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	<title>Arquivos terror - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos terror - Rota Cult</title>
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		<title>O Primata aposta nas sensações mais primordiais de medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando eu era criança, George Romero lançou um filme que fez sucesso no Brasil graças às muitas incursões das chamadas de seu lançamento em &#8216;home vídeo&#8217; nas propagandas de tv:&#160;Instinto Fatal, um filme que assisti algumas vezes. Na telinha, um macaquinho apaixonado pelo seu dono tetraplégico adquire um ciúme doentio, o que irá levá-los a [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Quando eu era criança, George Romero lançou um filme que fez sucesso no Brasil graças às muitas incursões das chamadas de seu lançamento em &#8216;home vídeo&#8217; nas propagandas de tv:&nbsp;<em>Instinto Fatal</em>, um filme que assisti algumas vezes. Na telinha, um macaquinho apaixonado pelo seu dono tetraplégico adquire um ciúme doentio, o que irá levá-los a inúmeros crimes. Quase 40 anos depois,&nbsp;<em>O Primata&nbsp;</em>reorganiza o mito me torno da aproximação secular entre o homo sapiens e os símios, sem precisar aproximar-se das questões científicas promovidas por algo como&nbsp;<em>Planeta dos Macacos</em>; aqui, há &#8220;somente&#8221; a ancestralidade do mal físico que acomete os animais, e que os deteriora. Parece pouco, num mundo cercado de possibilidades técnicas a explorar, mas um filme como esse dá a marcha a ré necessária para que o Cinema possa crescer em meio ao suficiente.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">De cara,&nbsp;<em>O Primata&nbsp;</em>diz a que veio, em uma cena de suspense crescente em meio à escuridão, que termina em um momento&nbsp;<em>gore&nbsp;</em>dos mais sinistros recentes. Para quem poderia imaginar que esse mergulho mais profundo no horror explícito era apenas uma menção inicial para ganhar os fãs do gênero, mas que esse aperitivo estaria em lugar único, tem a prova dos 9 menos de meia hora depois, quando nova morte explícita é exposta. O detalhe é que tal cena em qualquer filme seria sutil sem qualquer explicação maior, porque é uma cena que, digamos, já vimos outras vezes; a direção, no entanto, nunca deixa de nos convidar ao horror, como visto. E é dessa forma que vamos nos situando em uma produção cujos maiores pontos estão justamente na capacidade de ir sempre um pouco mais além no possível.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O filme tem uma trama até bem básica, o que chama a atenção é mesmo o desenvolvimento da ação, da criação dos planos, dos objetivos que o filme quer alcançar através da imagem. A direção fica a cargo de Johannes Roberts, alguém cujo currículo ostenta obras atacáveis por uns e idolatrada por outros (a cinessérie&nbsp;<em>Medo Profundo&nbsp;</em>e&nbsp;<em>Os Estranhos: Caçada Noturna&nbsp;</em>&#8211; não confundir com esses novos, esse é uma curiosa continuação de 2018). Aqui, no entanto, Roberts carrega para si o melhor que aprontou em seus títulos outros, incluindo uma obsessão por filmar o horror submerso; no segundo&nbsp;<em>Os Estranhos</em>&nbsp;tem uma sequência muito boa passada em uma piscina. Aqui, tudo parece estar cercado d&#8217;água, a começar pela ação ser passada no Hawaii, culminando em um clímax sem fim, mais uma vez, em uma campo aquático.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O filme acompanha o trauma de uma família que ainda sente o falecimento de sua matriarca. As duas irmãs se afastaram, e o pai acabou por se isolar na sua área de atuação &#8211; ele é escritor. O elo de ligação entre os três é o chimpanzé da família, com a qual a mãe desenvolveu estudos de linguística, realçando no animal suas características dóceis com um material que estimula a comunicação entre eles. Só que Ben acabou de ser infectado pela &#8216;raiva&#8217; assim que brigou com uma espécie de esquilo da floresta, e sua personalidade não apenas fica alterada. Ou seja, o roteiro de&nbsp;<em>O Primata&nbsp;</em>eleva o caráter da doença até o seu limite, e o que o espectador tem é uma máquina assassina capaz de pensar e se comportar com tanta astúcia quanto qualquer outro ser humano.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Apesar dos clichês na construção dos personagens e de suas relações, sejam as familiares, as amorosas e mesmo as rivalidades, tudo caminha exatamente dentro do esperado, as intenções de&nbsp;<em>O Primata</em>, como já dito, é apostar no que o olho vê, e nas sensações mais primordiais de medo. O banquete que se segue, então, é regido pela montagem dessa angústia crescente, e na finalidade de cada cena, que é aumentar as doses não de violência, mas de incredulidade das ações. Não à toa, nos pegamos boquiabertos constantemente a qualquer nova decisão de Ben, que perde gradualmente todos laços que possuía com quem os amou desde pequeno. Isso também realça com clareza as manifestações de solidão e abandono que a protagonista causou ao se afastar da família, que gerou, metaforicamente, na fúria incontrolável do único habitante da casa que pode ser indomável por sua própria natureza.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Em tempos de muitas estreias do gênero, fica a certeza de que&nbsp;<em>O Primata&nbsp;</em>é diversão escapista que pega o público pelos olhos e pelos sentidos. Às vezes, o que um filme do gênero precisa não é necessariamente beleza e posicionamento estético (como o belo&nbsp;<em>Extermínio: O Templo dos Ossos</em>), mas de uma força mais óbvia. Para quem é fã do horror mais tradicional, que torcem o nariz para as novas evoluções ou para lugares menos diretos, Roberts entrega o melhor prato que tais iguarias são capazes de preparar. Em sua visceralidade, consegue envolver em torno do afeto familiar ameaçado por algo ao mesmo tempo externo e interno; já se a busca é por algo mais orgânico e intrínseco às ideias, encontrar-se-á algumas boas ideias difusas ali. Mas, em primeiro plano, o que temos é esse material de impacto de imagens, sons e violência.&nbsp;</p>



