Mostra exibe filmes das últimas sete décadas em cópias restauradas e que nunca foram lançados no Brasil, e conta com lançamento de catálogo
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 18 a 30 de agosto (terça-feira a domingo), a mostra de Cinema Argentina Rebelde, com 17 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens que traçam um amplo panorama do cinema argentino. A mostra tem a participação de especialistas em cinema latino-americano como os críticos argentinos Alejandro Cozza e Roger Koza, a professora e escritora argentina, Ana Laura Lusnich, e o sociólogo e professor peruano, Isaac León Frías. Na abertura, haverá lançamento de catálogo da mostra com traduções de textos já clássicos e contribuições inéditas.
A programação, que tem curadoria dcrítico e pesquisador de cinema Victor Guimarães, reúne obras de diversos estilos, realizadas entre os anos de 1942 e 2013, desde o cine social dos anos 1940, passando pelo Nuevo Cine dos anos 1960 até as propostas mais radicais contemporâneas. A grande maioria dos filmes da mostra é inédita no Brasil e não conta com edições em DVD ou Blu-Ray no país (ou em língua portuguesa), apesar do reconhecimento de críticos e historiadores internacionais. Quase todos os filmes serão exibidos em película, em cópias restauradas.
Entre os filmes selecionados estão o longa-metragem Invasão (1969) ,que tem argumento de Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares e se tornou uma verdadeira lenda na cultura argentina, e o filme … (Reticências), de 1971, primeira produção do escritor e cineasta Edgardo Cozarinsky, um dos nomes mais importantes do cinema underground argentino (o filme nunca estreou, chegou a ser considerado perdido e foi restaurado em 2011). Outro título que deve chamar atenção dos cinéfilos é o curta-metragem Rei Morto(1995), filme que esboça o estilo inconfundível da premiada diretora Lucrecia Martel.
“O sentido da rebeldia que reúne as obras desta mostra é duplo e indissociável: a resistência à injustiça social e à repressão política na Argentina é aliada, no cinema, da insubordinação diante das gramáticas hegemônicas. Rebeldia que não tem apenas um sentido negativo, de oposição (embora essa negatividade seja fundamental), mas que se afirma como invenção apesar de tudo. Cada filme, em seu tempo e a seu modo (como não poderia deixar de ser), combina essas duas faces de uma mesma atitude estética e política rebelde, que varia e se desdobra em um manancial de formas”, comenta o curador Victor Guimarães.
Minicurso e atividades paralelas:
A mostra contará também com a participação de pesquisadores e críticos latino-americanos em sessões comentadas, uma conferência e uma mesa-redonda. Além disso, o crítico argentino Alejandro Cozza ministrará o curso Revolucionários, insurgentes e dissidentes, de 27 a 29 de agosto (quinta-feira a sábado), com quatro horas de duração a cada dia.
O curso fará um breve percurso pela história do cinema argentino, em conexão com as obras exibidas na mostra. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail producao.argentinarebelde@gmail.com. Serão oferecidas 80 vagas para maiores de 16 anos. O horário do curso deve ser conferido na programação da mostra.
Programação:
18 de agosto (terça-feira)
Cinema 1 – Sessão de abertura
18h30 – Invasão (1969), Hugo Santiago, 125 min, Argentina, 14 anos.
19 de agosto (quarta-feira)
Cinema 1
16h15 – A hora dos fornos – parte 1: neocolonialismo e violência (1968), Fernando Solanas e Octavio Getino,  85 min, Argentina, 16 anos.
18h15 – Os traidores (1973), Raymundo Gleyzer, 109 min, Argentina, 16 anos. Sessão comentada pelo crítico José Carlos Avellar.
20 de agosto (quinta-feira)
Cinema 1
15h – Tempo de vingança (1981), Adolfo Aristarain, 108 min, Argentina, 14 anos
17h10 – Jogue uma moeda (1960), Fernando Birri, 33 min, livre.
+ Os inundados (1962), Fernando Birri, 87 min, Argentina, livre
19h30 – A casa do anjo (1957), Leopoldo Torre Nilsson, 1957, 78 min, Argentina, livre.
21 de agosto (sexta-feira)
Cinema 1
16h – A patagônia rebelde (1974), Héctor Olivera, 103 min, Argentina, 14 anos.
18h30 – A guerra gaúcha (1942), Lucas Demare, 95 min,  35mm, Argentina, livre – Sessão comentada pela pesquisadora Ana Laura Lusnich.

22 de agosto 
(sábado)
Cinema 1
15h – O amor é uma mulher gorda (1987), Alejandro Agresti, 82 min, Argentina, 14 anos. Sessão comentada pelo curador Victor Guimarães.
