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	<title>Arquivos Teatro Poeira - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos Teatro Poeira - Rota Cult</title>
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		<title>Teatro Poeira comemora 21 anos e retoma a programação de oficinas com Bia Lessa </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 13:52:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em junho, o Teatro Poeira completa 21 anos de uma atividade cultural ininterrupta (descontando os dois anos pandêmicos) e já pode ser considerado parte do patrimônio teatral e afetivo do Rio de Janeiro. Criado e comandado por Marieta Severo e Andrea Beltrão, o espaço virou referência na cena brasileira e sinônimo de espetáculos de qualidade, [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Em junho, o Teatro Poeira completa 21 anos de uma atividade cultural ininterrupta (descontando os dois anos pandêmicos) e já pode ser considerado parte do patrimônio teatral e afetivo do Rio de Janeiro. Criado e comandado por Marieta Severo e Andrea Beltrão, o espaço virou referência na cena brasileira e sinônimo de espetáculos de qualidade, selecionados por uma curadoria apurada. A diversidade e o respeito absoluto ao fazer teatral imperam tanto na sala maior quanto no vizinho Teatro Poeirinha.</p>



<p class="has-text-align-center">Na véspera da maioridade, o Poeira tem uma notícia a mais para comemorar: o retorno da Petrobras como patrocinadora do espaço e, com ela, a volta de uma programação que marcou época, com cursos, oficinas e encontros, além de manter espetáculos em cartaz de terça a domingo nas duas salas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Os programas de Artista Residente, Artista Visitante e Teatro e Pensamento – idealizados pelo saudoso Aderbal Freire-Filho, parceiro das atrizes na concepção artística do lugar – estão finalmente de volta e de forma gratuita!</p>



<p class="has-text-align-center">Ao longo do ano, as Oficinas Petrobras vão receber grandes nomes da cena brasileira, a começar pela diretora Bia Lessa, que será a primeira Artista Visitante a ocupar o teatro por um mês, entre junho e julho, quando vai desenvolver uma série de ações com os participantes.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A Oficina Petrobras com Bia Lessa começa dia 1 de junho e as inscrições já estão abertas através do e-mail&nbsp;<a href="mailto:teatropoeira@teatropoeira.com.br">teatropoeira@teatropoeira.com.br</a>&nbsp;para onde o candidato deve mandar currículo e uma carta de intenção.</p>



<p class="has-text-align-center">Em seguida, será a vez de Duda Maia (agosto a outubro) e Chris Moura (outubro e novembro) fixarem residência no Poeira e compartilharem seu processo de trabalho com as turmas em um grande mergulho criativo. O diretor Rodrigo Portella também fará parte das Oficinas Petrobras no modulo Teatro e Pensamento, em programação que será anunciada em breve.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Serviço</strong>:</p>



<p class="has-text-align-center"><br><strong>OFICINAS PETROBRAS</strong></p>



<p class="has-text-align-center"><strong><u>BIA LESSA (Artista Visitante)</u></strong></p>



<p class="has-text-align-center">Início: 1 de junho a 1 de julho – terças e quartas, das 16h às 19h. Gratuito.<br>Inscrições abertas pelo e-mail&nbsp;<a href="mailto:teatropoeira@teatropoeira.com.br">teatropoeira@teatropoeira.com.br</a></p>



<p class="has-text-align-center">A encenadora vai liderar encontros regulares que abordarão a teoria e a prática na criação artística relacionadas às artes performáticas presenciais, com ênfase na linguagem teatral.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Batizado de &#8216;Ensaio n° 10&#8217;, a oficina consiste em um mergulho teatral imersivo composto por oito encontros dedicados a experiências entre espaço, tempo, palavra e indivíduos, convidando participantes a explorar as tensões desses elementos em um processo de criação.</p>



<p class="has-text-align-center">O programa Artista Visitante sempre visará a exposição e a transmissão do saber artístico, podendo ser relacionado ao seu método de criação ou ao conjunto da sua obra criativa ou à sua pesquisa de linguagem artística, proporcionando aos participantes uma experiência direta com a criação em várias áreas do universo das artes performáticas presenciais. Esses encontros são atividades artísticas de caráter livre, sem o comprometimento com a capacitação profissional regulamentar, com carga horária prevista de um mês, com dois encontros semanais de três horas de duração cada.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><u>DUDA MAIA (Artista Residente)</u></strong></p>



