Existe formula para criação de um novo doce? Como é o processo?
O processo de criação parte muito do meu gosto pessoal, mas também do que as pessoas procuram. É questão de gosto e teste, né. E o visual também vai muito do gosto pessoal, lógico que a gente sempre tem algumas referências, mas a ideia é criar coisas novas.

Tem algum alimento que é mais peculiar no cardápio de vocês?
A gente parte do gosto bem popular, a gente gosta de atender a massa. Eu me preocupo mais em atender o que todo mundo gosta, do que fazer uma coisa muito diferenciada e que não agrade ao público. A gente é super aberto a atender o gosto do público.

As datas comerciais são mais fáceis para criar ou vocês já tem algo mais específico?
A gente sempre cria uma linha no dia dos namorados, Páscoa, Natal, dia dos pais, dias das mães. A gente sempre cria uma linha nova, todo ano, repetindo também os best-sellers.

A doceira é um chef de cozinha?
Não, o chef de cozinha faz a parte salgada. Chama-se Chef confeiteira ou Chef pâtisserie, né, que a definição de confeiteira. Eu até brinco com isso. A pessoa quando vai cruzar comigo não sabe falar se é doceira, boleira ou confeiteira. No Instagram, na descrição do perfil tá boleira, doceira, confeiteira, como você quiser chamar.

Como a gastronomia entrou na sua vida? Você sempre soube que seguiria esse caminho?
Eu sempre gostei de fazer doce desde pequena, pequena mesmo. Desde os cinco anos, o primeiro livro que comprei foi de receitas. Eu fazia biscoito, brigadeiro desde pequeninha mesmo. Mas, às vezes por um pouco de desinformação, na época, (eu trabalho com isso à 15 anos, já), não era uma coisa tão visível como hoje. Na época de  decidir uma faculdade, só tinha faculdade de gastronomia, onde você aprende a ser Chef de cozinha, o que não me interessava, por isso eu acabei fazendo Design. Mais tarde eu fiz cursos de gastronomia artística para aprimorar nessa parte que eu gostava. Com 20 anos eu comecei a trabalhar na área e desde então foi dando certo. Nunca cheguei a trabalhar com outra coisa, nunca fiz uma entrevista de emprego na vida. Minha carreira profissional começou desde a faculdade.

A sua formação em Design te ajuda na criação dos doces?
Eu achei que sempre te dá um senso estético, mas assim, com certeza não é uma coisa necessária para quem quer seguir na aérea. Mas alguma coisa sempre tem a acrescentar. Eu brinco também que outra denominação da minha profissão é Cake designer. Hoje eu dou aula também numa casa na Gávea.

Existe faculdade para isso hoje em dia?
Faculdade, não, mas existe os cursos de confeitaria no Senac, né. Numa época até tinha, mas acho que agora não tem mais, o curso de Confeitaria e panificação. Até dentro da confeitaria tem cursos diferentes como a pâtisserie francesa.

Hoje em dia tem muita gente fazendo doce como profissão, virando confeiteiro. Como você lida com isso? Como você vê esse mercado?
Então, eu lido muito bem, eu não tenho problema nenhum com concorrência, e eu te digo isso, com base, por que eu dou aula, onde eu ensino a minha receita mesmo. Eu acho que tem espaço para todo mundo. A partir do momento que eu me propus a dar aula, eu tive consciência tranquila em relação a criar concorrência, por que realmente a gente acaba criando, mas é uma concorrência diferente, mais informal. Eu acho que tem lugar para todo mundo, cada um tem seu peso, seu nome, seu meio de conhecidos, sua área de atuação. Fico feliz em fazer parte desse processo.

A confeiteira Andrea Schwarz aceita pedidos da sua linha de guloseimas natalinas até dia 22 – sujeito ao fim do estoque de produtos – pelo telefone (21) 3268-3715 . Deixe seu Natal mais doce e bonito com produtos personalizados da confeiteira Deias.

fotos: Marcelo de Mattos

*Entrevista feita por telefone

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