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	<title>Arquivos Museu Histórico da Cidade - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos Museu Histórico da Cidade - Rota Cult</title>
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		<title>Museu Histórico da Cidade recebe exposições de Anna Bella Geiger e Raquel Saliba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 12:19:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Unidas pela potência da arte e por laços de amizade, Anna Bella Geiger e Raquel Saliba ocupam duas salas do Museu Histórico da Cidade a partir de 1º de março, sob curadoria de Shannon Botelho. No segundo pavimento do casarão, a exposição conjunta “Avesso” propõe um campo de diálogo entre as obras de Geiger e [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Unidas pela potência da arte e por laços de amizade, Anna Bella Geiger e Raquel Saliba ocupam duas salas do Museu Histórico da Cidade a partir de 1º de março, sob curadoria de Shannon Botelho. No segundo pavimento do casarão, a exposição conjunta “Avesso” propõe um campo de diálogo entre as obras de Geiger e as esculturas de Saliba, revelando camadas, contrastes e afinidades. No primeiro pavimento (térreo), Raquel apresenta a individual “Bashar: nós humanos” reunindo esculturas recentes em diferentes técnicas na cerâmica e instalações que ampliam sua investigação material e espacial.</p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, a data não poderia ser mais oportuna: além de marcar o aniversário da fundação da cidade do Rio de Janeiro, 1º de março insere as exposições em um mês mundialmente reconhecido como o Mês da Mulher. As mostras seguem abertas ao público até [data de encerramento], com entrada gratuita.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>“Bashar: nós humanos”</strong> &#8211; No presente, marcado pela crença em uma subjetividade autossuficiente e pelo enfraquecimento das lógicas comunitárias, a obra de Raquel Saliba sinaliza um gesto de atenção ao que ainda nos constitui. Suas figuras não celebram o indivíduo isolado, mas evocam a condição compartilhada do existir. Bashar — que significa humanidade — nomeia este encontro de corpos que, feitos de barro, carregam a memória do tempo, das diferenças e da vida em comum. Entre nascimento e desgaste, permanência e transformação, as obras aqui expostas nos lembram que a humanidade é constituída, antes de tudo, pelas relações que estabelece e pelos vestígios sensíveis que lega à eternidade.</p>



<p class="has-text-align-center">Cerâmica e bronze se transformam em instigantes peças escultóricas nas mãos de Raquel Saliba. Nascida em Itaúna, Minas Gerais, formada em Psicologia, a artista dedica-se exclusivamente à arte há 15 anos, movida por um fascínio singular por técnicas ancestrais e processos primordiais. Entre elas estão a queima Anagama — queima japonesa — e a Obvara, método de queima cerâmica originado no Leste Europeu no século XII, que consiste em retirar a peça incandescente do forno. Raquel também experimenta o uso de gás em fornos híbridos combinados com lenha. Em uma de suas séries mais recentes, deixou que a ação do mar oxidasse algumas peças, resultando em superfícies que alternam entre o&nbsp;<em>reluzente e o rústico.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>“Avesso”</strong> &#8211; Os trabalhos de Anna Bella Geiger apresentados em ‘Avesso’ foram realizados a partir dos anos 1960. Neles, a artista desloca a imagem de um campo compositivo para um campo orgânico, fazendo da superfície uma espécie de pele tensionada, onde cortes, cavidades e dobras insinuam um interior que insiste em emergir. Mais do que um gesto expressionista, trata-se de uma investigação estrutural da imagem: Geiger expõe o avesso, desestabiliza o plano e transforma a matéria em linguagem crítica. Ao afirmar uma poética centrada no corpo em um sistema historicamente regulado por narrativas masculinas de autonomia e universalidade, a artista tensiona os limites da imagem e inscreve, de modo não panfletário, uma presença feminina que reivindica espaço na redefinição da arte e de seus discursos. </p>



<p class="has-text-align-center">Por sua vez, Raquel Saliba apresenta um conjunto de corpos femininos que discutem a condição da mulher não apenas no contexto das violências físicas, mas também nas formas de negação da individualidade e da plenitude do ser produzidas por uma lógica patriarcal e por agressões simbólicas naturalizadas. Corpos acéfalos, reduzidos a troncos, instauram um discurso contundente sobre a experiência feminina no contemporâneo: a supressão da identidade como mecanismo de controle. Uma obra de caráter instalativo sintetiza a narrativa: cabides sustentam troncos femininos como se fossem mercadorias expostas, evocando a objetificação do corpo da mulher — transformado em produto, disponível ao consumo. Contudo, nesses corpos aparentemente destituídos de identidade reside uma força latente: se denunciam a redução e as violências, também afirmam autonomia, beleza e potência expressiva”, diz Sannon Botelho.</p>



<p class="has-text-align-center">De Anna Bella Geiger foram selecionadas gravuras em metal, telas em guache e nanquim sobre papel, obras em técnica mista, objetos escultóricos. O recorte é mapeado a partir da produção dos anos 1960 e chega a trabalhos mais recentes, explorando volume, textura e espaço.&nbsp;<strong></strong></p>



