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	<title>Arquivos Othon Bastos - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos Othon Bastos - Rota Cult</title>
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		<title>Othon Bastos retorna com seu solo ao Teatro Vannucci </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pouco depois de um ano e meio, Othon Bastos volta a pisar no palco do Teatro Vannucci, tablado que recebeu a primeira apresentação de seu solo &#8220;Não me entrego, não!&#8220;. A disputada peça, que estreou exatamente ali em 14 de junho de 2024, volta à cena dia 02 de janeiro de 2026, já tendo ultrapassado as 200 apresentações e contabilizando 90 mil espectadores nas [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Pouco depois de um ano e meio, Othon Bastos volta a pisar no palco do Teatro Vannucci, tablado que recebeu a primeira apresentação de seu solo &#8220;<em>Não me entrego, não!</em>&#8220;. A disputada peça, que estreou exatamente ali em 14 de junho de 2024, volta à cena dia 02 de janeiro de 2026, já tendo ultrapassado as 200 apresentações e contabilizando 90 mil espectadores nas apresentações que realizou em diversas cidades do Brasil.</p>



<p class="has-text-align-center">Com texto e direção de Flávio Marinho,  a peça perpassa por situações memoráveis ao longo dos 74 anos de carreira do grande ator, dentre tantos méritos do espetáculo estão as láureas recebidas, como o Prêmio Inspira Rio 2025, que o honrou com a categoria Cultura; o Prêmio Arcanjo 2025, como Vencedor Especial; o Prêmio Shell, que reconheceu Othon como <em>Melhor Ator</em> de 2024. O mesmo aconteceu no 19º Prêmio APTR de Teatro, onde o veterano levou o prêmio de <em>Melhor Ator Protagonista</em>, enquanto Flávio Marinho ganhou como <em>Melhor Autor</em> e a Gávea Filmes como <em>Melhor Produção de Teatro Não-Musical</em>. Somam-se a eles o Prêmio FITA (Festa Internacional de Teatro de Angra), que laureou Flávio Marinho na categoria <em>Melhor Autor</em> e Othon Bastos com o <em>Prêmio Oficial do Júri</em>. A dupla foi ainda homenageada na 1ª edição do Prêmio Arte e Longevidade Rio 2024 e Othon levou também o prêmio Cariocas do Ano 2024 da revista Veja Rio na categoria <em>Teatro</em>. </p>



<p class="has-text-align-center">Desde a estreia da peça, Othon tem esbanjado entusiasmo, bom humor e uma incrível disposição em cena. Trabalhando sem parar aos 92 anos, é ele o primeiro a questionar quando o intervalo entre as apresentações fica mais espaçado. Para o ator, estar em cena é uma injeção de ânimo que estimula ainda mais a vitalidade – dele e da peça, que seguirá circulando ao longo de 2026, seguindo em busca de novos palcos para contar essa história de vida e arte que vem emocionando o público por onde quer que passe. </p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;É com o maior orgulho e alegria que eu vejo o sucesso nacional da peça. Mais de um ano e meio em cartaz contando a história de vida de um ator que se confunde com a história do Brasil. Ver Othon fazendo o povo rir &#8211; e rindo de si mesmo &#8211; é um privilégio único&#8221;, observa Flávio Marinho, que vibra com o retorno da montagem. Aliás, quando ele recebeu um calhamaço de escritos que Othon deixou sob sua diligência, confiada pela amizade de décadas dos dois, nenhum deles imaginava que o solo elaborado sob minuciosa pesquisa, posteriormente escrito e dirigido por Marinho levando em conta os principais acontecimentos da existência de Othon, seria o celebrado sucesso de público e crítica que se transformou &#8220;Não me entrego, não!&#8221;.  </p>



