Você seria capaz de matar uma pessoa se soubesse que não teria que pagar por esse crime perante a lei? E se fosse para proteger sua família? Essas são as principais questões do filme “Uma Noite de Crime” do diretor James DeMonaco. Em uma América assolada pela violência, pelo crime e com penitenciárias lotadas, o governo decreta uma lei: durante 12 horas qualquer pessoa pode cometer qualquer crime sem que seja punida por ele, todos os serviços de ajuda como polícia, bombeiros e hospitais ficam suspensos. Isso faz com que o índice de criminalidade diminua e a sociedade viva em paz já que isso permite que que os cidadãos libertem seus impulsos violentos. Pela lei você pode participar ou simplesmente apoiar sem nenhum tipo de interferência para isso basta colocar um vaso com flores azuis do lado de fora da casa. É dessa forma que a Família Sandin resolve passar por essa noite.
 
James Sandin, porém tem uma pouco mais de influência nessa noite. Ele trabalha em uma empresa que vende um poderoso sistema de segurança que protege as residências durante essa noite. Mas tudo muda quando o filho mais novo de James resolve abrigar uma das vítimas e seus perseguidores passam a ameaçar a todos dentro daquela casa. Aliás, a casa e a escuridão são dois dos principais personagens do filme como acontece na maioria dos filmes de suspense. Mas a grande diferença desse é que ele te faz pensar que tudo pode se tornar realidade, principalmente, porque tudo se passa em 2022, onde não existem carros voadores, viagens para outros planetas e a Terra não foi assolada por nenhuma guerra, vírus ou invasão alienígena. Não existe uma grande evolução na sociedade, na tecnologia ou nas pessoas.
 
Tenso, atual e questionável, o filme com certeza nos leva a avaliar algumas coisas na sociedade atual. Traz questões de todos os tipos, uma delas pode ser: e quanto a você, se pudesse quem seria o primeiro que mataria nesta noite?
 
Para ver “Uma Noite de Crime” é necessário ter sangue frio.
 
Crítica escrita por: Elaine Albuquerque Muharre.

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