Repetindo a parceria entre o diretor Damien Chazelle e Ryan Goslling, O Primeiro Homem conta a história do astronauta americano Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua durante uma das mais perigosos missões da história das viagens espaciais.

Um dos primeiros pontos a se falar sobre esse filme, é o fato dele ser bem pessoal. O foco de Damien não é na NASA ou em suas missões, mas, sim na vida do astronauta e em tudo que ele passou para chegar até o grande momento histórico.

Quando se inicia o longa, todos já sabemos o final, afinal se trata de uma história pública e muito conhecida. Porém, a ideia do filme é humanizar o personagem de maneira mais pessoal e interessante possível, assim  te prendendo a atenção sobre a história do grande engenheiro da Nasa.

Em sua maioria, os filmes protagonizados por Ryan Goslling proporcionam ao espectadores ângulos bem fechados do ator, mostrando sempre seu olhar muito expressivo, uma das principais características de atuação de Ryan. Em O Primeiro Homem, enxergamos isso logo nas primeiras cenas.

A fotografia do filme feita por Linus Sandgren, que também fez a fotografia de La La Land, complementa o trabalho do som, proporcionando grandes imersões. É possível escutar perfeitamente até os barulhos da fuselagem quando tem movimento. Muitas vezes um silencia ensurdecedor e preciso toma conta da sala de cinema, deixando a volta do som ainda mais impactante.  A trilha sonora é de Justin Hurwitz, vencedor do Oscar por La La Land.  Alias, é visível que esse quarteto de direção, atuação, fotografia e trilha sonora, não precisa mais provar que realmente trabalham muitíssimo bem juntos.

Acompanhado de uma fotografia que traz um ar de filme antigo, mais amarelado, somos apresentados ao personagem principal em um momento de tensão, onde esse plano se faz ainda mais necessário. Porém a linguagem cinematográfica se repete muitas vezes em situação diferentes, perdendo assim a sua essência.

Claire Foy, que vive a esposa de Neil, faz o grande papel de apoio. A mãe que fica em casa com os filhos e acompanha o marido no seu grande sonho e emprego tão cobiçado. Claire também entrega uma atuação emocionante em vários momentos. O personagem carrega uma grande importância e mostra que ser a mãe e dona de casa, nem sempre é tão fácil. Já vimos esse fato ser mostrado muitas vezes em outros filmes, inclusive em outras autobiografias. Porém ele não se torna menos importante ou perde seu valor.

Um outra característica é que em vários momentos, principalmente nos mais importantes, o espectador pode ter duas visões. Com ângulos mais abertos nos tornamos realmente espectadores dos eventos ocorridos, já com o ângulo mais fechado nos personagens, temos a visão  interna deles, nos colocando ainda mais próximos dos acontecimentos.

O Primeiro Homem é uma excelente obra da sétima arte mesmo apresentando uma história que todos conhecem. Imersivo, desbravante e natural.

 

 

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