<p class="has-text-align-center">Já Raquel Saiba expõe delicados torsos femininos em cerâmica, submetidos a diferentes técnicas de queima ou moldados com tecidos ou transformados pela ação do mar depois de algum períodos de submersão. Alguns estarão suspensos em um conjunto de instalações que flutuam no ambiente, presos por fios de metal a armações de ferro; outros, “protegidos” por redomas de vidro ou agrupados, ostentando medidas diversas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><em>“Para mim, como mulher, o feminino é forte. Está e estará sempre presente no meu trabalho. Como escultora, gostaria de abrir mais portas para outras mulheres, especialmente aquelas que vivem sob opressão, preconceito e diferentes formas de violência. A intimidação das mulheres ainda é muito grande, sobretudo entre as que lutam por independência e liberdade”,</em>&nbsp;define Raquel Saliba.</p>



<p class="has-text-align-center">Serviço</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>“Avesso” – exposição de Anna Bella Geiger e Raquel Saliba (2º pavimento)</strong></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>“Bashar: nós humanos” – individual de Raquel Saliba (1º pavimento)</strong> </p>



<p class="has-text-align-center">Visitação: de 3 de março a 3 de maio de 2026</p>



<p class="has-text-align-center">Local: Museu Histórico da Cidade Endereço: Est. Santa Marinha, s/nº &#8211; Gávea </p>
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		<title>Exposição inspirada em poema de Paulo Leminski reúne trabalhos de 34 artistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exposições]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Inspirada em poema de Paulo Leminski, Espaçotempo reúne 32 artistas em uma exposição coletiva que investiga a noção de tempo a partir de diferentes práticas e materialidades. Nomes como Ana Herter, Anna Bella Geiger, Esther Bonder, Liane Roditi, Panmela Castro, Raul Mourão e Yoko Nishio apresentam trabalhos em pintura, desenho, escultura, fotografia, gravura, vídeo, objeto, [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Inspirada em poema de Paulo Leminski, Espaçotempo reúne 32 artistas em uma exposição coletiva que investiga a noção de tempo a partir de diferentes práticas e materialidades. Nomes como Ana Herter, Anna Bella Geiger, Esther Bonder, Liane Roditi, Panmela Castro, Raul Mourão e Yoko Nishio apresentam trabalhos em pintura, desenho, escultura, fotografia, gravura, vídeo, objeto, bordado, serigrafia, tear e ações interativas constroem um campo plural de pesquisas. As obras articulam gestos, processos e camadas de permanência e transformação.</p>



<p class="has-text-align-center">Propondo uma reflexão sobre as múltiplas percepções do tempo a partir de experiências subjetivas, memórias e atravessamentos íntimos, a exposição coletiva &#8220;<em>Espaçotempo</em>&#8221; abre no Museu Histórico da Cidade do Rio, com curadoria de Isabel Sanson Portella, a mostra reúne 32 artistas contemporâneos.</p>



<p class="has-text-align-center">Inspirada no poema <em>O mínimo do máximo</em>, de Paulo Leminski (1944–1989), a exposição articula questões que transitam entre o individual e o coletivo, entre o real e o imaginado, deslocando a ideia de tempo de uma leitura linear e cronológica. Poeta que atravessou a literatura brasileira com humor, síntese e pensamento afiado, Leminski aparece aqui como um disparador sensível: seu poema abre um campo de ressonâncias entre palavra e imagem, em diálogo com as artes visuais.</p>



<p class="has-text-align-center">“Espaçotempo nasce do desejo de pensar o tempo para além da cronologia. Interessa menos a sequência e mais a experiência, aquilo que permanece, retorna ou se transforma na relação entre memória, corpo e imaginação”, afirma a curadora Isabel Sanson Portella.</p>



<p class="has-text-align-center">As obras apresentadas percorrem uma ampla variedade de suportes e linguagens, como pintura, desenho, escultura, vídeo, ação interativa, tear, serigrafia, fotografia, gravura, bordado e objeto, evidenciando a diversidade de pesquisas e procedimentos que atravessam a exposição. Participam da mostra Ana Carolina Videira, Ana Herter, Ana Zveibil, Anna Bella Geiger, Antonio Bokel, Aruane Garzedin, Ashley Hamilton, Breno Bulus, Cláudia Lyrio, Esther Bonder, Fernanda Sattamini, Flavia Fabbriziani, Giba Gomes, Gláucia Crispino, Heloísa Madragoa, Jaime Acioli, Liane Roditi, Manoel Novello, Manu Gomez, Maristela Ribeiro, Marlene Stamm, Michelle Rosset, Mônica Pougy, Nathan Braga, Panmela Castro, Patrizia D&#8217;Angello, Pedro Carneiro, Raul Mourão, Renata Adler, Stella Mariz, Vicente de Melo e Aldonis Nino, Virgínia Di Lauro e Yoko Nishio, artistas oriundos de estados como Bahia, Amapá, São Paulo e Rio de Janeiro, além dos Estados Unidos.</p>



