Bem vindos à Wakanda, um pequeno país no interior do continente africano com uma grande biodiversidade e uma das maiores potências tecnológicas com as mais incríveis amazonas, do universo Marvel. Mas o filme não é sobre o herói Pantera Negra? Sim, é. Mas que doma as telas são as mulheres! Com personagens femininas poderosas em um elenco predominantemente negro, o filme faz inúmeras declarações a cerca do mundo. A começar pela poder da natureza e como devemos cuidar do mundo, não eu não estou louca, o filme fala em suas entrelinhas da importância de preservar e salvar o mundo em que vivemos. Cada vez, mais caótico em detrimento do poder, os governos estimulam guerras entre si, em busca de não só uma tecnologia de ponta em armas, mas também de seu egocentrismo e o monopólio do poder.

Além disso, Pantera Negra estimula o espectador, as crenças e tradições ascendentes africanas. O novo filme da Marvel está longe de ser só entretenimento, é uma declaração cultural inegável ao protagonismo negro e a sua ancestralidade, onde a direção de arte e figurinos tem valor significativo e cultural, estimulando a segregação racial.

Alias, na historia da Marvel a cartela de cores é a mais arrojada de toda a história dos quadrinhos. O trabalho da fotografia junto à arte do filme é mais aberto e mais colorido, enquanto em Os Vingadores, por exemplo, é predominantemente bicromática. Nessa nova aventura fantasiosa dos quadrinhos, a natureza tem papel primordial, desde a narrativa às partes técnicas. Ela é base de tudo.

A cinematografia e os efeitos visuais são estupendos! Com ótimos jogos de câmeras e belíssimas coreografias de luta e dança africana em seus rituais, Pantera Negra honra o universo pop levando uma nova estética e um novo estilo de se fazer filmes de heróis.

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