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	<title>Arquivos Oz Perkins - Rota Cult</title>
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	<title>Arquivos Oz Perkins - Rota Cult</title>
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		<title>Longlegs ambiciona um rasgo na monotonia da rotina em filmes sobre serial killers</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Raramente eu, enquanto cinéfilo, jornalista ou crítico de cinema, entro em hype de expectativa &#8211; tanto a positiva quanto a negativa. Isso me faz um ser complexo, que admirou&nbsp;<em>Deadpool &amp; Wolverine&nbsp;</em>(ao contrário dos colegas), que se decepcionou muito com&nbsp;<em>Tipos de Gentileza&nbsp;</em>(ao contrário da cinefilia), que fez as pazes com Ken Loach mesmo que ele esteja fazendo mais uma vez o mesmo filme quando eu vinha reclamando exatamente disso, com&nbsp;<em>O Último Pub</em>. Em alguns momentos, no entanto, é preciso reconhecer que o coletivo pode sim apontar uma unanimidade que te faça mergulhar de uma outra forma na experiência cinematográfica como um todo. Dito isso, como é bom que as pessoas estejam finalmente identificando o Oz Perkins como o realizador especial que ele é, e o responsável por isso é&nbsp;<em>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal</em>.&nbsp;</p>


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<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="538" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Longlegs.webp" alt="Longlegs" class="wp-image-181167" style="width:482px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Longlegs.webp 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Longlegs-300x158.webp 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Longlegs-768x404.webp 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Longlegs-150x79.webp 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Longlegs-696x366.webp 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Longlegs-799x420.webp 799w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p class="has-text-align-center">Perkins, como o sobrenome indica, é filho do lendário Anthony Perkins, o Norman Bates original do clássico&nbsp;<em>Psicose</em>. Sua infância foi marcada pelo estigma de seu pai, o que gerou muitos bloqueios em seu diretor, que acabou migrando para a realização após muito anos atuando. Em seus longas anteriores, o diretor de&nbsp;<em>Maria e João&nbsp;</em>já tinha mostrado sua capacidade fora do comum para habitar atmosferas diferentes do que o gênero tem passeado. Em&nbsp;<em>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal</em>, ele se aventura em reler grandes referências do thriller com uma assinatura absolutamente única. Porque, acima de tudo, o que seu novo filme prova é como estamos lidando com alguém que tem absoluta consciência de espaço cinematográfico, e do que pode realizar quando explora por completo seu campo de pesquisa estética.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Sua leitura espacial, e a forma como investiga as convenções tradicionais, até desencaixá-las de uma forma óbvia, é uma constante em seu trabalho.&nbsp;<em>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal&nbsp;</em>finalmente torna suas habilidades de domínio coletivo, quando sua apresentação não se ancora no artifício, por isso Jonathan Demme e David Fincher aparecem como nomes linkados. Assim como no trabalho desses outros mestres, Perkins invade o terreno do naturalismo dentro de um cinema que é facilmente associado ao fantástico, e sua ideia é arrancar realismo dentro de um lugar onde outro cineasta abraçaria o efeito. Sua obsessão é em carregar o espectador para um instante de realismo dentro de uma lógica de horror tão próxima a qualquer um.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Todo o detalhamento estético de&nbsp;<em>Longlegs&nbsp;</em>ambiciona um rasgo na monotonia da rotina de seus personagens. A agente especial Lee Harker vivida por Maika Monroe está inserida nesse contexto de caçada a um serial killer, mas também tem problemas de comunicação com a mãe, e um resguardo fora do comum com a conexão interpessoal. A atriz, em sua brilhante interpretação, guarda as costuras dramáticas de um projeto que impressiona pela forma anti-didática com que tenta aproximar espectador e obra. Nada em cena é costurado de maneira tradicional, mas o filme se encarrega de criar uma narrativa visual que vá além da mensagem que o trabalho do diretor de fotografia exercita &#8211; e estamos falando de um trabalho excepcional.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Talvez a presença de Nicolas Cage apreenda um tanto de rachadura nessa imagem perfeita de construção de normalidade, dentro do campo visual. O que o vencedor do Oscar de melhor ator por&nbsp;<em>Despedida em Las Vegas&nbsp;</em>estabelece, com sua performance, é um outro patamar de frequência, estabelecendo um novo padrão. Entrando de imediato a um escopo de onde já estão Anthony Hopkins, Kathy&nbsp;Bates, Lupita Nyong&#8217;o, Linda Blair, Jack Nicholson, Robert Englund e tantos outros, como o próprio pai do diretor, Cage é a imagem da reinvenção, em cena. Um ator que não vem economizando esforços para mostrar-se constantemente atual e relevante, e que não será mais esquecido após seu Longlegs.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Uma coisa que também contribui para o estado do público de interação para com a obra, é com o quanto de perturbação um material de audiovisual é capaz de atingir, e estamos diante de uma produção rara. Ao escolher não relacionar-se com &#8216;jump scares&#8217; gratuitos que banalizassem a obra, Perkins transforma&nbsp;<em>Longlegs&nbsp;</em>em um trabalho que vá além do medo vazio e imediato. O que lhe interessa é provocar desconforto e um crescente mal estar, tal como acontece na cena onde Harker e seu parceiro chegam para investigar uma casa suspeita. Não há formalismo que suplante o estado que o filme coloca o espectador a partir dessa cena, e que vai enredando&nbsp;todos os personagens e situações do filme.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">É como se tudo o que Perkins utiliza para enquadrar seus personagens, ao escalar Monroe sempre de maneira centralizada, ao procurar a desolação dos lugares vazios, e em como filma a solidão geográfica daquele tempo, aumentasse a carga de desespero que o filme apresenta. Não é um simples caso de filme realizado com esmero profundo, mas que cada elemento cênico, cada enquadramento preciso, também contassem a história, ou fizesse melhor que qualquer verbalização poderia conseguir. São por esses motivos que <em>Longlegs </em>é mais um exemplar do cinema de gênero do ano (se é que podemos considerá-lo dentro das demandas do mesmo) a reafirmar o quanto 2024 é especial a tais títulos, e o quanto é correta a afirmação de que esse é o cinema mais criativo e autoral do cinema estadunidense na atualidade. Tenho que terminar com a única ressalva possível, mas isso é algo nosso, do Brasil: porque utilizar um subtítulo explicativo que, de alguma maneira, representa um spoiler? <em>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal</em>, não carrega nenhuma situação outra, que não a sensação desagradável de estarmos adentrando um universo com uma informação extra, algo que na minha visão é uma tremenda bola fora. </p>



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