Quarta passagem da banda Guns N’ Roses no Rock in Rio deixou muito a desejar. Para os minimamente exigentes, foi a segunda vez, Axel Rose, literalmente esqueceu onde é o limite dele. O show que durou 3 horas e 30 min manteve o tom original das músicas, enquanto Axel não tem mais disposição para isso. Bandas da mesma época como The Who e Aerosmith estão fazendo shows incríveis.

O The Who mostrou como se faz pra driblar a passagem do tempo com um show monstruoso recheado de sucessos como “See me, feel me/listening to you”, “Babá o’riley” e “won’t Get fooled again”. Sem sombra de dúvidas o the Who marcou esse rir Pete townshend, Roger Daltrey e CIA arrebentaram.

Banda tocou com Slash e Duff McKagan, ambos peças chaves da trinca de ouro da trupe e um setlist com 30 músicas. Porém Slash (que escorregou na introdução de “Sweet child o’mine”), foi engolido pelo segundo guitarrista, o baterista, Frank Ferrer, era fraco demais pra quem já teve Matt Sorun, acho que se viesse a formação clássica (não a original) que tocou em 1991, o show seria muito melhor mesmo com o Axel passando vergonha parecendo o “Detonator do Massacration”.

Para fazer um show de 3 horas e meia (quantidade não significa qualidade) daquele jeito era melhor não ter vindo. Para mim, que sou fã da banda foi vergonhoso. A banda tava sem alma, sem personalidade  e sem a pegada que a caracterizou é a levou ao estrelado do sucesso.

No final fomos agraciados com um show de covers, que contou com a  homenagem para Chris Cornell (1964-2017), com  “Black Hole Sun”, do Soundgarden.

Mesmo com as limitações até físicas dos velhinhos eles deixaram a sua marca e mostraram pq são cultuados pelos fãs.

Por: Glaucon Fernandes / Fotos: Carolina Moura

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