Por: Leandro Fonseca

Vencedor de 4 oscars (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro Adaptado,) Uma mente brilhante traz a história de John Forbes Nash Jr., um reconhecido gênio da matemática. Porém nem só de louros viveu Nash, pois junto a sua genialidade, uma luta contra esquizofrenia foi arduamente travada quando estava no auge da carreira.

No entanto, anos de luta contra a doença e suas implicações, levam Nash a uma das maiores superações já vistas, afinal, ele ganhou um Prêmio Nobel (Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, não confundir com o Prêmio Nobel).

Dirigido por Ron Roward (Cocoon, O Código Da Vinci) e contando com atuações extraordinárias de Russel Crowe e Jennifer Connelly e com boas intervenções de Ed Harris e Paul Bettany, o longa emociona como poucos e revela com sucesso o doloroso mundo da esquizofrenia, além de contar uma linda história de amor entre um gênio e sua dedicada esposa, mas apesar do grande capricho dos atores e do roteiro baseado no livro homônimo de Sylvia Nasar, não espere ser surpreendido em termos cinematográficos. É tudo muito correto, mas nada muito rebuscado.

John Nash é mostrado como uma matemático brilhante e muito introvertido, para ele a lógica pode ser aplicada em cada ato do seu dia-a-dia, seja ao observar uma gravata de algum colega ou o andar de bicicleta pelo campus da Universidade de Princetown.
Sua obsessão por sua tese de doutorado ser algo totalmente inédito o faz mergulhar cada vez mais nos números o que coincide com o começo dos seus problemas mentais, que trazem pessoas imaginárias, como seu colega de quarto em Princetown, Charles.

Nash acaba se envolvendo com Alicia (a bela Jennifer Connelly), muito mais por vontade dela, mas não espere um romance piegas, cheio de momentos fofinhos, a coisa aqui é bem densa e bem construída. Logo no início do relacionamento, Nash envolve-se numa missão confidencial e começa a exigir demais de seu cérebro, apesar de genial, ainda humano. O matemático já não sabe o que é real e imaginário.

A vida de Nash começa a ruir, afetando seu casamento e emprego. A partir daí, o filme mostra a difícil luta de um homem brilhante para ter de volta a sua mente, com a ajuda de Alicia, que só quer recuperar o seu amor, além de alguns plot-twists sensacionais.

Uma excelente adaptação que leva a reflexão sobre a doença, uma vez que Nash consegue mesmo que parcialmente dominar a sua mente e retomar a sua brilhante carreira.

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