<p class="has-text-align-center">Com a missão de converter tantas lembranças e histórias, Flávio Marinho precisou condensar os anos de vivência do veterano ator em alguns minutos de espetáculo teatral. &#8220;À primeira vista, o que temos é o próprio Othon Bastos em cena contando histórias divertidas e dramáticas da sua vida pessoal e profissional. Isto seria, digamos, o esqueleto dramático da peça. Só que este esqueleto é recheado de diversas reflexões, frutos imediatos do tema abordado por Othon. Por exemplo, depois que ele encontra o amor da vida, com quem está casado há 60 anos, o texto passa a refletir o sentimento do amor através de diversas referências e citações&#8221;, adianta o autor e diretor.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;É um momento único, mesmo: meu primeiro monólogo e sobre a minha própria vida. É uma experiência muito forte eu ter que ser o meu próprio centro em cena. Mas não trazemos nenhuma lembrança amarga, apenas as alegres e divertidas, para levar curiosidades que vivi ao longo desses anos todos ao público, que saberá o que se passa com um ator – que é uma pessoa comum. Mas, quando se recebe um dom como esse, você tem a capacidade de doar o que recebeu. Então é isso que eu quero, me doar &#8211; e que as pessoas me leiam. Quero que elas vejam quem eu sou e como sou&#8221;, finaliza Othon Bastos.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><u>SERVIÇO</u></strong>: Temporada: 02 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026 / Local: Teatro Vannucci / Ingresso:  <a href="https://bileto.sympla.com.br/event/114039/d/353405" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://bileto.sympla.com.br/event/114039/d/353405</a> /Classificação Indicativa: 12 anos</p>
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		<title>Othon Bastos apresenta seu solo &#8220;Não me entrego, não!&#8221; no Teatro João Caetano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 12:07:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adulto]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Othon Bastos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há quase 1 ano e meio em cartaz, Othon Bastos cai de vez nos braços do povo carioca e apresenta seu solo &#8220;Não me entrego, não!&#8221; nas comemorações pelos 212 anos do Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro, com realização da FUNARJ. A disputada peça, que estreou em 14 de junho de 2024 no Teatro [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Há quase 1 ano e meio em cartaz, Othon Bastos cai de vez nos braços do povo carioca e apresenta seu solo &#8220;<em>Não me entrego, não!</em>&#8221; nas comemorações pelos 212 anos do Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro, com realização da FUNARJ. </p>



<p class="has-text-align-center">A disputada peça, que estreou em 14 de junho de 2024 no Teatro Vannucci, na Gávea, com texto e direção de Flávio Marinho e produção da Gávea Filmes, vai completar 200 apresentações e contabiliza 80 mil espectadores nas apresentações que realizou em diversas cidades do Brasil, como São Paulo, Brasília, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, e Salvador, onde Othon celebrou seu aniversário de 92 anos no palco. </p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Numa das cenas, onde falo a minha idade, o público emendou cantando parabéns. Foi muito emocionante. Só desejo saúde e disposição pra seguir circulando com a peça&#8221;, vibra o incansável Othon Bastos. &#8220;É com o maior orgulho e alegria que eu vejo o sucesso nacional da peça. Mais de um ano em cartaz contando a história de vida de um ator que se confunde com a história do Brasil. Ver Othon fazendo o povo rir &#8211; e rindo de si mesmo &#8211; é um privilégio único&#8221;, observa Flávio Marinho, que vibra com o retorno da peça ao Centro do Rio, palco secular do teatro nacional.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Dentre tantos méritos neste primeiro ano de tantas apresentações, vieram igualmente múltiplas alegrias. O espetáculo recebeu láureas como o Prêmio Shell, que reconheceu Othon como <em>Melhor Ator</em> de 2024. O mesmo aconteceu no 19º Prêmio APTR de Teatro, onde o veterano levou o prêmio de <em>Melhor Ator Protagonista</em>, enquanto Flávio Marinho ganhou como <em>Melhor Autor</em> e a Gávea Filmes como <em>Melhor Produção de Teatro Não-Musical</em>. Somam-se a eles o Prêmio FITA (Festa Internacional de Teatro de Angra), que laureou Flávio Marinho na categoria <em>Melhor Autor</em> e Othon Bastos com o <em>Prêmio Oficial do Júri</em>. A dupla foi ainda homenageada na 1ª edição do Prêmio Arte e Longevidade Rio 2024 e Othon levou também o prêmio Cariocas do Ano da revista Veja Rio na categoria <em>Teatro</em>. </p>



<p class="has-text-align-center">Quando Flávio recebeu um calhamaço de escritos que Othon deixou sob sua diligência, confiada pela amizade de décadas dos dois, nenhum deles imaginava que o solo elaborado sob minuciosa pesquisa, posteriormente escrito e dirigido por Marinho levando em conta os principais acontecimentos da existência de Othon, seria o celebrado sucesso de público e crítica que se transformou &#8220;Não me entrego, não!&#8221;. Com a experiência de quem criou muitos tipos e começou histórias diversas tantas vezes ao longo da vida, o ator Othon Bastos repete o gesto com frescor e números expressivos.  </p>



<p class="has-text-align-center">Com a missão de converter tantas lembranças e histórias, Flávio Marinho precisou condensar os anos de vivência do veterano ator em alguns minutos de espetáculo teatral. &#8220;À primeira vista, o que temos é o próprio Othon Bastos em cena contando histórias divertidas e dramáticas da sua vida pessoal e profissional. Isto seria, digamos, o esqueleto dramático da peça. Só que este esqueleto é recheado de diversas reflexões, frutos imediatos do tema abordado por Othon. Por exemplo, depois que ele encontra o amor da vida, com quem está casado há 58 anos, o texto passa a refletir o sentimento do amor através de diversas referências e citações&#8221;, adianta o autor e diretor.</p>