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<div class="youtube-embed" data-video_id="I3j8a_LI8Qc"><iframe title="O Primata | Trailer Oficial | LEG | Paramount Pictures Brasil" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/I3j8a_LI8Qc?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Natal Sangrento: Remake assume estética trash com convicção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Giacobbo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Natal Sangrento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Natal Sangrento, o cineasta Mike P. Nelson enfrenta um desafio raramente bem-sucedido em Hollywood: refazer um clássico de 1984 sem recorrer ao tributo óbvio, à nostalgia gratuita ou ao reboot preguiçoso. O filme reproduz fielmente a abertura do original (o homem fantasiado de Papai Noel que enlouquece após testemunhar o assassinato dos pais) apenas [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Em <em>Natal Sangrento</em>, o cineasta Mike P. Nelson enfrenta um desafio raramente bem-sucedido em Hollywood: refazer um clássico de 1984 sem recorrer ao tributo óbvio, à nostalgia gratuita ou ao reboot preguiçoso. O filme reproduz fielmente a abertura do original (o homem fantasiado de Papai Noel que enlouquece após testemunhar o assassinato dos pais) apenas para, em seguida, romper com qualquer expectativa ao introduzir um salto temporal de 17 anos que altera radicalmente a narrativa.</p>



<p class="has-text-align-center">Rohan Campbell interpreta Billy Chapman na fase adulta. Longe do protagonista histérico do primeiro filme, Nelson apresenta um Billy emocionalmente devastado: olhar exausto, barba irregular e uma voz constantemente tensionada. Ele chega a um pequeno motel, novamente vestido de Papai Noel, disposto a matar. O diretor (também responsável pelo roteiro), administra essa revelação com precisão, mantendo o espectador em dúvida sobre a natureza do personagem: trauma, delírio ou algo sobrenatural. <em>Natal Sangrento</em>, certamente, se recusa a entregar respostas fáceis, e essa escolha fortalece o impacto dramático.</p>



<p class="has-text-align-center">A entrada de Pam (Ruby Modine) altera o eixo do filme. Funcionária da loja de enfeites natalinos do pai, ela entoa canções de Natal com fina ironia e convive com um diagnóstico de Transtorno de Personalidade Explosiva. O encontro com Billy estabelece uma dinâmica de vulnerabilidades compartilhadas, não como romance, mas como reconhecimento mútuo de dois indivíduos à deriva. Em uma das melhores cenas, ambos dividem um balcão iluminado por luzes intermitentes e Billy, por um instante, esboça um sorriso que nunca chega a se completar. Aliás, a possível redenção do personagem surge sempre carregada de ambiguidade, como uma promessa que pode se desfazer a qualquer momento.</p>



<p class="has-text-align-center">Paralelamente, crianças começam a desaparecer na cidade. Os cartazes com rostos sorridentes espalhados pelos postes reforçam a sensação de urgência, enquanto a polícia se mostra ineficaz. O filme explora com habilidade a tensão entre o passado de Billy e os novos crimes: embora o período do Advento coincida com o reinício das mortes, os sequestros não se encaixam em seu modus operandi. Nelson conduz esse jogo de expectativas sem recorrer a artifícios desonestos. Cada morte é coreografada com criatividade, e o humor (pontual e propositalmente ácido), funciona como respiro sem comprometer a atmosfera.</p>



<p class="has-text-align-center">Visualmente, <em>Natal Sangrento</em> assume sua estética trash com convicção. Além disso, uso predominante de luzes em tons vermelho e verde, o sangue reminiscente artificial e a trilha sonora que mistura jingles natalinos a guitarras distorcidas compõem um universo estilizado. Em alguns momentos, o filme evoca ecos de Tarantino e John Carpenter, com toques inesperados de comédia romântica à La Richard Curtis, tudo ambientado em cenários de estrada. </p>



<p class="has-text-align-center">O elenco é composto por rostos pouco conhecidos, o que contribui para uma sensação de autenticidade: são personagens imperfeitos, com sotaques regionais verossímeis, e suas mortes têm um impacto emocional incomum em produções do gênero.</p>



<p class="has-text-align-center">No terceiro ato, o diretor abraça o absurdo deliberadamente. Sequências de ação envolvendo enfeites natalinos são coreografadas com humor e energia, sem que o filme perca coerência interna. O roteiro une passado, trauma, culpa e possíveis caminhos de cura em uma narrativa concisa de 96 minutos, com explicações suficientes para evitar pontas soltas, mas sem apelar para um desfecho artificialmente otimista.</p>



<p class="has-text-align-center">Quando os créditos começam a rolar, fica a sensação de ter assistido a algo raro: um remake capaz de dialogar com o original, atualizá-lo e, ao mesmo tempo, se sustentar como obra própria. <em>Natal Sangrento</em> se firma como um dos remakes de terror mais competentes das últimas duas décadas e demonstra que ainda é possível produzir cinema de gênero com identidade, vigor e irreverência. Se Hollywood seguisse menos fórmulas e mais essa ousadia, talvez os remakes deixassem de ser motivo de desconfiança e se tornassem motivo de expectativa.</p>



<p class="has-text-align-center">Desliguem os celulares e excepcional diversão.&nbsp;</p>



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		<title>Five Nights at Freddy&#8217;s 2 trabalha em um universo de excessos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 10:55:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Five Nights at Freddy's]]></category>
		<category><![CDATA[Five Nights at Freddy's 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há exatos dois anos atrás, recém saídos da violência da pandemia do COVID-19, um sucesso inesperado chegada aos cinemas: Five Nights at Freddy&#8217;s, adaptação de uma série de videogames, custou apenas 20 milhões de dólares e arrecadou, em todo mundo, quase 300 milhões. A sequência era inevitável e foi decidida no auge daquele sucesso, como é [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Há exatos dois anos atrás, recém saídos da violência da pandemia do COVID-19, um sucesso inesperado chegada aos cinemas: <em>Five Nights at Freddy&#8217;s</em>, adaptação de uma série de videogames, custou apenas 20 milhões de dólares e arrecadou, em todo mundo, quase 300 milhões. A sequência era inevitável e foi decidida no auge daquele sucesso, como é de praxe na máquina hollywoodiana. O resultado reencontra todo o grupo original, incluindo o trio de protagonistas, os produtores, o roteirista Scott Cawthon e a diretora, Emma Tammi. A título de comparação, <em>Five Nights at Freddy&#8217;s 2 </em>eleva tudo o que já era absurdo no primeiro à uma potência que não parece ter sido suficiente ainda, já que a terceira parte tem tudo para já está no caminho, e a escala deve subir mais. Antes, é preciso esclarecer que, a despeito da expressão, está tudo dentro do esperado pela produção, incluindo (e talvez principalmente), os absurdos. </p>



