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	<title>Arquivos Rodrigo França - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos Rodrigo França - Rota Cult</title>
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		<title>&#8220;Migrantes&#8221; é um épico exuberante sobre êxodos, errâncias e esperanças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jun 2025 15:14:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA["Migrantes"]]></category>
		<category><![CDATA[Matéi Visniec]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo França]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Onipresente no radar do cinema desde o Urso de Ouro dado a &#8220;Fogo no Mar&#8221; (2016), documentário de Gianfranco Rosi, o trânsito marítimo de refugiados que zarpam de países d&#8217;África e do Oriente Médio &#8211; em busca de uma utopia chamada aceitação &#8211; hoje dá um banho de descarrego no teatro brasileiro com as ervas [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Onipresente no radar do cinema desde o Urso de Ouro dado a &#8220;Fogo no Mar&#8221; (2016), documentário de Gianfranco Rosi, o trânsito marítimo de refugiados que zarpam de países d&#8217;África e do Oriente Médio &#8211; em busca de uma utopia chamada aceitação &#8211; hoje dá um banho de descarrego no teatro brasileiro com as ervas da perplexidade e da empatia fervidas no calor de &#8220;Migrantes&#8221;. Em seu exercício mais ousado (e de maior destreza) na direção, Rodrigo França, certamente, faz a oferenda de um épico transatlântico aos palcos nacionais. É o épico do pertencimento. </p>



<p class="has-text-align-center">A equalização de um elenco de muitos saberes e múltiplas potências (com uma apoteose para Paulo Guidelly e Mery Delmond) já seria, em si, razão para se bater cabeça para o diretor, no desbravamento dos signos ofertados pelo texto do romeno Matéi Visniec, nascido em Rădăuţi em 1956 e asilado em terras francesas desde 1987. Aliás, o que mais se impõe no trabalho de Rodrigo, entretanto, é a confecção de um engenho cênico galvanizado pela iluminação de Pedro Carneiro, dionisíaca no trato da luz e na valorização das cores nos figurinos de Vania Ms Vee.</p>



<p class="has-text-align-center">Nessa engenharia, diferentes espaços (geográficos) e diferentes tempos cronológicos (do Presente, pois o perigo está aqui, no Agora) se equilibram. Tem ainda espaço para dois divertidos reclames publicitários, nos quais a microfísica do poder midiático é sintetizada em propagandas cantadas por um trio de mulheres que vendem a Morte em embalagem de luxo. &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"> &#8220;Migrantes&#8221; transpira Visniec! Em sinergia com um depoimento recente do dramaturgo responsável por &#8220;A História do Comunismo Contada aos Doentes Mentais&#8221; (2000) para a revista &#8220;Cult&#8221;, ele comenta, &#8220;O consumismo tornou-se uma religião devoradora, que contamina mesmo os espíritos mais lúcidos, e parece uma espécie de doença, de vírus que infectou a imaginação de bilhões de pessoas&#8221;. Não à toa, signos de fé são evocados com recorrência na montagem de Rodrigo. Afinal, como dizia o sociólogo Jean Baudrillard, &#8220;Deus não desaparece pela escassez, mas por excesso&#8221;.  </p>



