jovens-loucos-e-mais-rebeldesA faculdade sempre foi um tempo de auto descoberta, novas experiências, amores e amizades que durarão uma vida inteira, e nos anos 80, não foi diferente. O filme Jovens, Loucos e mais Rebeldes!! chega aos cinemas no dia 20 de outubro com a história de Jake, (Blake Jenner) um novato que acaba de entrar para uma faculdade do Texas e passa a morar com seus colegas do time de beisebol. Durante a sua jornada, ele entra em conflito com a própria identidade e conhece Beverly (Zoey Deutch), um possível grande amor.

Os eventos do filme ocorrem três dias e vinte horas antes do começo das aulas, mostrando toda a adaptação e a quantidade de atividades que conseguem ser encaixadas em um período tão curto de tempo, com tantos novos colegas a conhecer. Ao lado dos colegas McReynolds (Tyler Hoechlin), Roper (Ryan Guzman), Beuter (Will Brittain), Jay (Juston Street), Plummer (Temple Baker) e Dale (J. Quinton Johnson), o time está completo, e apesar de haver pouquíssima ênfase ao beisebol durante o filme, o esporte é o que move os personagens.

A crise de identidade adaptável dos calouros, unida à comédia, faz todos terem profundas e rápidas discussões acerca de si próprios diversas vezes no filme, e é justificável. Os garotos fazem de tudo para conhecer novas meninas em diferentes departamentos e tribos da faculdade. Sempre sendo enfatizada a diferença entre se divertir e ganhar, tudo é uma competição para eles, que não se permitem perder sem uma briga, nas leves competições que produzem no dia-a-dia da casa.

O amor também é uma questão superficialmente explorada no longa, tanto os que querem simplesmente “se dar bem”, quanto os que já querem construir uma história romântica, o que acaba sendo o caso de Blake e Beverly. Os dois estão encontrando a si próprios nesta nova passagem de suas vidas, mas o romantismo clássico entre os dois e as diferenças dos grupos em que se inserem podem se tornar um empecilho neste relacionamento.

Sobre a questão do título, muitos viram este como uma sequência do filme Jovens Loucos e Rebeldes de 1993, filme do mesmo diretor e roteirista, que trata do ensino médio nos anos 1970. Apesar de partilharem questões, não é necessário assistir a este para entender o novo. São narrativas completamente diferentes, com a mesma linha de pensamento. Os títulos originais não fazem referência a uma continuação e Richard Linklater, o diretor e roteirista disse que o longa trata da mesma temática do anterior, uma comédia jovem  de décadas que passaram, mas marcaram a vida daqueles que a viveram.

Apesar de permitir algumas boas risadas, uma apreciação do começo adorável entre o casal principal e apreciar as filosofias e ensinamentos dos garotos, Jovens Loucos e Mais Rebeldes não parece ter uma história a contar, e sim ser o começo de uma aventura, a qual o público ainda não foi convidado. Não há algum desafio a ser transposto, ou jornada a ser vivida, é apenas uma longa e razoavelmente envolvente introdução a algo maior.

Tentando buscar a experiência dos filmes dos anos 80, a narrativa se move devagar, e por se tratar de uma nova era, tudo acaba sendo lento demais para o público. Apesar dos bons atores e das boas falas individuais, não há exatamente uma história a ser contada a ali, o que se reflete no final extremamente aberto que é deixado. Mesmo assim, principal, mas não exclusivamente, para quem viveu na década de 80, a nostalgia é um fator que se destaca e a comédia, junto às profundas discussões, o diferencial que sobressai.

Em cartaz na Mostra Panorama do Cinema Mundial.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here