Por Tarsso Freire Sá

De acordo com Platão, há muitos séculos atrás a cidade de Atlântida afundou no oceano devido a um desastre natural. A Cidade Perdida tem sua lenda conhecida em todas as partes do mundo. Reconhecida por sua tecnologia e medicina avançada, mas nunca passando de um mito. Não para Milo Thatch, um jovem linguista que herdou de seu avô o sonho inabalável de encontrar Atlântida. Após perder o emprego, e a beira de desistir de tudo, Milo conhece um amigo de seu avô, Prestor Whitmore. Este velho e riquíssimo homem, diz que Atlântida é real. E entrega a herança verdadeira de Milo, um livro chamado Diário do Pastor, um mapa até o Reino Perdido.

Atlantis se destaca por vários motivos, mas para resumir, no estilo da animação e da história, na trilha sonora e na comédia aventuresca (que possui um valor a mais na dublagem brasileira). Tendo o designer baseado no estilo do criador de histórias em quadrinhos, Mike Mignola, criador de Hellboy. Tendo em seu roteiro um “Q” de história Pulp, onde há uma mistura de tecnologia com mistérios e forças mágicas, algo muito similar ao senso de aventura de Júlio Verne. A trilha sonora original de James Newton Howard, que também criou posteriormente as trilhas da trilogia Jogos Vorazes e dos dois primeiros filmes do Batman dirigidos por Christopher Nolan.

Algo inegável sobre a Disney é que o estúdio sabe fazer comédia e escolhe bem seus dubladores, contando para este filme Michael J. Fox, Leonard Nimoy e Jim Varney, sendo os dois últimos já falecidos. E o Brasil não fica pra trás nesse quesito também, na versão da dublagem nacional contamos com Camila Pitando dublando a princesa de Atlântida, Kida, Maitê Proença como a sedutora tenente, Helga.

Ação, comédia, aventura, estilo próprio e trilha sonora épica. Atlantis, O Reino Perdido, ainda é capaz de conquistar os corações mais novos e aquecer os que já encantou. Atlântida nos espera.

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