<p class="has-text-align-center">Vejam só, trata-se de uma adaptação de um videogame criado pelo mesmo Cawthon que assina os roteiros, logo, ele sabe muito bem o que pretende aqui, e o filme deixa claro que ninguém em cena está livre dos méritos (ou culpas) do resultado. Criado em 2014, o jogo inicial tornou-se uma febre tão imediata que logo seu caminho mais óbvio foi procriar-se, dando luz a novos capítulos, livros, jogos de RPG, teorias autônomas criadas por fãs e espalhadas pela internet. Ou seja, o que vemos em&nbsp;<em>Five Nights at Freddy&#8217;s 2&nbsp;</em>provavelmente é um calhamaço possível de campos intermináveis, onde a cada nova curva, uma saída absolutamente diferente da anterior é proposta. E o que a produção faz? Banca o novo rumo, para qual lado for. Em linhas gerais, o filme é escrito por uma única pessoa, mas isso nunca fica claro pela quantidade infindável de ideias que são absorvidas ao fim e ao cabo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">As ideias estão sim todas em tela, e quanto mais elas aparecem, mais o filme as tem e se acoplam também ao que estamos acompanhando, camada em cima de camada, e mais e mais. Resultado:&nbsp;<em>Five Nights at Freddy&#8217;s 2</em>, assim como sua primeira parte, trabalha em um universo de excessos, e é justamente isso que o faz irregular, e não alguma deficiência estética. Tammi é uma diretora eficiente, com um olhar aguçado para o passado e o presente, que aqui continua ecoando entre os personagens. Já não se trata mais do pretérito longevo, mas também dos eventos do episódio anterior, que cunhou em seus personagens um novo campo de traumas. Em muitas passagens, o filme conversa tanto com&nbsp;<em>O Telefone&nbsp;Preto</em>, quanto com&nbsp;<em>It</em>, na necessidade de suas narrativas em recuperar uma histórias de horrores metafóricos e concretos, para moldar os adultos que serão e os que também já estão à sua volta.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Já não se trata exclusivamente de uma espécie de saudosismo que permitiria ao horror uma conexão ainda mais abrangente com o espectador, mas com um lugar de reconhecimento do próprio passado enquanto mola propulsora do desconhecido. Os temas frequentes de narrativas do gênero, como a solidão do personagem à margem, que funciona como um componente de atração do horror, são utilizados de maneira a compor uma obra que não abre mão de qualquer possibilidade à vista.&nbsp;<em>Five Nights at Freddy&#8217;s 2&nbsp;</em>joga com os tradicionais &#8216;jump scares&#8217; do gênero, mas é também adepto desse código ancestral que olha para o ontem não com saudade, mas no seu lugar oposto &#8211; a incompreensão, que leva à aproximação de forças que moldam o mal.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O elenco em forma (o trio Josh Hutcherson, Elizabeth Lail e Piper Rubio defendem seus tipos com ainda mais intensidade) é acrescentado pela participação especial de um sumido Skeet&nbsp;Ulrich, que formou com Matthew Lillard a dupla de assassinos do&nbsp;<em>Pânico</em>, e aqui encontram-se em lados antagônicos, mas seus esforços pensam um painel incompleto. Repleto de contradições, caminhos inconclusos e jogos que parecem nunca se encerrar antes de dar prosseguimento a um novo tópico,&nbsp;<em>Five Nights at Freddy&#8217;s 2&nbsp;</em>não sustenta o que vemos, porque seus caminhos não tem limites, esbarram em qualquer nova rota e as segue sem a preocupação de compor os arcos. Tudo o que é dito na narrativa, pode ser contradito na cena seguinte, e o filme não se importa com a ausência de consequências para esses deslizes, parecendo inclusive que procura tais falhas para tornar-se mais exótico, talvez.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Parte dessas características já estavam no filme de dois anos atrás, mas aqui o filme abandona sua&nbsp;própria lógica a cada vez que o roteiro precisa, como quando os personagens animatrônicos conseguem escapar da pizzaria. A partir de tal momento,&nbsp;<em>Five Nights at Freddy&#8217;s 2&nbsp;</em>chega a se tornar engraçado, porque a cada nova decisão narrativa, o filme abandona a decisão anterior. A produção tem clima, o ambiente onde o filme se passa é verdadeiramente assustador, o elenco está dedicado ao seu ofício, mas o que fazer quando personagens somem, o próprio universo em questão entra em colapso para que os eventos possam prosseguir (ainda que falte concordância)? Talvez a saída seja encarar como a realização se apresenta, e curtir cena a cena, sem preocupação com racionalidade que seria cobrada normalmente. Afinal, se tem uma adolescente que sente falta de bonecos assassinos, a protagonista mente descaradamente para a única pessoa que ainda gosta dela, e tudo isso ao redor dos personagens é encarado com normalidade, é sinal de que o público tem que relaxar e embarcar no jogo.&nbsp;</p>
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		<title>O Telefone Preto 2: Scott Derrickson ousa na sequencia mais aterrorizante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[O Telefone Preto 2]]></category>
		<category><![CDATA[Scott Derrickson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que pode ser mais benéfico a uma continuação, não mexer no time que ganhou &#8211; e isso significaria&#160;o que, em muitos casos, seria a repetição de fórmula e conteúdo &#8211; ou partir para um ponto de partida distinto, quase como um tiro em um escuro familiar? Seja como for, mudar a essência da matéria-prima [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">O que pode ser mais benéfico a uma continuação, não mexer no time que ganhou &#8211; e isso significaria&nbsp;o que, em muitos casos, seria a repetição de fórmula e conteúdo &#8211; ou partir para um ponto de partida distinto, quase como um tiro em um escuro familiar? Seja como for, mudar a essência da matéria-prima talvez seja o risco maior que uma intencional franquia poderia cometer, e é exatamente esse lugar que é ocupado por&nbsp;<em>O Telefone Preto 2</em>. Sem medo de ousar, o diretor Scott Derrickson mais uma vez mostra porque é necessário atenção ao seu trabalho, às dimensões que ele avança, e principalmente à experimentação, que é ponto pacífico em sua filmografia. Mas esse talvez seja seu movimento mais agudo, porque trata-se de um mergulho quase inverso dentro de uma possibilidade que ele já tinha apresentado, com outra proposta.</p>



