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	<title>Arquivos Presença - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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		<title>Steven Soderbergh lança filme com caráter espirita</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
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<p class="has-text-align-center">Vendido como um &#8216;filme de terror&#8217; de Steven Soderbergh, esse&nbsp;<em>Presença&nbsp;</em>estreia essa semana sem fazer jus a esse título. Mas a verdade é que talvez a venda mesmo da produção por parte dos seus responsáveis &#8211; distribuidores e produtora &#8211; induzam a um erro que o cineasta não parecia muito preocupado em apresentar. Sim, o filme até contém alguns elementos do gênero, ou vá lá, mais do que alguns, mas a forma como a narrativa se desenrola, a estranheza das escolhas estéticas do diretor, e o próprio teor do que está sendo contado gradativamente afasta a produção desse lugar. Longe de pretender comunicação direta como tantos dos filmes do diretor de&nbsp;<em>Traffic</em>, essa é possivelmente o dado essencial para entender onde se encaixa cada coisa aqui.&nbsp;</p>


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<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="750" height="501" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Presenca.png" alt="Steven Soderbergh" class="wp-image-187522" style="width:452px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Presenca.png 750w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Presenca-300x200.png 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Presenca-629x420.png 629w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Presenca-150x100.png 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Presenca-696x465.png 696w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure>
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<p class="has-text-align-center">Steven Soderbergh rapidamente estabeleceu em sua carreira dois pólos distintos. Existem os filmes de estúdio, com orçamentos maiores, que existem quase exclusivamente para divertir, encontrando motivos diversos para provocar o êxtase do espectador, e tem uma outra artesania que seu trabalho ocupa, quase em igual medida. Esse é um filme da segunda categoria, menos estroboscópico, com uma proposta de  experimentação, um olhar menos viciado para o cinema e para os códigos que ele mesmo ajuda a categorizar. Ambientado em um único cenário com funcionalidade irrestrita, <em>Presença </em>é uma dose de seu diretor a um controle sobre as coisas que não consegue desenvolver em parcerias com grandes estúdios. </p>



<p class="has-text-align-center">A apresentação da ideia poderia ser desenvolvida sim com o fantasmagórico na linha de frente, mas o tom adotado para&nbsp;<em>Presença&nbsp;</em>rapidamente se esvai dessa possibilidade, chegando até uma experiência onde o caráter espírita é desenvolvido com mais substância. O que vemos é aquele conceito tradicional onde uma família desestruturada por uma tragédia se muda para uma casa nova onde rapidamente percebem não estar sozinhos. Mais diretamente a filha adolescente, que acabou de perder a melhor amiga, tem sua sensibilidade aflorada pelo contato com a força sobrenatural presente na casa. Ainda que não falte uma dose de tensão ao que assistimos, o que está na linha da frente é uma discussão muito mais abrangente que&nbsp;<em>Presença&nbsp;</em>observa sem a aproximação adequada.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A família em ruínas apresenta um tanto de questões que Soderbergh tenta se dedicar, mas os códigos do cinema de gênero parecem pesar contra o processo. Mesmo que sua intenção fosse situar como um pano de fundo tais conceitos do terror, o diretor não consegue manter à margem da discussão suas colocações do horror. Fica claro sua preferência em contar a história do quarteto familiar, mas a cada avanço dramático (a cena do pai indo falar com um amigo ao telefone do lado de fora da casa é bastante inspirada pelos lugares onde chega), o filme apresenta a quem assiste suas necessidades estruturais. Mesmo sendo uma produção tão pequena, de duração e escopo, temos a clareza da ausência de muitas tramas.&nbsp;</p>



<p>A divisão da filha é a mais recheada de elementos. A vida da jovem é rica no antes, no durante e no depois de&nbsp;<em>Presença</em>, mas além da atriz Callina Liang não ser boa o quanto o roteiro precisava que ela fosse, torna-se explícito o quanto sua narrativa tem mais nuance. Isso vai tirando a atenção dos outros personagens, que veem suas interações cada vez mais areadas. Em alguma concentração de espaço, isso não ajuda a sua intérprete, e ainda perde força com sua postura muito deslocada. O que vemos é uma espécie de ausência, em filme cujo título atenta para o oposto; não uma interpretação&nbsp;ali, e sua colocação equivocada respinga no resultado final.&nbsp;</p>



<p>Ainda assim, mesmo inferior ao&nbsp;<em>Código Preto&nbsp;</em>que o cineasta estreou mês passado, ainda existe alguma sedução em&nbsp;<em>Presença</em>, provocado pela característica surreal de acompanharmos a produção a bordo da primeira pessoa do plano, sendo essa essa &#8220;pessoa&#8221;&#8230; bom&#8230; o espectro né? Ele caminha pela casa, ouve as conversas, e interage com os personagens, ora de maneira suave e quase testemunhal, ora deixando transparecer sua revolta com o que assiste. Poderia existir uma assombração que o espectador nunca vê ser o melhor personagem de uma obra? Se era ou não a intenção de Soderbergh, o caminho foi alcançado; nos importamos mais com os sentimentos de quem foi do que de quem fica. E essa é mais uma análise do quão espírita é a obra, sobre o que foi filmado e apresentado agora.&nbsp;</p>



