O poeta Dylan Thomas era adorado, assim como sua poesia. Quando ele excursionou três vezes pelos EUA, no anos 1950, houve muita gritaria e desmaios. Ele também viveu a rotina típica de um rock star, especialmente com relação à bebida. Isso só o deixava mais atraente. Um dia em 1953, ele bebeu 18 doses duplas de uísque na taverna White Horse, em Nova York. Ele disse: “Isso deve ser algum tipo de recorde” e entrou em coma. Ele tinha 39 anos. Este filme é uma recriação do que teria acontecida naquelas últimas horas na White Horse e o que teria feito este grande homem sair dos trilhos.

com um passado precioso com marcas de experiência, o filme apresenta uma narrativa que incomoda por sair do comum, e interessante e instigante ao espectador que contempla o vazio do personagem. Assim como a Fotografia que traduz o sentimento melancólico e depressivo de Dylan Thomas.

O roteiro e a direção nos presenteia o inviolável sendo violável, a autodestruição do teatro nobre de Dylan Thomas.

Drama intenso e de difícil digestão que conta com belíssima atuação de Rhys Ifans como Dylan Thomas (popularmente conhecido como o Spike da comédia-romântica “Um Lugar Chamado Notting Hill” de 1999). O ator demonstra talento e veracidade com o melhor trabalho de composição de sua carreira. Ifans faz um retrato doentio e doloroso de um homem que parecia não se importar com a vida que tanta falava em seus poemas.

Dylan Thomas, considerado um dos maiores poetas do século XX da língua inglesa recebe essa belissima homenagem com a direção competente de Steven Bernstein. Com Rodrigo Santoro, Rhys Ifans, John Malkovich, Rodrigo Santoro, Romola Garai, Tony Hale. Estados Unidos, 2016.

Em cartaz na Mostra Panorama do Cinema Mundial.

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