O VOO

Após se dedicar nos últimos 10 anos ao desenvolvimento de filmes de animação (através do método de captura de movimento) Robert Zemeckis, diretor de “O Expresso Polar”, “A Lenda de Beowulf” e “Os Fantasmas de Scrooge”, resolveu retornar as telas em uma versão mais próxima da realidade.

Em “O voo”, Denzel Washington interpreta Whip, um experiente piloto de avião, que está separado de sua esposa e filho e tem sérios problemas com bebidas e drogas.

Durante um fadado voo, Whip acaba salvando a vida de diversas pessoas quando a aeronave que pilotava apresentou uma pane, mas a FAA (sigla nos Estados Unidos para Administração Federal de Aviação) investiga e acha evidências de abuso de drogas.

Agora, apesar de ser considerado um herói por muitos e contar com o apoio de amigos, ele se vê diante do jogo de empurra na busca pelos culpados da queda e das mortes ocorridas. É quando seus erros e escolhas do passado passam a ser decisivos para definir o que ele irá fazer de seu futuro.

O acidente aéreo se torna então, pano de fundo para contar o drama de vida de Whip Whitaker. A frieza com que encarou o acidente, não existe dentro dele para encarar os reais fatos de sua saúde. Pelo contrário, a bebida se torna sua “melhor companhia”.

Para aumentar a bagagem dramática, Whip conhece uma mulher dentro do hospital em situação de dependência semelhante, e logo uma paixão se inicia com vista para a redenção. Se ela vai acontecer ou não, são outros quinhentos.

Com uma trilha sonora bombante, o filme conta com boas atuações e uma direção firme.

Essa é a segunda vez que os atores Denzel Washington e John Goodman se reencontram ao som de “Sympathy For The Devil”, dos Rolling Stones. A música também faz parte da trilha de Possuídos de 1998, filme estrelado por Goodman e Denzel Washington.

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