<p class="has-text-align-center">Se Deus, seja o ente do monoteísmo bíblico, sejam os deuses (aqueles que dançam) de credos afins, é, na prática, &#8220;solidariedade&#8221;, Ele, de fato, é estrutura ausente nos exercícios de coerção e controle flagrados em &#8220;Migrantes&#8221;. Na adaptação de Visniec (a partir de tradução de Luciano Loprete), Rodrigo não acentua vitimismos, pois frisa mais as correntes que agrilhoam quem vai Oceano adentro em diáspora imposta por segregação econômica ou guerras (vetores gêmeos).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A brutalidade condensada como açoite na atuação (devastadora) de Alex Nader, tanto como o chacal que dá instruções à horda de &#8220;migrantes&#8221; do título quanto numa metáfora de Donald Trump, serve como medida para as tais correntes, simbólicas, que Visniec deslinda em sua cartografia de submissão. Igualmente brutal é a fricção nietzschiana do paralelismo entre ave rapina e cordeiro criado em cena pelos personagens de Anderson Cunha e o já citado Guidelly, notáveis num duo que traduz o paradigma dominador x dominado em goles de Coca-Cola.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Elihu, vivido por Guidelly, é o eixo de personalismo mais visceral do espetáculo, criando uma espécie de âncora de afeto (doído) para a narrativa. A maioria do elenco se divide entre arquétipos (de maternidade, de ancestralidade, de dominação, de resiliência), enquanto Mery Delmond engole a cena como comentadora, cronista e griot da catástrofe (des)humana de uma migração sem garantias de chegada e, menos ainda, de acolhida. Afinal, como disse Visniec: &#8220;eu denuncio a tendência das pessoas de se cercarem de farpas, de se enclausurarem por medo do outro&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center">Elihu é doce no trato e ama a mãe sobre todas as coisas, assim como seus irmãos e vizinhos. O olhar de Guidelly traduz o sentimento (ou prudência) que Sergio Buarque de Holanda chamava de &#8220;cordial&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Ele é um africano nascido na Eritreia, país no nordeste da África, que ganhou mais evidência na mídia, de uma década para cá, quando o supracitado &#8220;Fogo no Mar&#8221;, concorreu ao Oscar, em 2017. Seu diretor, Gianfranco Rosi, é eritreu. Branco, de ascendência italiana, educado nos EUA, ele documenta em seus filmes (como &#8220;Sacro GRA&#8221;) dialéticas da impostura, sobretudo aquelas que a Europa de pretérito colonial impõe aos refugiados nas boas-vindas.     </p>



<p class="has-text-align-center">Além disso, Rodrigo França está atento a isso também, mas amalgama essa preocupação ao debate da racialização também presente em &#8220;Para Meu Amigo Branco&#8221; e em &#8220;Eu Sou Um Hamlet&#8221;. Expõe o marcador racial que inflama a intolerância de modo estrutural (ou como diz Muniz Sodré, institucional) por trás das políticas migratórias globais. Daí a cordialidade de Elihu ser manipulada pelo chacal que ajudou na sua vinda e se comporta como seu feitor.           </p>



<p class="has-text-align-center">A figura interpretada no ácido sulfúrico por Anderson Cunha seduz Elihu com promessas para que ele troque um rim por benesses para seus parentes e faça escambo com seu olho a fim de conseguir um mimo qualquer, usando refrigerantes pra adocicar o bico de sua retórica canibal. Os dois permitem que França desnude uma prática exploratória antiga, mas perene.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Esse jogo, que descamba para a violência (sempre ela!), aproxima &#8220;Migrantes&#8221; de um filme seminal, ainda inédito por aqui: &#8220;O Caso dos Estrangeiros&#8221; (&#8220;A Stranger&#8217;s Case&#8221;), de Brandt Andersen, com CEP na Jordânia. Exibido na Mostra de São Paulo de 2024, esse drama coral lembra &#8220;Babel&#8221; (2006), uma vez que o conflito de um segmento afeta o outro.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Ganhou o Prêmio da Anistia Internacional pela forma feroz com que expõe a batalha de um grupo de pessoas para escapar da violência na Síria, incluindo uma médica e um soldado filho de um herói local. Um mercenário interpretado magistralmente por Omar Sy (&#8220;Lupin&#8221;) cruza o caminho de todos, com seu caráter nada louvável.</p>