<p class="has-text-align-center">De 10 de agosto a 10 de outubro (terças, quintas e sábados, das 10h às 13h). Gratuito.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8216;Corpo Brincante Palavra Dançante&#8217;: a diretora vai promover uma residência lúdica de investigação física que se propõe a abrir possibilidades de criação pelo movimento e, a partir dessas possibilidades, experimentar a relação do corpo com a palavra. Trata-se do método de trabalho que a diretora Duda Maia utiliza para a montagem de seus espetáculos, como &#8216;Elza&#8217;, &#8216;Auê&#8217; e &#8216;Zaquim&#8217;.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><u>CHRIS MOURA (Artista Residente)&nbsp;</u></strong></p>



<p class="has-text-align-center">De 1 de outubro a 1 de dezembro (quartas, quintas e sextas, das 10h às 13h).</p>



<p class="has-text-align-center">&#8216;Criação e Construção – a cena contemporânea&#8217;: A oficina pretende investigar uma prática de criação teatral e de dramaturgia contemporâneas a partir de materiais de cada ator/participante e através de seu próprio corpo e suas memórias, vivências e referências como ponto de partida. Será criado ambiente de experimentação, observação, escrita, reflexão e treinamento. Treinamento como exercício e prática continuados, preparação física combinada com a ideia de fluxo de consciência e de movimento que resulta em cena e dramaturgia. Será criada uma dramaturgia que parte de textos teatrais e de referências cinematográficas e passeia pelo imaginário, a poética, as histórias, a memória musical, o lúdico e o criativo do grupo de criadores.</p>
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		<title>&#8220;EDDY — violência &#038; metamorfose&#8221; faz temporada no Teatro Poeira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2025 12:32:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adulto]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA["EDDY — violência & metamorfose"]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Poeira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Considerado um dos maiores fenômenos literários da última década, o escritor francês Édouard Louis ganha sua primeira adaptação para o teatro brasileiro com a estreia do espetáculo &#8220;EDDY — violência &#38; metamorfose&#8221;, que, após temporada de sucesso Sesc Copacabana, chega agora ao Teatro Poeira. Leia critica de Rodrigo Fonseca! Idealizado e produzido pela Polifônica, o projeto tem direção compartilhada [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Considerado um dos maiores fenômenos literários da última década, o escritor francês Édouard Louis ganha sua primeira adaptação para o teatro brasileiro com a estreia do espetáculo &#8220;EDDY — violência &amp; metamorfose&#8221;, que, após temporada de sucesso Sesc Copacabana, chega agora ao Teatro Poeira. <a href="https://rotacult.com.br/2025/06/eddy-faz-imersao-visceral-na-prosa-de-alerta-de-edouard-louis/">Leia critica de Rodrigo Fonseca!</a></p>



<p class="has-text-align-center">Idealizado e produzido pela Polifônica, o projeto tem direção compartilhada por Luiz Felipe e Marcelo Grabowsky e uma dramaturgia construída a partir de três livros do premiado escritor: &#8220;O Fim de Eddy&#8221;, &#8220;História da Violência&#8221; e &#8220;Mudar: Método&#8221;. </p>



<p class="has-text-align-center">A proposta, absolutamente original, de reunir em um único espetáculo três contundentes publicações do autor teve o aval caloroso do próprio Édouard Louis. &#8220;É a primeira vez que isso será feito no mundo, então, sim, façam isso, realizem esse projeto&#8221;, instiga o escritor, que será vivido no palco pelo ator João Côrtes. </p>



