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	<title>Arquivos &quot;O Céu da Língua&quot; - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos &quot;O Céu da Língua&quot; - Rota Cult</title>
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		<title>&#8216;O Céu Da Língua&#8217; é uma micareta gramatical</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 17:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA["O Céu da Língua"]]></category>
		<category><![CDATA[Gregorio Duvivier]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vicentina de Paula &#8220;Dalva de&#8221; Oliveira (1917-1972) cantava, ali pelo idos dos anos 1950, que &#8220;um pequenino grão de areia/ que era um pobre sonhador/ olhando o céu viu uma estrela/ e imaginou coisas de amor&#8221;. Não sei se contaram essa pro Gregório&#8230; o Duvivier&#8230; zé-pereira cujo bombo ressoa na TV, na Porta dos Fundos [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Vicentina de Paula &#8220;Dalva de&#8221; Oliveira (1917-1972) cantava, ali pelo idos dos anos 1950, que &#8220;um pequenino grão de areia/ que era um pobre sonhador/ olhando o céu viu uma estrela/ e imaginou coisas de amor&#8221;. Não sei se contaram essa pro Gregório&#8230; o Duvivier&#8230; zé-pereira cujo bombo ressoa na TV, na Porta dos Fundos do YouTube, na prosa, no verso, na telona, no palco.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Sei que passaram anos, muitos anos&#8230; A estrela ficou no céu e o grão, no mar; e dizem que nunca o pobrezinho pode com ela encontrar. Esse saçarico entre um pinguinho de chão e um corpo celeste de ninfa, rendeu um hino ao querer daqueles que só o português bem falado (e bem cantado) produz.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1000" height="650" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/O-Ceu-Da-Lingua.webp" alt="'O Céu Da Língua'" class="wp-image-191814" style="width:508px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/O-Ceu-Da-Lingua.webp 1000w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/O-Ceu-Da-Lingua-300x195.webp 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/O-Ceu-Da-Lingua-768x499.webp 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/O-Ceu-Da-Lingua-646x420.webp 646w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/O-Ceu-Da-Lingua-150x98.webp 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/O-Ceu-Da-Lingua-696x452.webp 696w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Essa usina de hinários é o tema da peça que Gregório esculpiu, a partir de andanças pela terrinha, Portugal, em 2024. Lá, onde a letra&nbsp;<em>éle</em>&nbsp;é melíflua e o falar é circunflexo, nasceu um sucesso cênico tamanho GG. Gregório puxa e estica a tapeçaria da linguagem. Ela solta e enrola &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Se houve ou se não houve, alguma coisa entre a tal estrela e o pequenino grão de areia, em cujo peito bate um coração que usa óculos, ninguém soube até hoje explicar. A verdade é que o idioma que pariu Dalva, caetaneou em Santo Amaro (BA) e, todo veloso, ouviu o &#8220;Leãozinho&#8221; dar a um compositor baiano status de ícone da poesia de nosso falar.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Daí Gregório citar (e cantar) Caetano no frigir de &#8220;O Céu da Língua&#8221;. Além de reler &#8220;Livros&#8221;, do menestrel da Tropicália, frisando o verso &#8220;tropeçavas nos astros desastrada&#8221;, Gregório, em seu&nbsp;<em>devir&nbsp;</em>centauro (meio ator, meio dramaturgo) disseca o &#8220;Trem das Onze&#8221; na Jaçanã de Adoniran Barbosa (1910-1982). Cada desculpa de amor expressa no hit dos Originais do Samba vira pó.</p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, &#8220;pó&#8221; poeira vira na boca do comediante, que abre seu monólogo a perguntar para o que serve um poeta na pólis. Dissecando o que chama de &#8220;léxico da inhaca&#8221;, num vernáculo que põe certas expressões para fuzilamento, ele celebra o enterro tardio do trema, matraqueando termos que ficaram órfãos do sinal, como &#8220;pinguim&#8221; e &#8220;linguiça&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Com direção crocante (assinada pela atriz Luciana Paes, parceira de Gregório nos improvisos do espetáculo &#8220;Portátil&#8221;), &#8220;O Céu da Língua&#8221; não apenas arrola o lado mais danado de certos verbetes como lança seu sonar cômico em prol da reinserção social de verbetes escanteados. Além disso, até os signos de ação das carreatas bolsonaristas passam por seu crivo, a pedradas. </p>