<p class="has-text-align-center">Sempre tem um tipo desses, como o cão estraçalhador interpretado por Nader, a latir ordens. Esses latidos se fazem ouvir já no foyer do Teatro Sesi Firjan, antes de o terceiro sinal tocar, a dar tridimensionalidade a uma encenação que foge da geometria do palco. Nele, os corpos que se movem sobre a direção de movimento de Valéria Monã, embalados na trilha de Dani Nega, encontram um lastro de ancestralidade na direção de arte e cenografia de Mauro Vicente, que é um quindim para os olhos e para a jira que ali se abre.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Nessa jira, Rodrigo demonstra que a esperança é um vício. Ao contrário da vingança, que nunca é plena, mata a alma e a envenena (como Seu Madruga, dublado por Carlos Seidl, nos avisou), a esperança dá overdoses que sublimam. &#8220;Migrantes&#8221; sublima um monte de coisa, mas finca no terreiro de teatro a lucidez (decolonial) de um criador em tempos de cólera.&nbsp;</p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2025/06/migrantes-estreia-no-teatro-firjan-sesi-centro/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>
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		<title>&#8220;Migrantes” estreia no Teatro Firjan Sesi Centro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2025 12:55:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adulto]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo França]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Convidando o público a vivenciar, de forma sensorial e imersiva, a dura realidade dos migrantes e refugiados que atravessam desertos e oceanos em busca de uma nova vida, o espetáculo “Migrantes”, do premiado dramaturgo romeno-francês Matéi Visniec, ganha uma montagem brasileira impactante, com adaptação e direção de Rodrigo França. A montagem apresenta uma narrativa fragmentada, onde diferentes [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Convidando o público a vivenciar, de forma sensorial e imersiva, a dura realidade dos migrantes e refugiados que atravessam desertos e oceanos em busca de uma nova vida, o espetáculo “<em>Migrantes</em>”, do premiado dramaturgo romeno-francês Matéi Visniec, ganha uma montagem brasileira impactante, com adaptação e direção de Rodrigo França.  </p>



<p class="has-text-align-center">A montagem apresenta uma narrativa fragmentada, onde diferentes personagens e situações se entrelaçam, compondo um grande mosaico sobre a migração contemporânea. O texto de Visniec traz à tona o desespero, a resiliência e a brutalidade enfrentada por milhões de pessoas ao redor do mundo, oferecendo um retrato poderoso da crise migratória global.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">“O texto pulsa atualidade, questiona as estruturas de poder e nos força a olhar para o que tentamos ignorar — e isso sempre me interessa. Conheci o texto em um momento em que eu buscava uma obra que tivesse ressonância política, sensível e poética ao mesmo tempo. E senti imediatamente que havia ali uma potência teatral que precisava ser vista e vivida pelo público brasileiro”, ressalta Rodrigo, que tem como objetivo provocar o púbico com sua adaptação do texto original.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Dentre as maiores satisfações da montagem para Rodrigo França está a reunião de um elenco coeso e numeroso: são nove os artistas em cena. “Tenho a alegria de dizer que estou dirigindo esse espetáculo com um verdadeiro elenco dos sonhos — artistas que há décadas fazem teatro com excelência, seriedade e entrega. É raro e, ao mesmo tempo, emocionante, oferecer ao público a oportunidade de ver tantos grandes atores juntos em cena. Algo que ficou raro no Rio de Janeiro”, analisa.</p>



<p class="has-text-align-center">A encenação dirigida por França não se limita a contar histórias: ela transforma o público em testemunha e cúmplice da travessia. Projeções, efeitos sonoros e uma ambientação sensorial criam a sensação de deslocamento constante, fazendo com que o espectador sinta o peso da jornada daqueles que deixam tudo para trás. O oceano, por vezes visto como um horizonte de esperança, torna-se um cemitério invisível para milhares de vidas interrompidas. O deserto, uma promessa de passagem, se revela um lugar onde o tempo se dissolve em poeira e silêncio.</p>