<p class="has-text-align-center">O novo espetáculo, que aborda temas urgentes como violência de classe e de gênero, homofobia e xenofobia, dá continuidade e aprofunda uma proposta de reflexão crítica elaborada pela Polifônica a respeito da violência e da dominação masculina nas relações humanas e suas devastadoras consequências.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Ao longo desses dez anos, buscamos, através de cada trabalho, propor uma reflexão coletiva acerca das consequências da desmedida ânsia masculina por poder, controle, dominação e submissão; sobre como isso produz danos nos mais diferentes corpos — humanos, além de humanos e de toda a Terra —, mas, principalmente, em tudo aquilo que se aproxima ou é identificado como feminino&#8221;, elabora o diretor Luiz Felipe Reis.  </p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;A nossa peça se baseia em três livros de uma obra que continua a se expandir e a se ramificar em diferentes histórias conectadas; histórias que aconteceram com ele num contexto francês, mas que poderiam muito bem ter acontecido com qualquer um ou uma de nós, num contexto brasileiro, pois há sempre uma força violenta de destruição e de morte que ronda e ameaça o feminino, seja em que corpo ou lugar ele estiver&#8221;, diz a atriz e coidealizadora do projeto, Julia Lund.</p>



<p class="has-text-align-center">O novo projeto da Polifônica também dá sequência à pesquisa estética de Luiz Felipe Reis acerca da noção de polifonia cênica, em que busca estabelecer uma relação criativa e não hierárquica entre o teatro e diferentes linguagens e formas de arte, como o cinema, a literatura e o som — pesquisa elaborada desde o primeiro espetáculo da companhia, &#8220;Estamos indo embora&#8230;&#8221; (2015), assim como em todos os trabalhos subsequentes: &#8220;Amor em Dois Atos&#8221; (2016), &#8220;Galáxias&#8221; (2018), &#8220;Tudo que brilha no escuro&#8221; (2020), &#8220;Vista&#8221; (2023) e &#8220;Deserto&#8221; (2024) — este último em cartaz atualmente no Teatro Poeira, com temporada prorrogada até agosto, devido ao sucesso, e indicações ao Prêmio APTR para Melhor Dramaturgia, Direção e Ator.</p>



<p class="has-text-align-center">O cineasta Marcelo Grabowsky, que já havia colaborado com a Polifônica no espetáculo &#8220;Amor em Dois Atos&#8221;, foi convidado para retomar sua parceria com o grupo, coassinado a direção e a dramaturgia de &#8220;Eddy — Violência e Metamorfose&#8221;, ao lado de Luiz Felipe Reis. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Serviço</strong>: De 17 de julho a 31 de agosto de 2025. / Quinta a sábado, 20h. Domingo, às 19h. / Local: Teatro Poeira. Rua São João Batista 108, Botafogo (21) 2537-8053./ Ingressos pela Sympla <a href="https://bileto.sympla.com.br/event/108228" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui.</a> / Classificação indicativa: 18 anos. Duração: 110 min. </p>
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		<title>&#8220;Lady Tempestade&#8221;, com Andrea Beltrão, reestreia no Teatro Poeira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2024 12:15:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adulto]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Andréa Beltrão]]></category>
		<category><![CDATA[Lady Tempestade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Monólogo com Andrea Beltrão, &#8220;Lady Tempestade&#8221;, reestreia no Teatro Poeira, em 2025. Com ingressos esgotados desde a estreia e concorridas sessões extras, este grande sucesso de público e crítica volta ao Teatro Poeira, com três indicações ao Prêmio Shell: melhor atriz, direção e dramaturgia. Passado, presente e futuro se embaralham em &#8220;Lady Tempestade&#8221;, espetáculo cuja [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Monólogo com Andrea Beltrão, &#8220;Lady Tempestade&#8221;, reestreia no Teatro Poeira, em 2025. Com ingressos esgotados desde a estreia e concorridas sessões extras, este grande sucesso de público e crítica volta ao Teatro Poeira, com três indicações ao Prêmio Shell: melhor atriz, direção e dramaturgia.</p>