<p class="has-text-align-center">Depois de estrear em longas com duas continuações para &#8216;home video&#8217; de êxitos de outrora (<em>Lenda Urbana&nbsp;</em>e&nbsp;<em>Hellraiser</em>), o diretor aponta no cinema com um dos filmes de gênero mais marcantes dos últimos&nbsp;20 anos:&nbsp;<em>O Exorcismo de Emily Rose</em>. De lá pra cá, seu olhar se sofisticou sem abandonar suas origens no terror, chegando até esse cálculo arriscado que ele lança agora. Um sucesso inegável, o primeiro&nbsp;<em>O Telefone Preto</em>&nbsp;mistura violência psicológica contra crianças a um toque de fábula para contar a história de um assassino de crianças que era ameaçado pelo além. De construção imagética espantosa, o filme quase surge como um milagre para um filme de grande estúdio. O que está em primeiro plano aqui é o que estava sendo gestado pelo diretor em segredo: ele não queria em 2021 contar uma história, mas sim criar um mito.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Dos pés fincados em uma lógica naturalista para um filme de gênero, que abraça o horror gráfico e uma possibilidade fantástica, Derrickson parte para uma história de origem em&nbsp;<em>O Telefone Preto 2</em>, indo para um passado 25 anos antes dos eventos do tomo, ao abraçar a fábula já de cara, sem pensar muito. Isso reconfigura a jornada inicial, ao mesmo tempo em que a nova programação desenha um caminho onde O Sequestrador não é mais vestido como um homem comum, mas uma lenda do horror, escalando gradativamente os pontos de alucinação. O resultado causa um benéfico estranhamento ao espectador, que pode não se situar com o que vê. Mas os pontos fazem sentido durante o caminho, para mais uma vez reverenciar quem veio antes de nós, no cinema.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Quem assistiu ao longa anterior, sabe que o serial killer morre ao final da jornada, então por si só a feitura de um&nbsp;<em>O Telefone Preto 2</em>&nbsp;já estaria incumbido de um desafio, mas ao longo da projeção entendemos que Derrickson não brincou em serviço, nem mesmo para com o fim do Sequestrador. Porque sua ideia, caso viesse o sucesso do filme, viria elevar o jogo para fora daquele contexto fechado. Lembrando que o primeiro filme tinha outra questão para lidar, o protagonismo por uma dupla de crianças, que obviamente cresceu. Logo, o filme se abre para esses 25 anos anteriores onde o surgimento desse homem terrível tinha camadas que o montasse como algo hediondo. A partir daí, toda a trajetória do filme é para apresentar não mais um assassino, e sim uma entidade &#8211; superior à morte.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Dessa forma, Derrickson se vale de inspirações que o acompanharam desde a infância, e que funciona com qualquer adolescente ligado ao cinema de gênero. Estão dispostos&nbsp;<em>Sexta-Feira 13</em>,&nbsp;<em>A Hora do Pesadelo&nbsp;</em>e a pulsação de outros filmes, como&nbsp;<em>Carrie</em>; isso é uma assertividade concreta que pretende também unir a figura do Sequestrador à outros mitos, como Jason Voorhees e Freddy Krueger. Ou seja, a ideia de uma produção que também abrace as conotações de&nbsp;<em>Stranger Things&nbsp;&nbsp;</em>não se situa como desconectada de uma ideia. O problema dessa ambição é que o filme com clareza mostra uma espécie de manual de instruções para ser feito, por causa de sua estrutura tão precisa, e ao mesmo tempo com os dois pés na fábula. Sinto falta da roupagem mais artesanal que tínhamos a quatro anos atrás, mas precisamos compreender a opção criativa e narrativa do todo como algo minucioso.</p>



<p class="has-text-align-center">O crescimento dos bastante talentosos Mason Thames e Madeleine McGraw não tirou talento deles, mas a verdade é que as interpretações aqui tem menos peso para o cômputo geral, porque estamos diante de uma jornada de construção de autoralidade, quer queiramos ou não. O trabalho solitário de Derrickson enquanto autor é também desafiado, e ganha contornos bastante inesperados, como no abraço frontal a 1982, o novo ano retratado, e a época dos efeitos práticos que substituíram a sugestão. Uma sequência em especial é resolvida com brilhantismo à luz da época, terminando no corte de um rosto que fará qualquer fã do período sorrir com cumplicidade e saudosismo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Esse é, na verdade, o molho do filme como um todo. Avançar nos anos, e remontar aqui uma nova costura para o terror, com a adição de um propósito maior que o roteiro. Já não faz mais tanto sentido a replicação do primeiro filme em carregar o espectador para dentro dos noticiários policiais setentistas, mas sim levar pela mão esse mesmo público, mas dessa vez para a magia da criação cinematográfica. Os prós são a provocação per se, os códigos dispostos na nossa frente, e os contras são a formatação igualmente artificial dessa moldura. Na balança de resultados, a qualidade e o prazer se sobressaem, mas discordo de quem coloca o original abaixo, porque lá a busca era por um modelo único. Em&nbsp;<em>O Telefone Preto 2</em>, o foco é a manutenção do amanhã no cinema, ainda que bebendo mais uma vez de resgates do passado.&nbsp;</p>
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		<title>Animais Perigosos: Sean Byrne apresenta terror eletrizante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Giacobbo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Animais Perigosos]]></category>
		<category><![CDATA[terror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Steven Spielberg lançou lá atrás, em 1975, o filme Tubarão, por sinal, o primeiro blockbuster da história, ninguém imaginava que ele estava boiando para que os próximos tubarõezinhos pudessem nadar. O visionário diretor criava ali não só uma nova categoria de longas-metragens (os blockbusters), como inaugurava um subgênero bastante criativo. Quantos filmes de tubarão [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Quando Steven Spielberg lançou lá atrás, em 1975, o filme<em> Tubarão</em>, por sinal, o primeiro blockbuster da história, ninguém imaginava que ele estava boiando para que os próximos tubarõezinhos pudessem nadar. O visionário diretor criava ali não só uma nova categoria de longas-metragens (os blockbusters), como inaugurava um subgênero bastante criativo. Quantos filmes de tubarão foram lançados desde então? Muitos e é claro que ao longo desta jornada há obras de todos os tipos, películas excelentes do naipe de <em>Águas Rasas </em>(2016), do cineasta Jaume Collet-Serra, e franquias que não se levam a sério como, por exemplo,<em> Sharknado </em>(2013 a 2020). E na trilha deste caminho desbravado por tantas outras pessoas, chega aos cinemas a produção <em>Animais Perigosos</em>, dirigida por Sean Byrne. </p>



