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	<title>Arquivos Silvio Santos - Rota Cult</title>
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	<title>Arquivos Silvio Santos - Rota Cult</title>
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		<title>Silvio Santos Vem Aí: Leandro Hassum apresenta olhar carinhoso sobre o apresentador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
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<p class="has-text-align-center">O anúncio de que teríamos uma nova &#8220;biografia&#8221; sobre Silvio Santos saindo do forno logo depois de seu falecimento, pegou o cinéfilo e o espectador de surpresa. Afinal, poucas semanas após a morte, em agosto do ano passado, chegava aos cinemas&nbsp;<em>Silvio</em>, dirigido por Marcelo Antunez e estrelado por Rodrigo Faro, muito criticado na ocasião. Mas a verdade é que nem essa produção e nem&nbsp;<em>Silvio Santos Vem Aí</em>, que estreia essa semana, são duas biografias&nbsp;<em>lato sensu</em>; enquanto o primeiro se concentrava no sequestro de uma das filhas do apresentador e na relação dele com um dos bandidos, o filme dirigido por Cris D&#8217;Amato parte de outro episódio, os 15 dias em 1989 onde a imprensa foi tomada de assalto por um novo candidato à presidência da república: Silvio Santos.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Com um enfoque ainda mais restrito que o título lançado há um ano atrás, o roteiro de Paulo Cursino praticamente abre mão de flashbacks (existe uma brevíssima cena do passado, e algumas incursões entre o Silvio do presente e suas versões mais jovem, igualmente rápidas) para concentrar no personagem em seu momento. A partir do olhar de uma outra personagem acerca de sua história e de como a mesma pode ser apresentada ao eleitor em espaço supersônico de tempo,&nbsp;<em>Silvio Santos Vem Aí&nbsp;</em>é dos recortes mais interessantes que uma biografia poderia se ocupar acerca de uma esfinge como Senor&nbsp;Abravanel. Afinal, o que sabemos de concreto sobre Silvio, e que possam ser colocadas como algo factual, se o próprio se encarregou de espalhar notícias em múltiplas versões sobre sua vida?&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><em>Silvio Santos Vem Aí </em> mantem a mitificação que o homem construiu sobre o personagem, investigando pouco sobre o que seria verdade ou não, com isso respeitando a visão do mesmo de manter as aparências falarem mais alto que os fatos. Existe a coragem de apontar Silvio como um mau marido (na verdade, péssimo) para a primeira esposa, mas o filme vai pouco além dessa afirmação. E isso até pode ser visto como positivo, dado que o tempo em que a produção se ocupa (e as próprias condições que a campanha do apresentador enfrentava), retira da equação a capacidade de compreender uma figura tão carismática quanto misteriosa. Por outro lado, o filme também falha em não apresentar algo à mais para o espectador, tendo em vista que esse era o propósito da linha de campanha e da personagem que é a verdadeira protagonista aqui, vivida por Manu Gavassi. </p>



<p class="has-text-align-center">Como fica clara a ausência de capital para uma produção que teria um escopo de reconstituição de época de 35 anos no passado, o resultado para a produção e direção é encerrar suas imagens em planos reduzidos, quase sempre em cenários fechados, o que soa como um filme sufocado. Dentro dessa forma, a direção de D&#8217;Amato faz o que pode com a realidade possível, que tem alguma nostalgia no sabor. A título de comparação, o orçamento de <em>O Último Episódio </em>deve ter sido muito menor e os resultados no recém lançado filme de Maurílio Martins não poderiam ser mais superiores. O resultado aqui é acanhado para o que a direção teria capacidade de realizar, mas existe alguma eficácia na direção de arte e no figurino em seu adereçamento. </p>



