chico. Fez dele seu farol para resistir em devires revolucionários e para ser resoluta na hora das perdas e das escolhas. Chico é o espelho de suas apostas e de suas renúncias. É a miríade do Brasil que sonha construir. É o amortecedor para as vezes em que a vida não soube vive-la com finesse. É a gordura de suas guloseimas líricas e a safadeza de seus prazeres mais íntimos. É a apoteose de seu carnaval. <br><br>Norma transcende normas e normatiza lirismos. Entendemos esse processo pela estrutura delicada que a encenação conduzida pela diretora Joana Lebreiro toma para verticalizar os anseios e as inquietudes de sua protagonista, numa atuação danada de linda de Kelzy. A forma como a estrela expõe as fragilidades de Norma pelas vias da sutileza traduz sua inteligência no garimpo das pepitas que a escrita de Barenco oferece.<br>Sempre que Norma brinca de pardal e cantarola, Kelzy está bem acompanhada do pianista João Bittencourt. Seu dedilhar amplia a serenidade de uma encenação que cozinha a passionalidade presente em Chico no fogo da brandura, sob a direção musical de Marcelo Alonso Neves. A iluminação de Paulo Cesar Medeiros segue essa toada serena, num rastro apolíneo. É peça pra suspirar. </p>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://rotacult.com.br/2024/12/meu-caro-amigo-volta-ao-cartaz-no-teatro-firjan-sesi-centro/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>
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		<title>&#8220;Meu caro amigo&#8221; volta ao cartaz no Teatro Firjan Sesi Centro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Dec 2024 12:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adulto]]></category>
		<category><![CDATA[Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>
		<category><![CDATA[meu caro amigo]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Visto por mais de 20 mil espectadores nos palcos do país, o monólogo musical &#8220;Meu caro amigo&#8221;, com a premiada atriz Kelzy Ecard, volta ao cartaz depois de 15 anos de sua estreia. Com direção de Joana Lebreiro e texto de Felipe Barenco, o espetáculo, que reestreia dia 20 de janeiro no Teatro Firjan Sesi Centro, revisita a história do país a partir de uma tocante homenagem ao compositor Chico Buarque de Hollanda. A peça ficou cinco anos em cartaz, viajou pelo país, sempre com sessões lotadas, encontro de gerações, e resposta afetuosa do público. </p>



<p class="has-text-align-center">O autor Felipe Barenco, a diretora Joana Lebreiro e a atriz e idealizadora Kelzy Ecard decidiram remontar ao espetáculo ao perceberem a atualidade da trajetória de  Norma Aparecida, uma professora de história, apaixonada pelo Chico Buarque, que decide fazer um show para declarar todo seu amor ao ídolo. A encenação brinca com a alternância de músicas em suas versões originais e outras cantadas ao vivo. Mais de 30 clássicos, como &#8220;A banda&#8221;, &#8220;Apesar de você&#8221; e &#8220;Samba do Grande Amor&#8221;, estão na trilha sonora. O repertório cantado ao vivo por Kelzy Ecard é acompanhado pelo pianista João Bittencourt.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Sou muito fã do Chico, desde a adolescência. Ele foi – e é – trilha sonora de vários momentos da minha vida. Outro dia me peguei chorando vendo alguns vídeos dele e de outros artistas, por causa da beleza e grandiosidade da sua obra. Foi lindo o trabalho que fizemos de trazer a peça pros dias de hoje. Afinal, 15 anos se passaram pra nós, era inevitável ter outro olhar sobre o espetáculo&#8221;, comemora Kelzy Ecard.</p>



<p class="has-text-align-center">Na trama, Norma viveu as grandes transformações do país de forma intensa e apaixonada: a infância e adolescência em plena ditadura militar, a luta pela redemocratização com os colegas de faculdade e uma inesquecível história de amor no desbunde dos anos 80 com as Diretas Já. E mesmo nos momentos mais difíceis, com uma relação familiar conturbada após o falecimento de sua mãe, Norma nunca se sentiu completamente sozinha: era como se Chico Buarque de Hollanda adivinhasse todos os seus sentimentos e criasse as músicas pensando nela. Agora, aos 60 anos, ela decide realizar um sonho acalentado desde menina: homenagear seu ídolo e cantar a trilha sonora de sua vida.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Sempre foi marcante para a gente ver as pessoas voltando ao teatro trazendo outras – muitas vezes pessoas da família, de outras gerações. Isso é algo que me encanta no teatro, espetáculos que toquem em temas de memória coletiva e que promovam encontro de gerações. Esta volta é uma celebração à força e afetuosidade deste espetáculo. Percebemos que a peça continua muito impactante – algumas cenas referentes à época da ditadura continuam completamente atuais. São reflexões políticas e sociais que a gente se faz até hoje&#8221;, comenta a diretora Joana Lebreiro.</p>



<p class="has-text-align-center">Apesar da atualidade do texto, o autor Felipe Barenco acrescentou algumas cenas que remetem à história mais recente do país. A vida de Norma é contada de 1966 a 2016. &#8220;Após 15 anos da estreia e por tudo que vivemos no país, politicamente falando de lá para cá, o espetáculo ganhou uma atualidade absurda. Tive a oportunidade de rever o texto com mais maturidade e acredito que o espetáculo retorna ainda mais forte e com toda a afetuosidade que conquistou o público. Todos os conflitos são apresentados pelo filtro familiar. Em tempos de tanto ódio, é uma peça que fala de amor&#8221;, acrescenta Felipe.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Serviço:</strong> <strong>Temporada: </strong>de 20 de janeiro a 25 de fevereiro de 2025 / <strong>Teatro Firjan SESI CENTRO: </strong>Avenida Graça Aranha, 1  / <strong>Dias e horários:</strong> segunda e terça, às 19h / <strong>Classificação:</strong> 12 anos / <strong>Venda de ingressos: </strong>Sympla (<a href="https://bileto.sympla.com.br/event/101291/d/292428" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://bileto.sympla.com.br/event/101291/d/292428</a>) e na bilheteria do teatro. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 12h às 19h. Sábados, domingos e feriados, 2h antes do evento.</p>
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