<p class="has-text-align-center">Na centro da trama desta coprodução americana e australiana, encontramos a surfista Zephyr (Hassie Harrison), uma jovem de espírito livre, que mora em seu furgão e está sempre à procura da onda perfeita. Em uma de suas viagens, ela conhece em Gold Coast, na Austrália, um corretor de imóveis local, Moses (Josh Heuston). Inicialmente, eles se estranham, mas depois estabelecem uma conexão repleta de intimidade graças ao amor recíproco pelo surf. O problema é que nessa mesma região também vive Tucker (Jai Courtney), um guia turístico que oferece a Tucker&#8217;s Experience, um passeio de barco com direito a mergulho entre os tubarões, dentro, claro, de uma gaiola de proteção. O que ninguém sabe é que esta aprazível aventura esconde segredos sinistros. &nbsp; &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Com roteiro de Nick Lepard, <em>Animais Perigosos</em> não enrola e logo mostra aonde quer chegar. Em uma espécie de preâmbulo, antes mesmo de conhecermos Zephyr e Moses, somos apresentados à verdadeira faceta de Tucker: um psicopata, obcecado por tubarões desde a infância, que captura mulheres indefesas e as serve como banquete, justamente, para os tubarões. A primeira cena, envolvendo um casal de turistas, é tensa e serve para balizar o nível de tensão e de horror que obra pretende servir para o público. Deste momento em diante, não há como esperar menos do que foi visto até ali. O único instante de respiro se dá quando o casal protagonista desfruta de uma bela noite de amor. Essa tomada serve para solidificar a tal conexão e também para mostrar que se Zephyr pode ter um pouco de esperança, essa se chama Moses. Fora isso, os outros minutos da projeção de 1h38 são verdadeiramente eletrizantes.  </p>



<p class="has-text-align-center">No escopo das produções citadas, <em>Animais Perigoso</em>s oscila entre a proposta de <em>Águas Rasas</em>, um thriller que tem as suas virtudes calcadas na seriedade e na sobriedade, e as intenções explícitas de <em>Sharknado</em>, franquia que abraça, sem medo de ser feliz, a galhofa. Difícil? De forma alguma, pois ao mesmo tempo que o longa-metragem de Byrne e Lepard, em alguns momentos, tangencia o estilo do primeiro, em outros tantos (e muitos) é possível notar que ele não tem qualquer preocupação com a verossimilhança. E aí o pecado que decorre dessa ambivalência é desperdiçar a chance de resolver certas questões da obra de uma maneira um pouco mais crível e real. Foi proposital? Foi. É engraçado? Totalmente. Contudo, isso talvez incomode uma parcela dos espectadores que não saberá onde enquadrar o filme. </p>



<p class="has-text-align-center">O grande diferencial de<em> Animais Perigosos</em> em relação a outras produções é não retratar os tubarões como vilões, afinal esse nunca foi o papel deles na chamada vida real. Qualquer ataque de tubarões a seres humanos está atrelado à imprudência do homem ou ao modo irresponsável como tratamos o ecossistema onde esses animais vivem, como, por exemplo, ocorre na cidade brasileira de Recife. Na película de Byrne e de Lepard, a vilania está ligada à psicopatia de Tucker, em grande atuação de seu intérprete Jai Courtney, o Capitão Bumerangue dos dois longas <em>Esquadrão Suicida</em>, de 2016 e 2021. E já que estamos falando de atuações, se faz necessário destacar a protagonista Hassie Harrison, que me lembrou bastante Blake Lively em <em>Águas Rasas</em>. As cenas envolvendo Courtney e Harrison são de tirar o fôlego. Por sinal, é perspicaz salientar que o título do filme não se refere somente às criaturas marinhas. </p>



<p class="has-text-align-center">Dotado de uma fotografia de tirar o fôlego, com alguns grandes planos abertos de Gold Coast, um dos paraísos do surf no litoral australiano, e efeitos especiais de boa qualidade, Animais Perigosos desponta no cenário fílmico do ano de 2025 como uma gigantesca e belíssima surpresa. Não é perfeito e nem para todas as pessoas, mas é entretenimento pipoca de respeito. Quem curte este subgênero e não exige que as novas produções sejam sempre um novo Spielberg, eu recomendo muito.&nbsp;</p>



<p>Desliguem os celulares e excelente diversão.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="bOAk7mA0ZGE"><iframe title="ANIMAIS PERIGOSOS | Trailer Oficial Legendado" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/bOAk7mA0ZGE?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Mostra macaBRo – Horror Contemporâneo Brasileiro ganha parte 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 13:10:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Mostras de Cinemas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 01 a 20 de abril, a mostra &#8220;macaBRo – Horror Contemporâneo Brasileiro: Parte 2&#8220;. A programação é composta por 25 longas e 11 curtas-metragens que exploram o medo e o sombrio, em suas diversas formas, a partir de uma forte experimentação visual e por meio de histórias horripilantes. A iniciativa dá continuidade [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 01 a 20 de abril, a mostra &#8220;macaBRo – Horror Contemporâneo Brasileiro: Parte 2<em>&#8220;. </em>A programação é composta por 25 longas e 11 curtas-metragens que exploram o medo e o sombrio, em suas diversas formas, a partir de uma forte experimentação visual e por meio de histórias horripilantes. A iniciativa dá continuidade à primeira edição da mostra macaBRo, que foi realizada no formato online, em 2020.</p>



<p class="has-text-align-center">A mostra homenageia os realizadores José Mojica Marins, o Zé do Caixão, que morreu em 2020; Juliana Rojas e Marco Dutra, diretores de <em>As Boas Maneiras</em>, cujos filmes ganharam notoriedade pela crítica e pelo público; e Rodrigo Aragão, conhecido como um dos maiores efeitistas do Brasil e pelos filmes de terror de baixo orçamento. Além disso, a programação ressalta a diversidade do Brasil, com filmes da região Sudeste, Norte, Nordeste e Sul. Entre os destaques estão a exibição de &#8220;À Meia-Noite Levarei Sua Alma&#8221; (1964), de José Mojica Marins e o inédito &#8220;Prédio Vazio&#8221;, de Rodrigo Aragão.</p>



<p class="has-text-align-center">Além das exibições, a mostra ainda conta com cursos, debates, bate-papos e palestras. As atividades acontecerão com a participação de curadores, produtores, realizadores e pesquisadores das obras cinematográficas.<br> </p>