<p class="has-text-align-center">Encabeçando o elenco, os esforços de Leandro Hassum surtem mais efeito que os de Faro. Porque o ator aqui não tenta recriar uma maquiagem elaborada onde as falhas possam tornar-se evidentes, para se concentrar em um lugar reverencial. Não há imitação, mas um olhar carinhoso de Hassum para um dos homens mais midiatizados do nosso tempo. Existem várias camadas que o ator dá a seu Silvio, em seus muitos momentos, inclusive contracenando consigo mesmo em certa passagem. A representação de um desafio para Hassum só não é valorizada pelo próprio filme, que não enfatiza os esforços do ator, que independente disso, mostra um serviço digno em suas intenções. Ao lado dele, os experientes Marcelo Laham e Regiane Alves brilham em suas composições, ele como o chefe de marketing de sua campanha e ela como Íris Abravanel, segunda esposa do apresentador. </p>



<p class="has-text-align-center">O que impressiona mais na contabilização, tanto de D&#8217;Amato quanto de Hassum, é o fato de que ambos estão em seu quarto lançamento em 2025 &#8211; ela, com&nbsp;<em>Viva a Vida</em>,&nbsp;<em>Missão Porto Seguro&nbsp;</em>e&nbsp;<em>A Sogra Perfeita 2</em>; ele, com&nbsp;<em>Uma Advogada Brilhante</em>,&nbsp;<em>Família Pero no Mucho&nbsp;</em>e&nbsp;<em>O Rei da Feira</em>. Para ambos,&nbsp;<em>Silvio Santos Vem Aí&nbsp;</em>se mostra um divisor de águas, se tratando de uma produção mais séria, cujo olhar final poderia representar um novo capítulo. No empreendimento, Hassum consegue sucesso maior que sua diretora, mas também ela não empreende o brilho que sua entrega poderia apontar. Ainda assim, é sua performance que sempre mantém nosso interesse ao longo da duração curta.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Apesar do interesse verdadeiro que tal passagem poderia implicar no espectador, e na qualidade que esse recorte poderia ter, a impressão é de que&nbsp;<em>Silvio Santos Vem Aí</em>&nbsp;não tem a seriedade e o comprometimento que poderiam ter. O resultado fica bastante aquém das possibilidade para um evento tão rico, e que poderia gerar muitas discussões amplificadas&nbsp;sobre seus resultados, afinal, como poderia ser um Brasil governado por Silvio Santos? Fica a impressão de que a produção não captou a força do recorte que eles mesmo tiveram a sapiência de escolher, mas com o desejo de realizar algo leve e passageiro, o filme não consegue ir além de um entretenimento ligeiro. Uma pena que tal sacada tenha se contentado em não ir além da superficialidade.&nbsp;</p>



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<div class="youtube-embed" data-video_id="Pm8Nq6sPsq0"><iframe title="Silvio Santos Vem Aí | Trailer Oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/Pm8Nq6sPsq0?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Silvio: Biografia do Homem do Baú chega aos cinemas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não existe uma forma adequada para começar uma análise sobre qualquer que seja a obra, mas existem certos casos onde a expectativa (do cinéfilo e do leitor) levam tão fortemente a um lugar, que o principal impulso do escriba é fugir do confronto. No caso apresentado, estamos diante de Silvio, um dos filmes mais esperados pelo [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Não existe uma forma adequada para começar uma análise sobre qualquer que seja a obra, mas existem certos casos onde a expectativa (do cinéfilo e do leitor) levam tão fortemente a um lugar, que o principal impulso do escriba é fugir do confronto. No caso apresentado, estamos diante de <em>Silvio</em>, um dos filmes mais esperados pelo público mesmo antes de ver, e os motivos até são válidos, embora não justos. </p>



<p class="has-text-align-center">Quantas foram as vezes onde você se surpreendeu, positiva ou negativamente, com uma obra? Mas a política do trailer continua fazendo vítimas (a mais recente é <em>Canina</em>, de Marielle Heller), e o filme de Marcelo Antunez não teve 24 horas de descanso desde que sua propaganda foi lançada. O trabalho do profissional, no entanto, é analisar a obra à luz dos comentários e expectativas. </p>



