Danny Boyle continua brilhante quando se trata de trazer uma obra de mais de 20 anos atrás, talvez com uma nova perspectiva. A sequencia de Trainspotting reúne o elenco do primeiro filme com uma narrativa vibrante guiada por Mark Renton (Ewan McGregor).

Baseado no livro de mesmo nome que consagrou Irvine Welsh, Trainspotting, que na gíria escocesa, significa uma atividade sem sentido, algo que é uma total perda de tempo, refaz a premissa do primeiro filme, 20 anos mais tarde, num reencontro não marcado entre os personagens que acontece dentro de outros termos.

Enquanto o primeiro filme explicita toda a dor e a banalidade de ser jovem em um mundo de portas fechadas, para esses jovens que renunciaram a vida, como citado em ambos os filmes através do slogan de uma campanha anti-drogas “Choose Life”, preferindo se perder em um mundo de contravenções. Já no segundo filme, Marke Renton se rende ao padrão da vida e se enquadra no papel de homem trabalhador e casado, porém ao ter uma crise de meia-idade, resolve voltar a Irlanda, para um fim de semana a fim de reencontrar a velha gangue de desajustados.

A montagem do longa junto com a trilha sonora repete a estrutura do primeiro a fim de resgatar a adolescência desajustada de Mark Renton, Spud, Sick Boy e Begbie. Com ironia e sem meias palavras, o cotidiano dessa turma mostra o quanto você é um turista não só durante a juventude. Ser jovem não é fácil em nenhuma parte do mundo, e perceber que essa fase da vida passou (a um bom tempo), pode ser muito mais difícil do que parece.

Em tempos de blockbusters e grandes franquias, “Trainspotting 2” é um resgate vibrante aos olhos e ouvidos do espectador, onde, mais uma vez, a trilha sonora certeira é muito mais do que um complemento ao filme e tão personagem como Mark Renton, Spud, Sick Boy e Begbie.

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