<p class="has-text-align-center"><strong><u>SERVIÇO:</u></strong> <strong>Data: 01 a 20 de abril</strong> / <strong>Local:</strong> CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Unidade Passeio – Rua do Passeio, 38 – Centro / <strong>Retirada de ingressos para os filmes:</strong> 30 minutos antes de cada sessão / <strong>Horários da bilheteria: </strong>Terça a sábado, 13h às 19h, e domingos e feriados, 13h às 18h / Acesso para pessoas com deficiência / Entrada gratuita / <strong>Informações:</strong> (21) 3980-3815 | <a href="https://www.caixacultural.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.caixacultural.gov.br</a> / <a href="https://www.instagram.com/caixaculturalrj/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">caixaculturalrj</a></p>



<p class="has-text-align-center">Confira a programação completa em&nbsp;<a href="https://www.caixacultural.gov.br/Paginas/Programacao.aspx?idEvento=2614" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programação | CAIXA Cultural</a>.</p>
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		<title>Cinemark exibirá O Macaco com exclusividade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 12:46:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cinemark]]></category>
		<category><![CDATA[O Macaco]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen King]]></category>
		<category><![CDATA[terror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos eventos mais prestigiados pelos clientes da Rede, a Noite do Terror Cinemark está de volta em grande estilo, com o filme O Macaco, principal lançamento de terror do mês de março. Assim como em edições anteriores, a Rede promove um evento especial para receber os fãs e para entregar uma experiência marcante. O público que [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Um dos eventos mais prestigiados pelos clientes da Rede, a Noite do Terror Cinemark está de volta em grande estilo, com o filme <em>O Macaco</em>, principal lançamento de terror do mês de março.  </p>



<p class="has-text-align-center">Assim como em edições anteriores, a Rede promove um evento especial para receber os fãs e para entregar uma experiência marcante. O público que estiver presente encontrará os dois complexos tematizados com elementos do filme e terá surpresas especiais durante o evento, além de, claro, assistir ao filme antes de todo mundo. Clientes também poderão aproveitar um cupom exclusivo do evento (TERROR30) que concede&nbsp;30% de desconto* em compras acima de R$ 60 no Snack Bar. A estreia oficial acontece em 6 de março.</p>



<p class="has-text-align-center"><em>*O cupom de desconto é válido apenas no dia 24.02.2025 no evento `Noite do Terror` na Cinemark Pátio Paulista (SP) e Cinemark Botafogo (RJ). Ele não é acumulativo com o desconto do Cinemark Club.</em></p>



<p class="has-text-align-center">Baseado no conto de Stephen King, <em>O Macaco</em> acompanha os gêmeos Bill e Hal, interpretados por Theo James, que encontram no sótão um velho macaco de brinquedo de seu pai. Mas ao fazerem isso, uma série de mortes terríveis começam a acontecer. O filme estreia oficialmente nos cinemas em 6 de março.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Noite do Terror Cinemark com “O Macaco”<br>Quando: </strong>Dia 24 de fevereiro, sessões a partir das 20h.  Pré-venda de ingressos já disponível no app e <a href="https://www.cinemark.com.br/filme/noite-do-terror-o-macaco/?utm_source=organico&amp;utm_medium=Social&amp;utm_campaign=noitedoterror&amp;utm_adgroup=story_omacaco&amp;utm_content=noitedoterror" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site da Cinemark</a>.<br><strong>Cupom exclusivo: </strong>TERROR30. Válido apenas no dia do evento (24/2). </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="ZWdhgGTAelE"><iframe loading="lazy" title="O Macaco | Trailer Oficial Legendado" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/ZWdhgGTAelE?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>O homem do saco: Colm McCarthy traz terror genérico para as telonas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Giacobbo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A abertura promete. Uma panorama ampla, bastante aberta de um campo de beisebol. Quando a câmera se aproxima, o ângulo fecha em um adulto e uma criança, provavelmente, um pai e uma filha batendo bola. A conversa que eles estão tendo é sobre um pesadelo, um susto perto da entrada de uma velha mina. Escurece [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">A abertura promete. Uma panorama ampla, bastante aberta de um campo de beisebol. Quando a câmera se aproxima, o ângulo fecha em um adulto e uma criança, provavelmente, um pai e uma filha batendo bola. A conversa que eles estão tendo é sobre um pesadelo, um susto perto da entrada de uma velha mina. Escurece e eles voltam para casa. Junto do porta-malas do carro, a conversa se aprofunda e o homem diz que para vencer determinados medos é preciso se livrar de certas coisas da infância, no caso, um bicho de pelúcia que a menina carrega com ela para cima e para baixo. Pensando pelo viés psicológico, esta talvez seja uma boa ideia, mas como irá mostrar a mitologia de <em>O Homem do Saco</em>, dirigido por Colm McCarthy, no presente filme, não, esta não é uma coisa muito legal de se fazer. Conservem e não se desfaçam de objetos que lhe são caros. </p>



