“Quando se olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você” – A conhecida frase atribuída ao filósofo alemão Friedrich Nietzsche poderia, certamente, constar no prefácio da obra autobiográfica do autor Léo Alves – mas jamais resumi-la. O livro Abismo – Quando o fim se torna recomeço – desnuda, de forma corajosa todos os “fantasmas” conhecidos durante sua infância e parte da vida adulta, primeiro com a ausência da figura paterna e, mais adiante, o trágico acidente de carro que custou a vida de seu irmão, além da convivência com os escândalos envolvendo a empresa para a qual teve uma forte identificação e se dedicou por oito anos – a Odebrecht, onde atuou na área de Recursos Humanos.

De forma bastante sensível, e com uma narrativa bastante clara, utiliza-se de diversos registros históricos, fotografias e depoimentos de amigos, familiares e profissionais para apresentar a dolorosa caminhada e transformação do escritor, com desafios, angústias, frustrações e episódios severos de depressão antes de sua potencial e contínua descoberta pela felicidade e realização pessoal e profissional.

Como pai de dois filhos, entre os aprendizados contidos na obra, diante dos vácuos familiares oriundos por suas perdas, estão a consciência e o exercício da paternidade plena como forma de preencher lacunas e vislumbrar novas e enriquecedoras oportunidades.

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