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		<title>Presença transmuta a performance de artistas visuais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jul 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Presença]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> A primeira vista, Presença teria tudo para propiciar uma atmosfera impenetrável, para bloquear a presença do espectador e submergir em um universo particular de procura restrita. Nada disso acontece a quem se permite deixar levar pela sedução que exala do campo das imagens capturadas para esse filme que acaba de vencer o Festival de Vitória. O feito [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center"> A primeira vista, <em>Presença </em>teria tudo para propiciar uma atmosfera impenetrável, para bloquear a presença do espectador e submergir em um universo particular de procura restrita. Nada disso acontece a quem se permite deixar levar pela sedução que exala do campo das imagens capturadas para esse filme que acaba de vencer o Festival de Vitória. O feito não é simples: capixaba, o filme é a primeira produção local a vencer o tradicional evento em seus trinta e um anos de história. Quando nos permitimos tocar a essência do que é visto, é ainda mais complexo imaginar que o filme conseguiu a rara combinação de vitórias entre júri oficial e popular, o que demonstra mais uma vez seu caráter aglutinador. </p>



<p class="has-text-align-center">No entanto, não estamos falando de uma produção qualquer, com ou sem prêmios.&nbsp;<em>Presença&nbsp;</em>é um documentário que percorre por entre as curvas de três personagens que não se cruzam. Marcus Vinícius, Rubiane Maia e Castiel Vitorino Brasileiro são artistas visuais de performance corporal, cada qual com uma pesquisa a respeito dos próprios arranjos, que esses sim se esbarram em definições e desejos. De muitas formas, são pessoas periféricas, pela negritude, pelo deslocamento geográfico, pelo aspecto &#8216;queer&#8217;, pela maneira como colocam o próprio corpo a serviço do que desenvolvem artisticamente. Parte de seus corpos a busca pela comunicação com o resto do mundo, com suas ancestralidades, com o que lhes compõem e com suas reflexões.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A arte de Marcus, Rubiane e Castiel encontram reflexo em um quarto profissional em cena, e que merece tanto desvelo quanto eles: Erly Vieira Jr., o autor por trás de&nbsp;<em>Presença</em>. Através da sensibilidade e do recorte que ele consegue fazer a respeito de três sujeitos que poderiam falar pelo triplo de tempo do que o filme entrega, o cineasta demonstra verdadeira compreensão pelo que filma, e não estamos falando de situações prosaicas. Ao ter contato com as obras mutantes vistas em cena, que promovem estranhamento e fascínio sempre, Vieira Jr. soube encarar a difícil tarefa de emoldurar tais retratos; graças à sua pesquisa a respeito de corporalidade, o trabalho que surge aqui ganha traços de invenção.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">E se a base da criação da produção é verdadeiramente o trabalho artesanal que o trio constroi&nbsp;para comunicar-se através do gesto, do impulso e da transmutação muitas vezes, quem modula cada cena é seu diretor. É ele quem amplifica as falas de cada um ao somatizar a elas imagens que complementam os discursos, muitas vezes de criação conjunta, mas que ele promove a acertada dimensão de suas potencialidades. Más línguas poderiam chamar&nbsp;<em>Presença&nbsp;</em>de instalação, ou de um trabalho performático presencial; tais pessoas não estão conectadas com o lugar que o cinema brasileiro têm entregue nos últimos anos. Alguns diretores, ao mirar suas lentes para um trabalho onde a base artística se constitui de maneira menos cartesiana, onde o corpo humano tenha papel basilar, estão criando uma onda cheia de frescor.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Juliana Curi (de&nbsp;<em>Uýra: A Retomada da Floresta</em>), Rafhael Barbosa e Werner Salles (de&nbsp;<em>Cavalo</em>), Anderson Bardot (de&nbsp;<em>Inabitáveis</em>) e tantos outros realizadores estão em busca da conexão das imagens ao trabalho que estão filmando, procurando um amálgama. Vieira Jr. é um integrante desse grupo de ousadia exemplar, que não viu saída para a própria filmografia a não ser enfrentar os moinhos do circuito exibidor para explorar com coragem suas inflexões de olhar.&nbsp;<em>Presença&nbsp;</em>prepara o futuro do nosso cinema para um encontro que pode se dar em uma lógica sensorial, onde as palavras de ordem de seus artistas traduzam&nbsp;não apenas sua intelectualidade e profundidade, mas igualmente sua arte. Ou um encontro ainda mais disruptivo, como os de Luisa Marques e Darks Miranda (de&nbsp;<em>Lambada Estranha</em>) ou o sopro de inventividade&nbsp;que vem de Victor Di Marco e Márcio Picoli (de&nbsp;<em>O que Pode um Corpo?&nbsp;</em>e&nbsp;<em>Zagêro</em>); não vejo a hora de reencontrar cada um deles.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Vieira Jr. insere seus arautos do pensamento corporal em um cenário que pode indicar tragédias contemporâneas verdadeiras, ou uma relação mais orgânica com os materiais de origem animal, ou não. No quadro geral, as figuras que eles imprimem são fundamentos de um novo pensamento que questiona os lugares do corpo disfuncional de muitas origens. Ao colocar em cada imagem projetada uma série de questionamentos pessoais, o diretor mostra, com sua mise-en-scene, que adentra os lugares de pesquisa de seu elenco com ainda mais propriedade. <em>Presença </em>é um trabalho coletivo cuja vanguarda está na valorização de um material que muitas vezes é vilipendiado, mas que é essencialmente a base da criação, humana ou divina. Em cena, se faz valer as regras que habitam em cada corpo. </p>



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