<p class="has-text-align-center">Na trama, roteirizada por John Hulme, Patrick McKee (Sam Claflin), depois de um tempo longe, decide voltar, acompanhado de sua esposa Karina (Antonia Thomas) e de seu filho Jake (Caréll Rhoden), para sua cidade natal, onde passou toda a infância. Quando criança, o pai de Patrick tinha o hábito de contar para ele e para o seu irmão, Liam, a história do tal Homem do Saco que batiza esta película, um monstro que rapta crianças indefesas e sonhadoras colocando-as em uma sacola. Lenda ou realidade? O público pode até já saber, em função da cena de abertura, mas o protagonista, infelizmente, não tem bem certeza e se isso não bastasse, os traumas do passado e do dia em que ele acredita ter escapado de um terrível encontro com esta entidade ainda o assombram no presente.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Neste retorno para casa, Patrick está morando na residência que pertenceu a sua mãe e logo fica claro que sua vida está desorganizada. Ele trabalha em uma velha madeireira que pertenceu ao pai e hoje é administrada por Liam. Fica igualmente claro que ele deu um passo para trás. Em uma conversa fria, na varanda, durante um brunch, enquanto as esposas estão dentro de casa, o irmão o desencoraja em relação a um projeto e diz que a sua prioridade deve ser quitar as dívidas. Só que Patrick é um sonhador e quem sonha também costuma ter muitos pesadelos. E esses, os pesadelos, parecem ser sua maior preocupação neste exato momento.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Noite após noite, depois desta conversa frugal, matinal e quase espectral de tão fria, Patrick e Karina passam a ter a sensação de que a casa onde estão residindo está prestes a ser invadida. São picos de luz, barulhos estranhos, passos no andar térreo, um conjunto de coisas que assustam a todos, porém, mais ele do que ela em função do seu passado com a cidade e a sua lenda. Neste ponto, o filme toma uma das suas melhores decisões: alternar cenas do passado com cenas do presente. Assim, enxergamos o protagonista ainda garoto e tomando conhecimento da história e da existência do Homem do Saco. Esta foi uma ótima forma de introduzir, aos pouquinhos, a tal mitologia a qual me referi no parágrafo inicial, garantindo que, ao término, todos os elementos para compreensão geral estejam ali.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Se a opção por esta mescla de cenas em tempos diferentes foi uma decisão acertada, é nesta hora também que nos deparamos com o primeiro jumpscare. Até que não são tantos quanto eu temia ou quanto outras pessoas gostariam. Porém, eles estão lá. Presentes como sempre e desnecessários. O fato de não abusar deste recurso, muitas vezes utilizado como muleta, é uma boa notícia, contudo, uma notícia muito melhor seria simplesmente não utilizá-lo e apostar na criação do medo a partir da construção de uma atmosfera soturna e de uma ambientação pesada, principalmente, por meio da fotografia. E vejam que o longa-metragem de McCarthy tinha tudo para ser assim, pois a cena inicial e algumas outras subsequentes me remeteram, instantaneamente, à macabra Derry, das histórias de Stephen King.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Em um gênero muito consumido e por isso com uma produção tão prolífica, <em>O Homem do Saco</em> enfrenta o mesmo problema de tantos outros filmes, ele padece de uma certa falta de originalidade. E quando isso acontece a melhor alternativa é trabalhar bem aquilo que a obra tem de bom. Como na questão do medo, McCarthy e Hulme ficaram no meio do caminho entre o susto fácil e a ambientação através de elementos como a fotografia, o ponto alto acabou sendo a mitologia por trás do monstro, que assusta Patrick desde a tenra infância. Acontece que mesmo essa, no final das contas, tem os seus problemas. Na ânsia de amarrar a história, os autores lançam mão de uma verborragia ilustrativa com o intuito de explicar tudo o que foi plantado, cena a cena, desde o comecinho. Uma pena. </p>



<p class="has-text-align-center">Desliguem os celulares e boa diversão.&nbsp;</p>



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		<title> Sala Escura: Paulo Fontenelle traz proposta metalinguística em longa de terror</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[critica]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Fontenelle]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não existem camadas de entendimento para Sala Escura, mas existem camadas de envolvimento, com isso, a apreciação do filme não se condiciona a elementos externos, mas tornam-se mais difusos conforme a ligação do espectador com o que se filma. Em linhas gerais, sempre poderemos dizer que em qualquer tipo de análise, reside um tom subjetivo, mas [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Não existem camadas de entendimento para <em>Sala Escura</em>, mas existem camadas de envolvimento, com isso, a apreciação do filme não se condiciona a elementos externos, mas tornam-se mais difusos conforme a ligação do espectador com o que se filma. Em linhas gerais, sempre poderemos dizer que em qualquer tipo de análise, reside um tom subjetivo, mas no filme de Paulo Fontenelle não foi preciso cinco minutos para que outro tipo de conexão fosse estabelecida. Não estamos diante de um cenário qualquer servindo de ambientação para a obra, mas de um cinema, literal, em 100% do tempo. E mais: não é qualquer sala que a produção apresenta como palco, mas o lendário Cine Odeon, localizado na Cinelândia carioca, um marco histórico para o Rio de Janeiro cinéfilo. </p>



<p class="has-text-align-center">O crítico de cinema que tenha se aventurado por ali já teria uma abordagem mais sensível ao que vê, um que tenha sido criado entre aquelas paredes, e já assistido ali inúmeros clássicos, observa com emoção o que está sendo disposto, e sua proposta metalinguística. Um dos primeiros planos de <em>Sala Escura </em>é um exato jogo que transforma o que vemos, ao estimular o mergulho do espectador na proposta de se deixar levar pela magia. O cinema já foi personagem de outros filmes, e mesmo os longas de horror já estiveram nesse lugar de estímulo para o assassínio coletivo, mas aqui a morte está intrinsecamente ligada não apenas ao que nós vemos, mas também a uma tentativa de decupar a própria realização de cinema. </p>