<p class="has-text-align-center">“Visniec tem uma escrita poderosa, carregada de ironia e poesia, e sua obra nos desafia como artistas. É um texto que te leva ao limite e exige que você seja ético e criativo ao mesmo tempo, e a adaptação aproxima a obra do nosso contexto. Inserimos cenas que dialogam diretamente com a experiência migratória nas Américas e com a perspectiva afro-diaspórica. A estrutura da peça foi respeitada, mas algumas cenas ganharam novos contornos, novas vozes. Quem conhece o texto original vai perceber diferenças &#8211; mas acredito que elas ampliam a potência da peça, sem perder a essência do que Visniec propõe”, pontua Rodrigo.</p>



<p class="has-text-align-center">Ao longo da peça, o público é levado a diferentes cenários: campos de refugiados superlotados, barcos precários à deriva no mar, postos de controle militarizados e cidades que se tornam fortalezas contra aqueles que tentam atravessar suas fronteiras. Cada cena nos confronta com um dilema moral, seja o cinismo das autoridades, a impessoalidade da burocracia ou o tráfico humano que explora o desespero de quem não tem escolha. Entre o trágico e o absurdo, “Migrantes” lança um olhar satírico e cortante sobre a hipocrisia de um mundo que prega a liberdade, mas ergue muros cada vez mais altos.</p>



<p class="has-text-align-center">“A racialização dos migrantes é central e a peça evidencia esse marcador racial de forma explícita, tanto na escolha do elenco quanto nas cenas, que denunciam o racismo estrutural por trás das políticas migratórias globais. Os europeus são bem vindos aqui e em qualquer lugar do mundo. No Brasil eu conheço mentes geniais que vieram do continente africano e estão em subemprego. Há cientistas, professores e engenheiros limpando chão por serem africanos. Mas o europeu aqui desenvolve o ofício de sua formação. Os que são impedidos de entrar, os que são descartáveis, os que morrem afogados são, em sua maioria, negros, indígenas, árabes, racializados&#8230;”, observa França.</p>



<p class="has-text-align-center">Mais do que um espetáculo, “Migrantes” é uma experiência imersiva e necessária, que nos obriga a refletir sobre o significado de fronteiras, pertencimento e humanidade. Quem tem o direito de ficar? Quem merece ser acolhido? Quem define quem pertence aonde? Em tempos de crescente intolerância e desinformação, a peça nos convida a sair da apatia e a enxergar, nos rostos e vozes dos migrantes, o reflexo de nossas próprias histórias e identidades.</p>



<p class="has-text-align-center">“Desejo que a plateia se sinta interpelada, mobilizada, tocada, atravessada. Queremos que o público se sinta cúmplice &#8211; e ao mesmo tempo incomodado. Vamos usar o corpo, a luz, o som, a proximidade, tudo o que puder quebrar a anestesia coletiva. E o impacto visual será fundamental porque imagens fortes são como rupturas na narrativa: fazem com que o espectador pare de observar e comece a sentir. A dor, a esperança, o medo, o absurdo — tudo isso precisa ser visível. O espetáculo não oferece respostas prontas, mas convida a refletir e sentir. É uma obra intensa e, por vezes, desconfortável — como deve ser todo encontro com a verdade”, conclui Rodrigo França.</p>



