Wimbledon, Inglaterra, 1980. O sueco Björn Borg (Sverrir Gudnason), um dos maiores jogadores de tênis do mundo, tinha 25 anos e 4 vitórias no gramado sagrado. Focado, ele luta pelo quinto título,mas havia uma pedra no meio do caminho: o talentoso e reclamão John McEnroe (Shia LaBeouf), que aos 20 anos era tido como a nova promessa do tênis.

Borg, conhecido como ”Ice Borg” por conta de seu jeito frio, era o oposto de McEnroe, que gostava de brigar com os juízes, quebrar raquetes e questionar os pontos que não o favoreciam. Borg se sentia pressionado pelos títulos já conquistados e era tido como supersticioso, enquanto McEnroe estudava as chaves da competição para tentar calcular como seria a final do torneio. Grande parte do filme é focado em Borg e seu técnico Lennart (Stellan Skarsgård, de ‘Thor , Mamma Mia!’) e em sua jornada até chegar a número 1 do mundo; enquanto as cenas de McEnroe se complementam
para mostrar suas personalidades opostas.
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O filme do dinamarquês Janus Metz utiliza flashbacks para mostrar a infância dos esportistas e também como a mídia se beneficiou da rivalidade entre os dois para vender (muitos) jornais e aumentar o ibope de programas de TV. O psicológico dos personagens é muito bem trabalhado e mostra com clareza a pressão que os jogadores costumam enfrentar, mas sem ser piegas. A caracterização dos atores está fantástica e esse é provavelmente o melhor trabalho de Shia LaBeouf, ex estrela mirim da Disney e adulto-problema em Hollywood.

Borg​ ​vs​ ​McEnroe​ não é mais um filme sobre tênis; é um filme sobre suor, garra e vontade de vencer. Borg teve uma carreira de sucesso: conquistou Roland Garros por 6 vezes e Wimbledon em 5 oportunidades, enquanto McEnroe conquistou Wimbledon e o US Open em quatro oportunidades. Ambos estão aposentados e são membros do International Tennis Hall Of Fame.

Por Clarissa Cavalcante

Crítica também publicada no Cinema e Muito mais

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