<p class="has-text-align-center">Na virada do século, à luz do sistema heliocêntrico, o Jornalismo decretou, por exemplo, que &#8220;sétima arte&#8221; teria o prazo de validade cassado (e não caçado) por ser brega demais. Quanta metáfora se perdeu nesse melê. Aliás, o que existe de expressão a cabriolar pelo dicionário não tá no g&#8230; quadrinho &#8211; pois &#8220;gibi&#8221; foi alvo de cancelamento. Cabe a Gregório reanimar muitas</p>



<p class="has-text-align-center">Destrezas não lhe faltam, a quicar num palco cenografado num compasso apolíneo por Dina Salem Levy qual fosse o coelho Ricochete. Desquita o &#8220;ledo&#8221; do &#8220;engado&#8221; e isola &#8220;rio&#8221; do &#8220;caudaloso&#8221;, na percepção de que, no exercício de friccionar a&nbsp;<em>parole&nbsp;</em>na&nbsp;<em>langue</em>, ninguém é de ninguém. Frasear é deixar sujeitos e predicados na mira dos gaviões da prosódia. &nbsp;<br><br>Para monologar essa reflexão, Gregório abriu mão da estrutura convencional de &#8220;bloco do eu sozinho&#8221; padrão em tal modalidade teatral. Calçou-se do instrumentista Pedro Aune, a criar ambientação musical hipnótica com o seu contrabaixo. Trouxe a irmã, a designer Theodora Duvivier, para manipula as projeções exibidas ao fundo da cena qual fosse bolhas de sabão a espocar alumbramentos.</p>



<p class="has-text-align-center">O que poderia ser um recital de versos vira uma micareta gramatical com espirito zombeteiro digno de Pegadinha do Faustão e graça de Videocassetada. &#8216;O Céu Da Língua&#8217; é, certamente, democracia do verbo. Faça-se o aplauso para um artesão da inteligência. Gregório é lé, é cré, é dó, é ré e faz mi. Iaiá e ioiô. </p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2025/07/o-ceu-da-lingua-em-curta-temporada-no-teatro-casa-grande/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>
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		<title>&#8220;O Céu da Língua&#8221;, com Gregorio , no Teatro Riachuelo Rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2025 15:48:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adulto]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA["O Céu da Língua"]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem tem medo de poesia? Gregório Duvivier não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo &#8220;O Céu da Língua&#8221;, uma comédia poética, o artista usa o seu discurso sedutor para [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Quem tem medo de poesia? Gregório Duvivier não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo <strong>&#8220;O Céu da Língua&#8221;</strong>, uma comédia poética, o artista usa o seu discurso sedutor para convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e o assunto é prazeroso e divertido.  </p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Uma ode à língua portuguesa e ao poder da palavra&#8221;, disse a crítica Suzana Verde, no jornal O Observador. &#8220;É comédia da boa, apesar de por vezes ser difícil rir, estando tão assoberbados com tudo o que acontece em palco&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">No aniversário de 500 anos de Luis de Camões, foi a peça de um brasileiro que roubou a cena em Portugal. Gregorio Duvivier, que não estreava uma peça nova há cinco anos, fez essa peça para homenagear sua língua-mãe. Encontrou, ao fazer a peça, uma legião de pessoas que compartilham dessa paixão. &#8220;Gregorio Duvivier é um artista completo, no sentido mais renascentista do termo&#8221;, disse Miguel Esteves Cardoso, o maior cronista de Portugal, no jornal O Público.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota&#8221;, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC do Rio de Janeiro e publicou três livros sobre o gênero literário. &#8220;Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura&#8221;. &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A direção é da atriz Luciana Paes, parceira de Gregório no espetáculo de improvisação Portátil &#8211; e nos vídeos do canal Porta dos Fundos. Se no seu solo anterior, Sísifo (2019), escrito junto com Vinicius Calderoni, Gregório subia uma grande rampa dezenas de vezes, agora, o que se tem é uma encenação desprovida de qualquer cenário.