A artista visual Andréa Tolaini acaba de lançar “SEIVA”, uma coletânea de ilustrações acompanhadas de texto representativo. O objetivo dessa união de duas linguagens, incluindo a palavra como mais uma forma de transmitir a mensagem contida no desenho, é tornar a arte ainda mais próxima e nítida.

Independente, projeto surgiu da vontade que a autora tinha de reunir suas produções mais admiradas na rede. Por isso, todo o processo criativo da autora foi pautado ao lado de seus seguidores virtuais: através de enquetes no Instagram e Facebook, Andréa fez a escolha do título, cores à utilizar e imagens que entrariam na obra. Tudo assim, coletivamente.

Em 66 páginas, trabalho levanta questões profundas sobre a quebra de padrões familiares, entendimento do amor, sexualidade, afetos e redescobertas. Reflete, ainda, sobre o quanto as situações difíceis representam uma oportunidade de crescimento. “Acho importante dizer que este livro é como um zoom no coração das mulheres. Temos aprendido a não ter medo de expressar o que pensamos. Começamos a ter carinho pelo nosso próprio corpo. Estamos abraçando a autonomia. Queremos escolher, mais e mais, o que é melhor para nós mesmas. Dentro disso, de uma maneira ainda mais ampla, precisamos reconhecer nossas forças e limitações. É assim que podemos mudar aquilo que reconhecemos como não construtivo. Afinal, a verdadeira liberdade está em se conhecer e, numa sociedade onde a ordem é racional e sistemática, eu entendo que a revolução deve ser feita partindo das emoções. E este é o tema central do meu trabalho”, completa.

Com esse olhar feminino íntimo, recomenda-se a leitura para aqueles que estão buscando compreender seus caminhos e labirintos internos. É uma obra, para todo e qualquer gênero, que inicia-se nos processos individuais para, então, acolher outras e outros. “O grande lance é essa troca humana nas relações que, de alguma maneira, é capaz de gerar vida. Utilizei uma série de metáforas da natureza para construir lógicas sobre isso. O título é um exemplo: seiva como alimento da planta e o livro como alimento do mundo interior humano”.

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