Baseado na história de Nise da Silveira, pioneira no uso da terapia ocupacional, conta a trajetória dela dentro de um  hospital psiquiátrico no subúrbio do Rio de Janeiro.
Ao voltar a exercer sua profissão, a doutora Nise da Silveira (Glória Pires) propõe uma nova forma de tratamento aos pacientes que sofrem da esquizofrenia, eliminando o eletrochoque e lobotomia. Seus colegas de trabalho discordam do seu meio de tratamento e a isolam, restando a ela assumir o abandonado setor de Terapia Ocupacional, onde dá início a uma nova forma de lidar com os pacientes, através do amor e da arte.
Com uma temática interessante e bem abordada, o filme transita entre a delicadeza e a brutalidade do ser humano.
Com um quê de “Patch Adams” no roteiro, “Nise – O coração da loucura”  conta com a direção competente de Roberto Berliner e grandes atuações de todo elenco.
A caracterização e belíssima atuação de Glória Pires nos comove com as revelações do inconsciente.
A sutileza da trilha sonora complementa a obra cinematográfica com um  filme de arrepiar.
Como a própria  dizia, “É preciso não se contentar com a superfície”. O filme explora a revolução realizada por Nise que ecoou pelo resto do país, abolindo tratamentos violentos e destrutivos, como a lobotomia e o eletrochoque.
O longa foi filmado durante dois meses no Instituto Nise da Silveira no Engenho de Dentro, local onde ficava o Hospital Psiquiátrico Pedro II. Lá foram revelados grandes nomes das artes plásticas, como Emydgio de Barros, Raphael Domingues, Lucio Noeman e Fernando Diniz. A descoberta do talento deles é apresentada no filme, que mostra o primeiro contato com a tinta, o pincel e o barro.
“Não é a ciência que vai garantir o seu trabalho, é a arte, a opinião pública” Mario Pedrosa 


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