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">No palco, totalmente limpo, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer Theodora Duvivier, irmã do comediante, manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua devoção pelas palavras. &#8220;Acredito que o Gregório tem ideias para jogar no mundo e, com essa crença, a coisa me move independentemente de qualquer rótulo&#8221;, diz Luciana, uma das fundadoras da celebrada Cia. Hiato, que estreia na função de diretora teatral. &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O Céu da Língua&#8221; não é um recital. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia de Gregório não deixa de ser poética. &#8220;O stand-up comedy aqui é uma pegadinha pra falar de literatura&#8221;, como ela bem define. &#8220;A peça fica na esquina do poema com a piada&#8221;, arremata o ator.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O Gregório comediante está no palco ao lado do Gregório intelectual com seu fluxo de pensamento ininterrupto e por isso a plateia embarca na proposta&#8221;, explica a diretora,</p>



<p class="has-text-align-center">que compartilha com o ator a paixão pelo nome das coisas. &#8220;Graças aos seus recursos de ator, Gregorio pega o público distraído. Ninguém resiste quando é surpreendido por alguém apaixonado.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Gregório, desde a infância, carrega uma obsessão pela palavra, pela comunicação verbal, pela língua portuguesa. Assim o protagonista brinca com códigos, como aqueles que, em sua maioria, só são decifrados por pais e filhos ou casais enamorados.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">As reformas ortográficas que tiram letras de circulação e derrubam acentos capazes de alterar o sentido das palavras inspiram o artista em tiradas bem-humoradas. O mesmo acontece quando ele comenta a ressurreição de palavras esquecidas, como &#8220;irado&#8221;, &#8220;sinistro&#8221; e &#8220;brutal&#8221;, que voltaram ressignificadas ao vocabulário dos jovens. E aquelas que só de ouvi-las geram sensações estranhas, a exemplo de afta, íngua, seborreia, ou outras, inventadas, repetidas à exaustão, como &#8220;atravessamento&#8221;, &#8220;disruptivo&#8221; ou &#8220;briefings&#8221;? Até destas Gregório extrai humor.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Para o artista, a língua é algo que nos une, nos move, mas raramente damos atenção a ela. É só pensar nas metáforas usadas no cotidiano – &#8220;batata da perna&#8221;, &#8220;céu da boca&#8221;, &#8220;pisando em ovos&#8221;. Nesta hora, usamos a poesia e nem percebemos. Para provar que a poesia é popular, Gregório chama atenção para os grandes letristas da música brasileira, como Orestes Barbosa e Caetano Veloso, citados em &#8220;O Céu da Língua&#8221; através das canções &#8220;Chão de Estrelas&#8221; (1937) e &#8220;Livros&#8221; (1997). A massa ainda há de comer o biscoito fino que fabrico&#8221;, disse Oswald de Andrade. Infelizmente a literatura no Brasil nunca encheu estádios. Mas a palavra cantada, essa sim, ganhou multidões. &#8220;Foi a nossa música popular quem conseguiu realizar o sonho oswaldiano de levar poesia para as massas&#8221;, festeja o ator.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Nesta cumplicidade com a plateia, Gregório mostra gradativamente que a poesia não tem nada de hermética e que a nossa língua não deve nada a nenhuma outra. Muito pelo contrário. Temos um manancial de poesia desperdiçada em cada conversa jogada fora. &#8220;Minha pátria é a língua portuguesa&#8221;, diz Fernando Pessoa. Caetano continua: &#8220;e eu não tenho pátria, eu tenho mátria e quero frátria&#8221;. Gregorio constroi o espetáculo em torno dessa fraternidade, e nos lembra que, apesar de todas as nossas diferenças, temos uma língua em comum que nos irmana. E também pode nos fazer gargalhar.&nbsp;</p>



<p><strong>Serviço:</strong> <strong>Data e horário:</strong> 20 a 23 de março / Sexta e sábado às 20h e domingo às 18h<a href="https://ingressocom.showare.com.br/Performance/PromotionsSlim.aspx?PerformanceId=68421&amp;trk_eventId=326&amp;sw_sc=interiachuelo" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Ingressos em https://ingressocom.showare.com.br</a> </p>