<p class="has-text-align-center">O mesmo se dá após Othon mencionar um fato político: a peça envereda por historietas e pequenas pensatas políticas &#8211; e assim por diante. &#8220;O Flávio escreveu maravilhosamente bem. Começa nos meus 11, 12 anos e vem até hoje. Nada foi fácil para mim, muitos dos meus principais papéis eu entrei substituindo outro ator. Se alguém me perguntar como comecei minha carreira, eu digo que comecei substituindo o Walter Clark, que era meu colega de turma de teatro, e depois muitas outras coisas aconteceram. O Chico Xavier já dizia que se uma coisa é sua, ela te encontra, não é preciso se preocupar&#8221;, pondera o homenageado.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;É um momento único, mesmo: meu primeiro monólogo e sobre a minha própria vida. É uma experiência muito forte eu ter que ser o meu próprio centro em cena. Mas não trazemos nenhuma lembrança amarga, apenas as alegres e divertidas, para levar curiosidades que vivi ao longo desses anos todos ao público, que saberá o que se passa com um ator – que é uma pessoa comum. Mas, quando se recebe um dom como esse, você tem a capacidade de doar o que recebeu. Então é isso que eu quero, me doar &#8211; e que as pessoas me leiam. Quero que elas vejam quem eu sou e como sou&#8221;, finaliza Othon Bastos.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><u>SERVIÇO</u></strong>: Temporada: 07 a 16 de novembro de 2025 / Horário: Sexta-feira, às 19h; Sábado, às 18h; Domingo, às 17h / Ingressos:   <a href="https://funarj.eleventickets.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://funarj.eleventickets.com</a> / Local: Teatro João Caetano Endereço: Praça Tiradentes, s/nº &#8211; Centro / Classificação Indicativa: 12 anos</p>
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		<title>Flávio Marinho lança livro com o texto da peça sobre a trajetória de Othon Bastos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2025 12:34:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Marinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Não me entrego, não!&#8220;, livro com o texto da peça de Flávio Marinho, é lançado pela editora Cobogó. Livro celebra a trajetória do ator Othon Bastos. Aos 91 anos de vida e com mais de 70 anos de carreira, Othon Bastos é um&#160;dos maiores atores brasileiros. Atuou em grandes clássicos do teatro, do cinema e [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">&#8220;<em>Não me entrego, não!</em>&#8220;, livro com o texto da peça de Flávio Marinho, é lançado pela editora Cobogó. Livro celebra a trajetória do ator Othon Bastos.  </p>



<p class="has-text-align-center">Aos 91 anos de vida e com mais de 70 anos de carreira, Othon Bastos é um&nbsp;dos maiores atores brasileiros. Atuou em grandes clássicos do teatro, do cinema e da televisão, marcando gerações de espectadores e tornando-se uma referência na cultura do país.<em>&nbsp;</em>Em&nbsp;<em>Não me entrego, não!</em>,&nbsp;através de seus relatos, somos transportados para os bastidores de produções como&nbsp;<em>Deus e o Diabo na Terra do Sol</em>, filme de Glauber Rocha, e&nbsp;<em>Um grito parado no ar</em>, peça de Gianfrancesco Guarnieri. Em cena, também está uma Memória corporificada, que dialoga com o artista e completa lacunas. Com uma ampla gama de referências, o texto propõe reflexões sobre a sua rica trajetória, abordando aspectos do trabalho, amor, teatro, cinema e política.</p>



<p class="has-text-align-center"><em>Não me entrego, não!</em>&nbsp;é uma jornada divertida e emocionante por alguns dos momentos mais importantes das artes brasileiras, através de um de seus protagonistas. Com a peça, Othon Bastos foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator. O espetáculo também concorre ao prêmio APTR em cinco categorias: dramaturgia e direção (Flávio Marinho), ator protagonista (Othon Bastos), espetáculo e produção não-musical.</p>