18h45 – Rei morto (1995), Lucrecia Martel, 12 min, Argentina, 16 anos
+ … (Reticências) (1971), Edgardo Cozarinsky, 77 min, Argentina, 16 anos. Sessão em parceria com o Cineclube Sala Escura, comentada pelo pesquisador Fabián Nuñez.
Cinema 2
17h – Terra dos patriarcas (2011), Nicolás Prividera, 100 min, Argentina, livre
23 de agosto (domingo)
Cinema 1
15h – O dependente (1969), Leonardo Favio, 82 min, Argentina, 14 anos
 +  Pude ver um puma (2011), Eduardo Williams, 17 min, 12 anos
17h15 – Parapalos (2004), Ana Poliak, 93 min, Argentina, 16 anos
Cinema 2
17h – Mul3k3s (2013), Raul Perrone, 157 min, Argentina, livre
25 de agosto (terça-feira)
Cinema 1
15h30 – Jogue uma moeda (1960), Fernando Birri, 33 min, livre.
+ Os inundados (1962), Fernando Birri, 87 min, Argentina, livre
18h – Invasão (1969), Hugo Santiago, 125 min, Argentina, 14 anos. Sessão comentada pelo crítico Isaac León Frías
26 de agosto (quarta-feira)
Cinema 1
15h – A casa do anjo (1957), Leopoldo Torre Nilsson, 78 min, Argentina, livre
16h45 – A patagônia rebelde (1974), Héctor Olivera, 103 min, Argentina, 14 anos
19h15 – A guerra gaúcha (1942), Lucas Demare, 95 min, Argentina, livre
27 de agosto (quinta-feira)
Cinema 1
15h30 – A hora dos fornos – parte 1: neocolonialismo e violência (1968), Fernando Solanas e Octavio Getino,  85 min, Argentina, 16 anos.
17h15 – Rei morto (1995), Lucrecia Martel, 12 min, Argentina, 16 anos
Parapalos (2004), Ana Poliak, 93 min, Argentina, 16 anos
Cinema 2
13h-17h – Minicurso: Revolucionários, insurgentes e dissidentes, com Alejandro Cozza
19h15 – Terra dos patriarcas (2011), Nicolás Prividera, 100 min, Argentina, livre
28 de agosto (sexta-feira)
Cinema 1
16h – Tempo de vingança (1981), Adolfo Aristarain, 108 min, Argentina, 14 anos
18h30 – O dependente (1969), Leonardo Favio, 82 min,  Argentina, 14 anos
+ Pude ver um puma (2011), Eduardo Williams, 17 min, 12 anos
Sessão comentada pelo curador Victor Guimarães.
Cinema 2
14h-18h – Minicurso: Revolucionários, insurgentes e dissidentes, com Alejandro Cozza
29 de agosto (sábado)
Cinema 1
17h – O amor é uma mulher gorda (1987), Alejandro Agresti, 82 min, Argentina, 14 anos.
18h45 – Conferência: Rebeldia estética, rebeldia política, por Roger Koza –
Conjugando obras de cineastas como Leonardo Favio, Hugo Santiago, Edgardo Cozarinsky, Ana Poliak e Raúl Perrone, o crítico Roger Alan Koza traçará um mosaico de formas da rebeldia no cinema argentino.
Cinema 2
10h-14h – Minicurso: Revolucionários, insurgentes e dissidentes, com Alejandro Cozza
14h20 – Mul3k3s (2013), Raul Perrone, 157 min, Argentina, livre
30 de agosto (domingo)
Cinema 1
14h50 – Os traidores (1973), Raymundo Gleyzer, 109 min, Argentina, 16 anos
17h – Mesa redonda: Políticas do cinema argentino, com os críticos Alejandro Cozza, José Carlos Avellar e Roger Koza e mediação do curador Victor Guimarães. Será discutida a  história do cinema argentino a partir de uma investigação sobre como diferentes cineastas ou grupos fizeram conviver pesquisas formais singulares e atitudes políticas diversas diante da realidade social argentina e latino-americana.
19h30 – … (Reticências) (1971), Edgardo Cozarinsky, 77 min, Argentina, 16 anos
Serviço:
Mostra Argentina Rebelde
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinemas 1 e 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Data: 18 a 30 de agosto de 2015 (terça-feira a domingo)
Horários: Consultar Programação
Ingressos: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Lotação: Cinema 1 – 78 lugares (mais três para cadeirantes) / Cinema 2 – 80 lugares (mais dois para cadeirantes)
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Classificação Indicativa: Consultar Programação
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

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