<p><strong><u>SERVIÇO</u></strong>: Temporada: 12 de junho a 13 de julho de 2025 / Horário: Quintas e sextas-feiras, às 19h; sábado e domingo, às 18h / Local: Teatro Firjan SESI Centro Endereço: Av. Graça Aranha, nº 1 – Centro / Ingressos antecipados: <a href="https://bileto.sympla.com.br/event/105881" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://bileto.sympla.com.br/event/105881</a> /  Classificação Indicativa: 12 anos </p>
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		<title>&#8220;Eu Sou Um Hamlet&#8221; denuncia as múltiplas exclusões do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jun 2024 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[critica]]></category>
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		<category><![CDATA[hamlet]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A chave para o entendimento de &#8220;Eu Sou Um Hamlet&#8221; está no artigo indefinido em seu título. O termo &#8220;um&#8221; evidencia que se trata de um diálogo com um dos textos mais famosos de William Shakespeare – e de toda a dramaturgia universal – e não de mais uma montagem das angústias existenciais do Príncipe [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">A chave para o entendimento de &#8220;Eu Sou Um Hamlet&#8221; está no artigo indefinido em seu título. O termo &#8220;um&#8221; evidencia que se trata de um diálogo com um dos textos mais famosos de William Shakespeare – e de toda a dramaturgia universal – e não de mais uma montagem das angústias existenciais do Príncipe da Dinamarca. Delas, Rodrigo França, com seu trabalho vocal singularíssimo (e precioso), sublinha um aspecto: o valor que é dado ao próprio teatro como um espaço de reflexo da realidade. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="533" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Rodrigo-Franca_Eu-sou-um-Hamlet_Credito-Marcio-Farias_9Y2A3230.jpg" alt="Eu Sou Um Hamlet" class="wp-image-178392" style="width:434px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Rodrigo-Franca_Eu-sou-um-Hamlet_Credito-Marcio-Farias_9Y2A3230.jpg 800w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Rodrigo-Franca_Eu-sou-um-Hamlet_Credito-Marcio-Farias_9Y2A3230-300x200.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Rodrigo-Franca_Eu-sou-um-Hamlet_Credito-Marcio-Farias_9Y2A3230-768x512.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Rodrigo-Franca_Eu-sou-um-Hamlet_Credito-Marcio-Farias_9Y2A3230-150x100.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Rodrigo-Franca_Eu-sou-um-Hamlet_Credito-Marcio-Farias_9Y2A3230-696x464.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Rodrigo-Franca_Eu-sou-um-Hamlet_Credito-Marcio-Farias_9Y2A3230-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">No texto do bardo inglês – utilizado na montagem com França a partir de uma tradução do fim da década de 2000 feita por Aderbal Freire-Filho, Wagner Moura e Barbara Harrington -, uma peça teatral é usada para expor os crimes do assassino do pai de Hamlet, num jogo shakespeariano de metalinguagem. Já na adaptação, escrita por Jonathan Raymundo, as artes cênicas entram como um espelho das vicissitudes (e crimes) do mundo. </p>



<p class="has-text-align-center">Antes de o ator entrar em cena, sob a direção de Philbert, ouvimos um &#8220;coro&#8221; feito de vozes de noticiários de telejornais falando de racismo, do aborto, de estupro, de morte nas ruas do país, de homofobia, da guerra na Faixa de Gaza. As vozes se estruturam como ladainha, expondo as bestialidades que assombram nosso mundo na realidade, expondo &#8220;algo de podre&#8221; ao nosso redor, para usar uma expressão do próprio Shakespeare. Debaixo desse vozerio, Hamlet entra em cena, num vistoso figurino branco de Rodrigo Barros, qual uma túnica cerzida a ancestralidades. </p>



<p class="has-text-align-center">Mesclando falas de &#8220;Hamlet&#8221; e uma série de inquietações contemporâneas sobre a intolerância, a montagem  une passado e presente, distopia e ordem, apoiada numa suntuosa cenografia de Natália Lana. Além disso,  cria uma relação especular que reflete segregações diversas. Mais do que o clássico &#8220;Ser ou não ser?&#8221;, a peça levanta a discussão sobre &#8220;Estar consciente ou não?&#8221;, a partir do mito da democracia racial no Brasil. O Hamlet preto está diante no dilema de encontrar um discurso capaz de fazer repensar o hoje, tomando consciência de sua condição num país racista. </p>



<p class="has-text-align-center">O resultado é um exercício catártico universalíssimo, cheio de brasilidade, vitaminado por uma atuação segura, contagiante, de França. Aliás, a iluminação de Pedro Carneiro amplia a dimensão trágica do personagem, num engenho narrativo que a encenação de Philbert catalisa numa perspectiva investigativa.</p>



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