O fim não é quando a estrada acaba. Baseado na música de Renato Russo, “Faroeste Caboclo” traz questões sociais e políticas atuais como pano de fundo para romance de Maria Lúcia e João de Santo Cristo, ou seria ao contrário?

João do Santo Cristo deixa Salvador em busca de uma vida melhor. Em Brasília conhece Maria Lucia, por quem se apaixona e vive um amor nos moldes de Romeu e Julieta no filme, mas seu envolvimento com o tráfico de drogas coloca tudo a perder.

Cada um cumpre muito bem o seu papel, principalmente o trio de protagonistas.

Jeremias é um babaca da elite de Brasília que representa tudo aquilo de odioso que pode haver em um playboy. João é o garoto que tenta fazer as coisas direito, mas mais erra do que acerta. E Maria Lúcia é filha de senador, rica vive uma vida melancólica e deprimida e em busca por algum sentido na vida.


Tanto a fotografia como a trilha se destacam e compõem bem o filme.

A adaptação da música eternizada pelo Legião Urbana conta a história de João que não é inédita no Brasil. Bem executada e competente, a direção de René Sampaio investe em posicionamentos e ângulos que dão uma feição técnica própria aos versos da canção. 

Já o roteiro de Marcos Bernstein e Victor Atherino, concentra as atenções no romance de João de Santo Cristo e Maria Lúcia.

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