<p class="has-text-align-center">O lançamento no Rio de Janeiro acontece em 19 de fevereiro, às 19h, na livraria Janela, no Shopping da Gávea — o mesmo endereço do teatro Vanucci, onde o espetáculo já foi visto por dezenas de milhares de espectadores. A publicação marca o encerramento da temporada de sucesso, em cartaz até 23 de fevereiro.</p>
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		<title>O Voo do Anjo investiga as relações humanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[critica]]></category>
		<category><![CDATA[O Voo do Anjo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ponto de partida, na teoria, de&#160;O Voo do Anjo, é bem animador. Um entregador de aplicativo deixa o jantar na casa de um octogenário no dia do seu aniversário. Enquanto o senhor vira as costas, ele desaparece. O homem encontra o entregador na bancada da janela, prestes a pular. Depois de convencê-lo a não [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">O ponto de partida, na teoria, de&nbsp;<em>O Voo do Anjo</em>, é bem animador. Um entregador de aplicativo deixa o jantar na casa de um octogenário no dia do seu aniversário. Enquanto o senhor vira as costas, ele desaparece. O homem encontra o entregador na bancada da janela, prestes a pular. Depois de convencê-lo a não realizar tal tragédia, esses dois homens criam um laço de amizade cada vez mais forte, revelando suas realidades e fortalecendo um vínculo de cooperação e afeto. Enquanto premissa, o filme tem um gancho forte para a investigação de relações humanas a partir de um luto devastador, maior que a capacidade humana de superar. Quando tal situação é desvendada, percebemos que não há ganhos quando a capacidade é limitada.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Alberto Araújo é um mineiro radicado em Goiânia desde 1990, cuja estreia em longa-metragem aconteceu há 10 anos, com <em>Vazio Coração</em>, também estrelado por Othon Bastos. Cito a cidade onde Araújo escolheu para viver, onde fundou uma produtora e realiza seus empreendimentos, porque é claramente importante para <em>O Voo do Anjo </em>essa conexão com Goiás, de uma maneira bem ampla. O filme cita Pedro Ludovico, o arquiteto da cidade, e visita uma vinícola no interior, em momentos que demonstram resultados dúbios; ainda que sejam disparados por alguma normalidade, o que vemos soa deslocado na montagem e na própria constituição do filme. Não demora para que fique claro uma desconexão do filme com o que poderia ter de comum e natural em uma produção, tenha ela pretensões naturalistas ou não. </p>



<p class="has-text-align-center">Na verdade, grande parte do que vemos em&nbsp;<em>O Voo do Anjo</em>, esteticamente falando, é dominado por uma artificialidade crescente, que contrasta com o que sua dupla de protagonistas pretende, acertadamente. Apesar de sua temática ter alguma novidade, os encaixes narrativos parecem mostrar uma produção de auto-ajuda com nenhuma ambição que não atingir preceitos doutrinários. Quando consegue escapar dessa impressão, o filme resvala em uma outra aparência pouco positiva para um longa-metragem, que é a aparência institucional. Sobre tais momentos, ecoam uma ideia de propaganda o tempo todo, não importando se a venda é do status de uma cidade ou de um conceito de bem-estar emocional.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Embora não possa ser atribuído inteiramente a ele, o trabalho de montagem de Thiago Thesari merece um comentário especial por permitir que a produção simplesmente&nbsp;não tenha ritmo ou cadência. Além disso, o filme dispõe de cenas de ligação desnecessárias, que a fazem se aproximar de uma telenovela, como a inexplicável preparação de uma picanha, ou de um diálogo igualmente inacreditável dentro de um ônibus. São muitos os momentos onde&nbsp;<em>O Voo do Anjo&nbsp;</em>não apresenta sentido no que está contando, com acréscimo de núcleos e elementos que não cessam, e que poderiam sugerir uma duração maior, ou que seu desenvolvimento precisasse de maior tempo para abarcar tantas camadas, apresentadas de maneira vazia.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Ainda bem para&nbsp;o filme, Araújo tem não apenas um, mas dois trunfos na manga. Caso não tivesse conseguido para&nbsp;<em>O Voo do Anjo&nbsp;</em>dois atores tão intensos quanto Bastos e Emílio Orciollo&nbsp;Netto, nada do que vimos surtiria&nbsp;algum efeito. A história que une o professor Vitor e o deprimido Arthur é a base do roteiro, e contar com dois atores tão interessantes e humanos é a porta de entrada para o mérito essencial de um filme cujos predicados quase inexistem. Bastos e Netto atribuem credibilidade ao texto pouco inspirado do filme, quase injetando uma vida que não se reconhece na tela em qualquer outro aspecto. Mesmo assim, tratam-se de atores que não provocam milagres, e a festa de aniversário de Arthur é um desses momentos onde suas inúmeras deficiências saltam aos olhos.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Uma pena que um ponto de partida tão interessante, e dois atores comprometidos com sua arte, estejam desperdiçados em um campo quase inóspito. Como deixar seguir uma produção séria que conta com esquetes cômicas demarcadas por trilha sonora quase de programa humorístico histérico?&nbsp;<em>O Voo do Anjo</em>, ao poucos, vai deixando claro que talento isolado não amealha qualidades coletivas para um projeto, e por baixo da imagem que ficará de seus protagonistas, é revelada uma realização muito aquém de sua dedicação.&nbsp;</p>



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<div class="youtube-embed" data-video_id="GAnV66iImGI"><iframe title="O Voo do Anjo - Trailer oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/GAnV66iImGI?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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