madonna_truth_or_dare_posterSessão comemorativa de 25 anos da turnê Blond Ambition, dirigida por Alek Keshishian, fonte da maior parte dos elementos de toda a carreira da rainha do pop, da reinvenção e das polêmicas.

Destaque para a abertura do show: “Express Yourself” cita livremente vários elementos de Metropolis (1927). A atmosfera ao mesmo tempo dark e futurista do expressionismo alemão empresta o seu cenário principal com máquinas e roldanas, onde os dançarinos atuam como trabalhadores de uma fábrica. A ele se integra uma femme fatale que surge de dentro das máquinas. De trabalhadores escravos a escravos sexuais, a crítica a um futuro industrializado e à opressão do poder através da luta de classes gerada pelo epíteto do sci-fi se transforma numa reflexão sobre o poder macho proposta por uma Madonna fálica (usando o famoso espartilho com cones confeccionado por Jean Paul Gaultier).

O ponto principal talvez seja a performance inesquecível de “Like a virgin” sobre uma cama no palco, ou, segundo alguns policiais que tentaram impedir o show, a cena da masturbação.

Mas este documentário (que se tornou cult) não mostra só a explosão provocadora nos palcos e os bastidores dos shows. Nele também está a Madonna que nem sempre vemos, sua relação com a mãe, com o pai, com o então namorado Warren Beatty, com os dançarinos, de quem se autoproclamou mãe. Vale ver (ou rever) na telona. O único problema é ter que ficar sentada o filme todo sem poder dançar “Holiday”.

Vale também ver o filme Strike a Pose, em exibição na Mostra Midnight Docs, sobre os sete dançarinos que a acompanharam na turnê Blond Ambition e se tornaram ícones da liberdade de expressão.

Em cartaz na Mostra Midnight Docs.

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