<p class="has-text-align-center">Quanto ao filme em si, independe das sensações que assistir o Odeon protagonista de um filme possa causar, a princípio.&nbsp;<em>Sala Escura&nbsp;</em>é uma produção cheia de ideias curvas, muitas delas fora dos padrões para o público médio, aquele &#8216;jovem que vai ao shopping e assiste a um filme novo&#8217;. Para o amante de terror menos óbvio, há quase 40 anos Lamberto Bava lançava o seminal&nbsp;<em>Demons</em>, hoje um clássico de um dos mestre do &#8216;giallo&#8217; italiano, co-roteirizado por Dario Argento. Lá, igualmente um grupo ficava preso em uma sala de cinema e, um a um, encontrava o assassino disposto a não deixar rastros pelo caminho &#8211; ou vivos. A magnífica e incomum inspiração serve para oxigenar o gênero no país, que a despeito de contar com um gênio como José Mojica Marins na História, parece sempre engatinhar no horror.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Ainda que muito nos cerque de maneira positiva,&nbsp;<em>Sala Escura&nbsp;</em>é um filme que soa esgarçado em excesso. Talvez percebendo que tal situação não conseguiria ter fôlego para um longa, Fontenelle espicha muitas das cenas com uma apreensão que sai dos trilhos, por ultrapassar o limite de tempo normalizado para cada cena. Então temos o elenco olhando para um ponto fixo durante muito tempo, os atores se olhando durante muito tempo, um silêncio incomum para a situação durante muito tempo, a aproximação entre os personagens durante muito tempo. Em algum momento, isso sai do eixo e começa a parecer artificial, sem qualquer razão de existir e sem muita explicação, é apenas o tempo do filme sendo esticado sem motivo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Dentro das limitações que o cinema brasileiro abarca, o que Fontenelle consegue esteticamente, tanto no campo geral quanto nas cercanias do gênero, é uma prova de bravura. Obviamente um título de baixo orçamento,&nbsp;<em>Sala Escura&nbsp;</em>mostra suas possibilidades através de cenas muito críveis, quanto o primeiro crime explícito. Ou seja, os problemas do filme não são exatamente de ordem estética, mas acerca de decisões narrativas e de um lugar equivocado no que seria a construção da tensão, que escapa do limite compreensível. Mais do que sua incursão anterior no gênero (<em>Inverno</em>), dessa vez o diretor encontra pontos positivos que mostram que sus capacidades ainda podem ser apreciadas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O elenco de&nbsp;<em>Sala Escura&nbsp;</em>segue alheio aos estereótipos prestados nas convenções do clichê. Osvaldo Mil e Danilo Moura fazem excelente trabalho, menos óbvios, e com personagens fora do esquadro comum. É sempre bom rever Luiza Valdetaro, e aqui ela encontra na economia a melhor saída. Allan Souza Lima e Tainá Medina têm bons momentos também, sempre seguindo um campo de neutralidade, em tempo que Paulo Lessa e João Vitor Silva têm tipos mais expostos e sacrificados. No entanto, todos estão bem em seus lugares estratégicos para fazer a narrativa caminhar.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">No meio dos problemas de&nbsp;<em>Sala Escura</em>, no entanto, vêm à tona os caminhos por dentro da metalinguagem que o filme propõe. Um grupo de pessoas que assiste, de maneira estática, o horror acontecer à sua frente, sem tentar salvação ou alguma ajuda lógica, como se estivessem assistindo um filme de maneira passiva&#8230; e estão. É como um jogo onde o diretor mostra o tempo todo ao espectador que participamos de um experimento, espectadores (de dentro do filme) e espectadores (nós). Não é comum essa tentativa tão arriscada de caminhos dentro do gênero no Brasil, mas Fontenelle, entre erros e acertos, banca suas tentativas com algum charme.&nbsp;</p>



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		<title>Abraço de Mãe, um thriller de horror psicológico nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é fácil fazer cinema de gênero no Brasil, por isso é animador ver a Netflix lançar um novo filme de terror nacional em sua plataforma: Abraço de Mãe, thriller de horror psicológico que reúne elementos clássicos do gênero em plena Zona Norte carioca, em uma trama que explora também a popularidade dos filmes baseados [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Não é fácil fazer cinema de gênero no Brasil, por isso é animador ver a Netflix lançar um novo filme de terror nacional em sua plataforma: <em>Abraço de Mãe,</em> thriller de horror psicológico que reúne elementos clássicos do gênero em plena Zona Norte carioca, em uma trama que explora também a popularidade dos filmes baseados em fatos reais e a competência da atriz Marjorie Estiano. Pena que o diretor argentino Cristian Ponce nem sempre articule da melhor forma todos essas qualidades positivas à sua disposição.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="770" height="322" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Abraco-de-Mae.jpg" alt="Abraço de Mãe" class="wp-image-182770" style="width:501px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Abraco-de-Mae.jpg 770w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Abraco-de-Mae-300x125.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Abraco-de-Mae-768x321.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Abraco-de-Mae-150x63.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Abraco-de-Mae-696x291.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Aliás, o prólogo é um bom exemplo do que <em>Abraço de Mãe</em> poderia ter sido. Um parque de diversões com lixeiras de palhaço sinistras estrategicamente desfocadas na profundidade de campo, uma atração bizarra que explora a anatomia humana, uma mãe mentalmente perturbada que leva sua filha dopada de remédios ao encontro de um feto e uma trilha sonora sinistra emolduram perfeitamente a “história de origem” de Ana (Marjorie Estiano), uma heroína que jamais superou o acidente que vitimou sua mãe após um incêndio misterioso.</p>



<p class="has-text-align-center">Ana vive em função de superar esse trauma, de modo que vira cabo do Corpo de Bombeiros. As memórias de infância invadem o seu cotidiano e eventualmente a paralisam em serviço, mas ela é determinada e insiste para voltar ao serviço. A Cabo Ana volta ao serviço bem no dia em que um temporal no verão de 1996 massacra o Rio de Janeiro — o que por princípio, ou pela lógica, deveria ser um contexto específico, explorado no longa-metragem de acordo com suas particularidades, e isso servir à história. Mas não. <em>Abraço de Mãe </em>poderia se passar 1970 ou 2020 sem prejuízo algum à história.</p>



<p class="has-text-align-center">Esse desperdício é uma constante do longa-metragem. Cristian Ponce e seus corroteiristas, Gabriela Capello e André Pereira, mostram um bom conhecimento do gênero na medida em que enumeram uma série de elementos característicos do terror. O asilo que é uma verdadeira casa mal assombrada, seus internos em um estado mental precário e uma aparência medonha, as visões da protagonista e, uma vez que o filme avança, um monstro indiscernível, claramente inspirado na obra clássica de H.P. Lovecraft. Mas nada disso parece se articular de forma coesa. Não há um momento em que todos elementos se unam e deem corpo à narrativa. São recursos atirados aleatoriamente no texto e em cena, sem jamais provocar alcançar seu potencial dramático.<em>Abraço de Mãe</em> é um thriller de horror sem grande impacto, infelizmente, não dá susto nem medo. </p>



<p class="has-text-align-center">O monstro lovecraftiano não diz muito a que veio, tanto em termos de ameaça como de modo a se conectar coerentemente com a história pregressa e os traumas de Ana — uma clara ambição do roteiro que é só esboçada e jamais ganha corpo no filme. É também decepcionante a densidade emocional ou psicológica que se anuncia lá no prólogo e não se desenvolve durante o longa-metragem. O que Cristian Ponce faz de melhor, explorando o bom trabalho das equipes de som, fotografia e design de produção do longa-metragem, é construir uma atmosfera de suspense e uma certa apreensão pelo que virá, bem aproveitando o ponto de vista traumatizado de sua protagonista, interpretada por uma ótima atriz. Pena que essa boa antecipação jamais se concretize em tensão ou terror por completo. Falta trabalho de roteiro para aprofundar esses elementos atirados na superfície e provocar os sentimentos mais primitivos no público.</p>



<p class="has-text-align-center">O time chega no dia 23 no catálogo da Netflix.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="d_pnLkRS2Qg"><iframe loading="lazy" title="Abraço de Mãe | Trailer Oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/d_pnLkRS2Qg?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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