<p class="has-text-align-center">“A exposição se constrói na diversidade de olhares e na compreensão de que cada experiência do tempo é única, atravessada por histórias pessoais, afetos e modos singulares de estar no mundo”, completa Isabel.</p>



<p class="has-text-align-center">Ao reunir poéticas tão distintas, &#8220;Espaçotempo&#8221; propõe um campo de experiências no qual o tempo se apresenta como matéria viva — algo que se dobra, se acumula e se reinventa no encontro entre obra, espaço e público.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>SERVIÇO</strong>  1º de março  até 3 de maio de 2026 / <strong>Visitação:</strong> terça-feira a domingo, das 9h às 16h<br><strong>Local:</strong> Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro <strong>Endereço:</strong> Est. Santa Marinha, s/nº &#8211; Gávea, <strong>Espaço expositivo:</strong> 3º andar do Casarão de Exposições<br> </p>
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		<title>&#8220;Rio de Corpo e Alma&#8221; chega no Museu Histórico da Cidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2025 12:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Exposições]]></category>
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<p class="has-text-align-center">A exposição &#8220;Rio de Corpo e Alma&#8221; chega no Museu Histórico da Cidade, na Gávea, em meio às comemorações dos 460 anos da cidade. Produzida por Isabel Tinoco e Fabiana Gabriel, sob a curadoria de Isabel Portella (Museu da República), a exposição reúne um time de dez artistas com o intuito de conectar o passado e o presente da cidade, através de um olhar plural e atualizado sobre ela. Para isso, cada um foi convidado a criar uma obra inspirada a partir de um seleto acervo da reserva técnica do museu (que não está exposto). O resultado foram esculturas, fotografias, pinturas, instalações e performances, que trazem uma reflexão coletiva sobre a história da cidade, sua configuração de metrópole contemporânea e as transformações pelas quais vem passando ao longo desses anos. </p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, essa é a primeira vez que o Museu abriga uma exposição contemporânea que dialoga com seu acervo composto por cerca de 24.000 bens culturais, entre mobiliários, esculturas, pinturas, joalherias, gravuras, fotografias, porcelanas, mapas e projetos paisagísticos e arquitetônicos, entre outros, que conservam um importante registro do desenvolvimento urbanístico, político e social do Rio de Janeiro. </p>



<p class="has-text-align-center">Em &#8220;Rio de Corpo e Alma&#8221;, vale destacar o da artista Julie Brasil, da Guatemala. Moradora do Rio desde a infância (chegou com a família fugindo da guerra em seu país), a artista escolheu fotos antigas de sete paisagens emblemáticas da cidade e criou desenhos em pb sob a fotografia desses mesmos locais nos dias de hoje. Para isso, Julie fotografou todos os locais tentando seguir o mesmo ponto/ângulo de visão dos fotógrafos das fotos originais. O que todas têm em comum é a presença de alguma montanha, uma marca da paisagem carioca. &#8220;Escolhi fotos que traziam na paisagem alguma montanha ou morro porque pensei que seriam pontos de referência que com certeza estariam no mesmo lugar, mesmo depois de tantos anos. Para minha surpresa, descobri um morro de Copacabana que não está mais lá. Ele dividia a praia ao meio e estava localizado onde é hoje a piscina do Copacabana Palace&#8221;, revela. </p>



<p class="has-text-align-center">Outro trabalho curioso é do sergipano Ze Garcia. O artista escolheu fotos do acervo que mostram o Corcovado antes da construção do Cristo e criou uma escultura em madeira que ressignifica o monumento, fazendo uma crítica social aos problemas da cidade. &#8220;A cabeça do Cristo vai ser uma casa de marimbondo e vai estar de cabeça pra baixo&#8221;, explica. Junto, além das fotos do acervo, o artista selecionou fragmentos da estátua que restaram de sua construção.</p>



<p class="has-text-align-center">A artista, ativista e drag queen, Rafa Bqueer escolheu como referência um figurino antigo de bate-bolas com estampa de onça e está criando uma instalação têxtil com resíduos de fantasias de carnaval e de figurinos usados em suas performances com referências amazônicas. Nascida no Pará, desde sempre, a artista foi envolvida com o carnaval local. Moradora do Rio há 10 anos, formada pelas Belas Artes, já desenvolveu trabalho para diversas escolas de samba do Rio e atualmente está na equipe de pesquisa do enredo da Grande Rio que irá homenagear sua terra natal.</p>



<p class="has-text-align-center">Em &#8220;Rio de Corpo e Alma&#8221;, a carioca Andrea Hygino vai apresentar pinturas em louças que fazem uma crítica à fome e à miséria em contraponto a peças do museu usadas em banquetes da elite carioca. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong><u>SERVIÇO:</u></strong> Visitação: 19 de janeiro a 09 de março de 2025 / Local: Museu Histórico da Cidade (Casarão de exposições temporárias) / Endereço: Parque da Cidade &#8211; Estrada St Marinha s/n, Gávea.  </p>
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