<p class="has-text-align-center">Como toda biografia, a que cobre a trajetória do indivíduo menos midiatizado até a do maior astro possível, a intenção de&nbsp;<em>Silvio&nbsp;</em>é comunicar-se diretamente com o público, especialmente aquele que guarde alguma conexão com o objeto filmado. O que ele alcança é subjetivo, o que não é, é a forma como ele se utiliza dessas armas. O que vamos acompanhar é um projeto que parece dividido em dois, com receio de assumir um recorte e perder o espectador mais tradicional que procura apenas os pontos altos que se desenham em uma biografia padrão. Então o que deveria ser uma ideia de risco que funcionaria dentro de sua proposta &#8211; perseguir os dias onde Senor Abravanel mais conectou-se ao perigo propriamente dito, através da ameaça física que sua filha e posteriormente ele e sua família sofreram &#8211; acaba não obedecendo o que era seu ponto de partida.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Isso porque, por trás de cada solilóquio proferido pelo apresentador mais longevo da tv brasileira, o roteiro acopla passagens de sua vida em formato cronológico. Ou seja, o filme que pretendia sair do lugar-comum, não consegue sobreviver sem ceder ao que parece ser contra. São regras de mercado e valores padronizados que apresentam alguns dos motivos pelo qual tenho profunda desconexão com o formato. Quando sai do que estamos esperando, o interesse pelo que está sendo contado ganha nova classificação, e&nbsp;<em>Silvio&nbsp;</em>parece menos engessado. Mas toda a obra parece conectada a essa visão dura de entregar entretenimento, com um pensamento arraigado a respeito do recorte completo do artista, e assim temos pouco contato com a essência do seu homenageado.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O problema de&nbsp;<em>Silvio&nbsp;</em>é que, tirando essa intenção inicial que não se preconiza, todo o resto depõe contra o que vemos. A começar pelos valores de produção, que só parecem interessantes, principalmente nos 20 minutos iniciais, ou seja, antes do sequestro propriamente dito começar. Porque vemos um dos homens mais ricos do país filmado de maneira acanhada, em um escopo quase rudimentar. Lógico que não podemos emparelhá-lo a, por exemplo,&nbsp;<em>Mamonas Assassinas</em>, porque o nível sobe rápido. Ainda assim, é uma filmagem toda excessivamente planificada, sem avançar para uma esfera ampla. Isso denuncia o projeto como um todo, quando não temos acesso a uma fotografia que fuja desse enquadramento restrito. Antunez não tem um passado dos mais felizes esteticamente falando (vide&nbsp;<em>Polícia Federal</em>), mas aqui o projeto pedia um pouco mais de carinho.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Ao contrário desse cuidado, temos um dos piores trabalhos de caracterização do cinema brasileiro recente. Não estou fechando a discussão na impressionante (no pior sentido) maquiagem disponibilizada para Rodrigo Faro, mas no conjunto das tarefas, que passam inclusive por toda a construção imagética da família de Silvio; sua filha mais velha é um caso específico de como não vestir uma peruca em alguém. A aplicação do material é todo desastroso, e isso é triste especialmente porque compromete o trabalho dos atores. Por exemplo, não é possível avaliar a performance de Faro, porque não temos como prestar atenção no profissional se suas bochechas estão deformadas, ou seu queixo está esfarelando, ou o ator encostou as próteses em algum lugar, e isso deforma ainda mais o material.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A grande surpresa de <em>Silvio </em>não é deixar o espectador absolutamente órfão de compreender a história de Silvio Santos, em suas ideias e motivações, mas de criar uma situação policial que bloqueie qualquer interesse em relação ao que é, de fato, o protagonista do filme. Saímos empáticos ao sequestrador, e desconhecendo a trajetória do homem no pôster. Isso também é possível porque uma pessoa sai intacta desse projeto: Johnnas Oliva. Em momento de muita exposição (esteve em <em>O Sequestro do Voo 375 </em>e <em>Domingo à Noite</em>) o ator carrega o que deveria ser a vilania do personagem tão cheio de humanidade, que é impossível não criar empatia genuína com o personagem. E aí, quem deveria sequestrar Silvio Santos, acaba também cometendo um segundo &#8220;crime&#8221;, o de roubar um filme cheio de problemas para si. </p>



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<div class="youtube-embed" data-video_id="iYPkB-1d_iI"><iframe title="Silvio | Trailer Oficial | 12 de Setembro nos cinemas" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/iYPkB-1d_iI?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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