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Leo Russo revive Evaldo Gouveia em “Canto de Leo”

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Leo Russo tem no samba-canção a sua praia. Desde sua estreia na cena musical, em 2013, sempre mostrou-se familiarizado com canções do gênero em seus shows. Mais dos que isso: em entrevistas, nunca escondeu que Nelson Gonçalves estava entre seus cantores favoritos. Numa viagem a Fortaleza, Leo telefonou para Evaldo Gouveia, um dos autores-pilares do gênero, e marcou uma visita. No encontro, conheceu parte da produção atual desse autor e a vontade de gravá-las foi uma das molas propulsoras para um segundo disco. O álbum chega às lojas e às plataformas digitais este mês e será lançado no palco do tradicional Teatro Rival Petrobras, dia 1º de dezembro, sexta-feira, às 19h30.

No CD Canto do Leo, com produção e direção musical do maestro Cristóvão Bastos, Leo joga luz sobre Gouvea que tem quatro músicas gravadas, duas delas inéditas (parcerias com Paulo César Pinheiro e Fausto Nilo), mesclando-as a temas pouco conhecidos de outros grandes autores e a quatro belas pepitas de sua autoria. O amadurecimento profissional de Leo é nítido no novo disco. Nele, o samba-canção é o laço de união entre as 12 faixas selecionadas a dedo pelo cantor em parceria com Cecília Rabello.

O samba canção é o norte do disco, mas isso não faz dele algo soturno ou pesado. Pelo contrário. O resultado é solar. A começar pelos “raios dourados” de “Manhã de primavera”, samba pescado do repertório mais Lado B de Roberto Ribeiro, outro cantor que é uma referência para Leo. Pontapé inicial dado, o clima primaveril continua com “Pôster”, choro carregado de lirismo feito por Evaldo Gouveia com Paulo César Pinheiro. A canção, inédita, foi uma das apresentadas a Leo pelo compositor em Fortaleza. A iniciativa de gravá-la é só o primeiro dos muitos gols que Leo faz no disco.

O clima de seresta se instaura com “Razão e emoção”, de Vadinho e Renato Barros, outra pérola pescada no repertório de Roberto Ribeiro, cantor que deveria ser descoberto pelas novas gerações. E vem “Sim ou não”, de apurado acabamento melódico e letra bem construída. A canção, feita quando o cantor tinha 18 anos, é a primeira das quatro que ele tira do próprio baú.

Leo Russo mergulhou fundo nas suas raízes musicais e volta à tona com as mãos (e seu canto) carregados de pérolas – de ontem e de hoje, autorais ou de outrem. Esse “Canto do Leo” mostra-nos um cantor amadurecido. Sofisticado sem afetação, na medida certa. Um artista que pode cantar o que bem quiser.

Serviço:
Leo Russo – O canto do Leo
Dia e hora: 1 de dezembro de 2017, ás 19h30
Local: Teatro Rival Petrobras (Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia.)
Ingressos: Setor A e B – R$ 60,00 (inteira) / R$ 30,00 (meia-entrada)
Lounge – R$ 50,00 (inteira) / R$ 25,00 (meia-entrada)

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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