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		<title> &#8220;O Céu da Língua&#8221;, monólogo de Gregório Duvivier, em temporada no Teatro Carlos Gomes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adulto]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA["O Céu da Língua"]]></category>
		<category><![CDATA[Gregorio Duvivier]]></category>
		<category><![CDATA[Luciana Paes.]]></category>
		<category><![CDATA[monólogo]]></category>
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		<category><![CDATA[Teatro Carlos Gomes]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Quem tem medo de poesia?&nbsp;Gregório Duvivier&nbsp;não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo&nbsp;&#8220;O Céu da Língua&#8221;, uma comédia poética, o artista usa o seu discurso sedutor pra convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e o assunto é prazeroso e divertido. Após estrear em Portugal com grande sucesso em novembro, o espetáculo chega ao Brasil para uma temporada no Teatro Carlos Gomes.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img decoding="async" width="682" height="1024" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/O-CEU-DA-LINGUA-682x1024.jpeg" alt="&quot;O Céu da Língua" class="wp-image-185407" style="width:342px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/O-CEU-DA-LINGUA-682x1024.jpeg 682w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/O-CEU-DA-LINGUA-200x300.jpeg 200w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/O-CEU-DA-LINGUA-768x1153.jpeg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/O-CEU-DA-LINGUA-1023x1536.jpeg 1023w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/O-CEU-DA-LINGUA-280x420.jpeg 280w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/O-CEU-DA-LINGUA-150x225.jpeg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/O-CEU-DA-LINGUA-300x450.jpeg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/O-CEU-DA-LINGUA-696x1045.jpeg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/O-CEU-DA-LINGUA.jpeg 1066w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">No aniversário de 500 anos de Luis de Camões, foi a peça de um brasileiro que roubou a cena em Portugal. Gregorio Duvivier, que não estreava uma peça nova há cinco anos, fez essa peça pra homenagear sua língua-mãe. Encontrou, ao fazer a peça, uma legião de pessoas que compartilham dessa paixão. &#8220;Gregorio Duvivier é um artista completo, no sentido mais renascentista do termo&#8221;, disse Miguel Esteves Cardoso, o maior cronista de Portugal, no jornal O Público.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota&#8221;, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC do Rio de Janeiro e publicou três livros sobre o gênero literário. &#8220;Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, pra isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A direção é da atriz&nbsp;Luciana Paes,&nbsp;parceira de Gregório no espetáculo de improvisação&nbsp;&#8220;Portátil&#8221;.<em>&nbsp;</em>Se no seu solo anterior,&nbsp;&#8220;<em>Sísifo</em>&#8221;&nbsp;(2019), escrito junto com Vinicius Calderoni, Gregório subia uma grande rampa dezenas de vezes, agora, o que se tem é uma encenação desprovida de qualquer cenário.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">No palco, totalmente limpo, o instrumentista&nbsp;Pedro Aune&nbsp;cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer&nbsp;Theodora Duvivier,&nbsp;irmã do comediante, manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua devoção pelas palavras. &#8220;Acredito que o Gregório tem ideias para jogar no mundo e, com essa crença, a coisa me move independentemente de qualquer rótulo&#8221;, diz Luciana, uma das fundadoras da celebrada Cia. Hiato, que estreia na função de diretora teatral.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O Céu da Língua&#8221; não é um recital. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia de Gregório não deixa de ser poética. &#8220;O stand-up comedy aqui é uma pegadinha pra falar de literatura&#8221;, como ela bem define. &#8220;A peça fica na esquina do poema com a piada&#8221;, arremata o ator.</p>



<p class="has-text-align-center">Serviço: de 6 a 24 de fevereiro de 2025./ Local: Teatro Carlos Gomes / <a href="https://riocultura.eleventickets.com/#!/apresentacao/b1c833140ef993142e33fdd445221bea4d8fae55">Ingressos em RioCultura</a></p>
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