Sentiu saudade das aventuras fantasmagóricas da Doutoura Elise Rainer, Specs e Tucker? Pois eles voltaram em uma quarta edição da franquia sobrenatural que se encaixa entre a prequel e o primeiro filme, em uma investigação deveras pessoal para a protagonista caçadora de entidades. Sobrenatural: A última Chave tem direção de Adam Robitel e o mesmo velho e adorado elenco de seus predecessores. Um novo caso é apresentado, mas que não é nada “novo” para Elise, já que ele se passa na casa onde ela cresceu.

Situado alguns anos antes dos eventos do primeiro, o novo longa da Sony Pictures trará a medium Elise (Lin Shaye) voltando à sua cidade natal para lidar com os eventos assustadores que ocorrem com os moradores da sua antiga casa de infância, localizada em Five Keys, Novo México. Para isso, ela terá que adentrar mais fundo O Além e resolver tantos conflitos em aberto com sua família e seu passado doloroso.

A razão para o subtítulo desta versão de Sobrenatural não é apenas pelo nome da cidade em que se passa (Five Keys), mas também devido a presença de uma nova entidade que perseguiu Elise, quando ela ainda morava naquele lugar e atormentava a mente de seu pai e de Ted Garza (Kirk Acevedo), o novo morador da casa que ligou para a equipe da psíquica. O demônio que assombra a casa possui a habilidade de trancar a garganta da pessoa, fazendo-a perder a voz. Ele também pode trancar o coração dela, fazendo- a ir para O Além e entrar em coma profundo.

Isso ocorre com a sobrinha de Elise, Melissa Rainier (Spencer Locke) assim que ela descobre que são parentes e a mesma vai visitar a casa onde o pai Christian (Bruce Davidson) e a tia viviam. A irmã de Melissa, Imogen (Caitilin Gerard) revela também possui habilidades paranormais e se torna grande aliada da tia, ao enfrentar espíritos, visitar O Além e resgatar a irmã do mesmo lugar, onde tantas outras almas perdidas estão aprisionadas. Durante a jornada, Elise não resgata apenas sua recém-descoberta família, como também a si própria e a seus antigos demônios internos.

A franquia sobrenatural, iniciada há oito anos, segue um mesmo estilo de narrativa. Uma investigação paranormal comandada por Elise, com quebras “cômicas” de Specs (Leigh Whannell) e Tucker (Angus Sampson). A trama conta com silêncios longos seguidos de jumpscares com volume alto que certamente fazem os mais medrosos e despreparados pularem da cadeira e, mesmo os acostumados com o suspense ficam incomodados com a variação de volume no áudio. Não é surpresa alguma que, sabendo que os últimos três longas funcionaram muito bem com essa fórmula, que a mesma seria resgatada para mais uma história.

Essa repetição de estilo narrativo fica cansativa e demonstra falta de criatividade do diretor Adam Robitel, que não aposta em nenhum novo elemento na tentativa de inovar. Por outro lado, se é isso que o público gosta em “Sobrenatural” (apesar de o terceiro filme da franquia “a origem” tenha vendido menos que os dois anteriores), então é isso que ele ganhará. E é isso que faz desses longas, um sucesso de bilheteria, mesmo nenhum deles tendo sido lançado em uma época de grande relevância para filmes de terror, ou seja, durante outubro ou no próprio dia das bruxas. Para quem é fã da saga, certamente é mais uma obra relevante para o todo e recheada de jumpscares clássicos. Já para os que procuram um bom filme de terror que fuja do padrão, existem outras caças sobrenaturais para se explorar e se apavorar.

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