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	<title>Arquivos O Dia que te Conheci - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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		<title>O Dia que te Conheci traz a vivacidade de um encontro casual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2024 14:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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<p class="has-text-align-center">A verdade é que o cinema brasileiro contemporâneo tem poucos autores como André Novais Oliveira. Não apenas pelo que é, mas também pelo que seu cinema representa e pela maneira como sua obra evolui, de &#8216;Fantasmas&#8217; (seu primeiro curta-metragem) pra cá, exatamente apontando a estreia de &#8216;O Dia que te Conheci&#8217;, seu novíssimo longa. Ao lado dos companheiro da Filmes de Plástico, a produtora mineira que realiza filmes indescritíveis do ponto de vista do campo buscado, Oliveira seduz ao mostrar um Brasil onde a profundidade está ao nosso alcance. Em mais de um sentido, sua obra busca mergulhar em uma aparente simplicidade para comunicar dores e delícias lidas como frugais, e também mostra com clareza que a alma do país não está conectada aos rincões, apenas. Ele dilui esse conceito até meio batido de &#8216;Brasil profundo&#8217;, um termo tradicionalmente utilizado para apontar um interior léguas longe das imensas metrópoles, mostrando a realidade intangível das grandes periferias, um lugar assolado de outras camadas que não se veem nos noticiários na complexidade que é capaz.</p>



<p class="has-text-align-center">Dito isso, é quase assustador que Oliveira esteja tão pleno de possibilidades ao lançar&#8230; uma comédia romântica. Talvez a partir daqui, o que nunca foi atribuído ao gênero (por puro preconceito) consiga reverberar por outras significações. Assim como qualquer produção, o gênero onde a narrativa está inserida não a define qualitativamente. &#8216;O Dia que te Conheci&#8217;, que provavelmente terá defensores que farão uma espécie de desqualificação de suas origens cinematográficas, orgulha com sua destreza de arquitetura, um espaço que construiu não apenas sucessos, como autores que o iluminaram, tais como Howard Hawks, Billy Wilder, Nancy Meyers, Mike Nichols, Richard Curtis e tantos outros. Assimilados tais nomes, que trouxeram base a estrutura, e absorvendo o que já conhecemos do diretor de &#8216;Temporada&#8217;, a argamassa aqui é de outra envergadura, mesmo em sua espinha dorsal.</p>



<p class="has-text-align-center">Oliveira cresceu amparado por essa obra, mas a toma pra si quando rascunha sua própria versão, assim como deve ser. Dessa forma, Penny Marshall passa de inspiração para totem estratégico, a quem observamos para capturar outras essências. E o cheiro aqui é o da pressão urbana do nosso tempo, do desamparo emocional que se transforma em gatilho psicológico, daqueles que só uma (ou duas, três&#8230; incontáveis&#8230;) cartela de cápsulas consegue dar conta. Não apenas o mundo de &#8216;O Dia que te Conheci&#8217; não apenas é povoado de uma realidade muito palpável, como carrega códigos que o audiovisual geralmente atribui a classe média/alta, para mostrar um acesso ao descontrole emocional que indivíduos periféricos também são dignos de sentir. O autor reivindica ao assalariado o direito de sofrer não apenas pelo ônibus lotado que demora a vir, mas essencialmente pelo dano emocional diário que é causado pelo capitalismo, o Mestre de todos os Problemas.</p>



<p class="has-text-align-center">Observamos, ao criar uma aparência de leveza a um cotidiano que é costumeiramente tratado de uma maneira séria (ou dura, ou densa), que Oliveira não despolitiza sua obra, pelo contrário. Talvez &#8216;O Dia que te Conheci&#8217;, por trás da cortina descontraída que o circunda, seja o mais político filme de uma obra que por si só é carregada de significado e representatividade. Aqui, seu autor &#8211; que está sendo merecidamente celebrado há um ano, incluindo uma homenagem na última Mostra Tiradentes onde não houve quem não terminasse em lágrimas &#8211; começa uma ascensão que não o isola de seu lugar singelo, mas também ambiciona a força que Leon Hirzsman legou a obra que construiu. O tal do &#8216;cinema de afeto&#8217;, quem diria, é capaz de dialogar sobre crise econômica e social, sobre a solidão das grandes cidades, sobre a perda da conexão individual que a tal da modernidade nos lega todos os dias, sobre a pressão que o entorno social provoca nos ratinhos de laboratório (ou seja, nós) que só querem não sair dos trilhos diários. Não é pouco e nem é comedido o que está sendo dito nas sofisticadas entrelinhas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Se existe algo que não se restringe aqui é o alcance que Oliveira é capaz de proporcionar com seu olhar, indo além de uma textura que a Filmes de Plástico tem se mostrado incomodada de representar. Nenhum de seus autores é refém de um sossego provocado pelo carinho que sua origem periférica poderia provocar no espectador, e &#8216;O Dia que te Conheci&#8217; também é uma conscientização a respeito do lugar que se ocupa &#8211; para quebrar qualquer expectativa e apresentar a doce revolução de que é capaz. Percorrer os corpos que percorre, nos lugares que filma, a respeito dos propósitos que apresenta, é muito mais pulsante do que qualquer radiografia afetuosa seria capaz de provocar. Que seu autor adentre enfim o território da delicadeza com base no gênero que o constitui, para ressignificar seu cenário através de discussões a respeito de hipocondria e desemprego, é da ordem de uma ousadia que dificilmente veremos outra vez replicada.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Contudo, esse é um barco capitaneado por três comandantes. Ainda que o pilar esteja nos alicerces montados por Oliveira, seu irmão Renato Novaes e simplesmente Grace Passô povoam cada espaço emocional da obra. Renato é um ator que André, seu irmão, trouxe à baila, e que a cada novo trabalho apresenta crescimentos expressivos. Sua química com Grace, já testada em &#8216;Temporada&#8217;, aqui é amplificada, através de um novo casal que em nada se relaciona com as motivações desse. Zeca e Luísa se encontram de maneira despretensiosa, em contexto inexistente, e apenas observam o fluxo das coisas impelirem a continuação de algo que ninguém sabe o que é. Nem mesmo o espectador, que terá como resposta de &#8216;O Dia que te Conheci&#8217; o frescor de um primeiro frame, a vivacidade de um encontro casual, mas o desejo verdadeiro de ter de novo aquele papo, mais uma vez, e mais uma vez, e mais uma vez&#8230; quem sabe onde se pode chegar? </p>



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