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<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="512" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Lady-Tempestade.jpg" alt="&quot;Lady Tempestade&quot;" class="wp-image-173541" style="width:409px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Lady-Tempestade.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Lady-Tempestade-300x200.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Lady-Tempestade-150x100.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Lady-Tempestade-696x464.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Lady-Tempestade-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Passado, presente e futuro se embaralham em &#8220;Lady Tempestade&#8221;, espetáculo cuja dramaturgia parte dos diários da advogada pernambucana Mércia Albuquerque (1934-2003) para refletir sobre violências e injustiças no presente e no futuro, através dos relatos sobre sua atuação em defesa de centenas de presos/as políticos/as do Nordeste, principalmente entre 1973 e 74, um dos períodos mais pesados da ditadura brasileira.</p>



<p class="has-text-align-center">Na trama escrita por Silvia Gomez e dirigida por Yara de Novaes, Andrea Beltrão interpreta A., mulher que recebe os diários de Mércia e fica impactada com o testemunho pela busca de justiça — ou, ao menos, o paradeiro de desaparecidos, a partir das súplicas de mães desesperadas — e com a narrativa repleta de violência e coragem.</p>



<p class="has-text-align-center">Numa espécie de &#8220;diário dentro do diário&#8221;, A. encara o dilema de se envolver com aquela história, mas acaba mergulhando nela. Aos poucos, vai revelando uma personagem feminina importante, que começa a ser reconhecida a partir da publicação de suas memórias em livro, em 2023.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Mércia dizia que era uma contadora de histórias de pessoas que reconstruíram a liberdade. Eu sou uma contadora de histórias. Eu acredito que contar histórias é uma maneira amorosa de pensarmos juntos no nosso passado, nosso presente e nosso futuro. Contar histórias amorosamente, para nunca esquecer. Para tentarmos responder às perguntas que nos fazemos&nbsp;aqui&nbsp;e&nbsp;agora&#8221;, explica Andrea.</p>



<p class="has-text-align-center">A opção de levar essa história aos palcos veio, por coincidência, após seu monólogo &#8220;Antígona&#8221;, montagem sobre o clássico de Sófocles em que a protagonista enfrenta a ordem do rei Creonte para deixar seu irmão, que lutou na guerra, insepulto. Andrea levou o prêmio APCA de melhor atriz pela peça, que se desdobrou também em livro e no filme &#8220;Antígona 442 a.C&#8221;. Agora, retoma o tema da luta por justiça, e pelo sepultamento digno de entes queridos, em &#8220;Lady Tempestade&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center">Ao fazer paralelos com o tempo presente — com direito a um desabafo verídico, em áudio, de uma mãe que teve o filho assassinado pela polícia em 2022 —, A. envolve a plateia numa questão angustiante, mas provocadora: se não dá para &#8220;desver&#8221;, o que podemos fazer com isso?</p>



<p class="has-text-align-center">Com a dúvida se transformando em parte do enredo, foi natural para Silvia Gomez adotar uma ideia dada por Yara: narrar a história como se fosse o diário de A. lendo o diário de Mércia. &#8220;A personagem da Andrea diz: queria fingir que não tinha recebido aquilo, mas não era mais possível. Eram coisas semi-desaparecidas e não são mais. Então, para que futuro vamos após ouvir as palavras de Mércia?&#8221;, indaga a autora.</p>



<p class="has-text-align-center">Não à toa, uma frase é repetida algumas vezes no texto, após a leitura de trechos dramáticos do diário de Mércia:<strong>&nbsp;&#8220;</strong>Essas coisas acontecem, aconteceram, acontecerão&#8221;. Silvia desenvolve: &#8220;Alguém do presente, como nós, recebe uma convocação do passado. De repente, na escrita, o tempo verbal tornou-se arisco: às vezes no passado, às vezes no presente, às vezes no futuro. Como se a forma pedida pela obra nos lembrasse que o Brasil é reincidente no esquecimento de sua história, tantas vezes parecida com uma cena em looping de terror&#8221;.</p>



<p>Serviço: Temporada: a partir de 09 de janeiro de 2025 / Horário: quinta a sábado, às 20h | domingo, às 19h / Teatro Poeira (Rua São João Batista, 104 – Botafogo) / Classificação: 12 anos / Ingressos<a href="https://www.sympla.com.br"> à venda pela Sympla</a> e na bilheteria do Teatro Poeira </p>
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